Editorial

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Foi bom para vocês?

Olá,

Dezembro chegou e com ele aquela velha melancolia de que mais um ano se passou. Eu diria que 2009 foi um ano de superação e aprendizado para nós, do Espetaculosas. Esse ano nós tivemos ótimos momentos por aqui.

Os registros de Carol pela Europa, as charges de Zé ilustrando o blog, as histórinhas contadas por Juju, nossa colunista secreta... E ainda, os questionamentos da Nanda, as ótimas dicas da Rose, alertas da Maria, os relatos da Rô, que estava preste a se casar, e nossa participação do concurso Peixe Grande.  Ufa!

Mas o ano passou e hoje estou aqui, fechando nossa última edição de 2009. Ainda com algumas baixas na equipe, mas com expectativas para que em 2010 o Espetaculosas continue levando informação, apresentando assuntos interessantes e conquistando, cada vez mais, leitores e amigos. 

E aí, foi bom para vocês? Saiba que para a gente foi ótimo!

 

Agora vamos a última edição de 2009

 

Já que o verão está próximo, nada como começar com uma matéria quente. O erotismo está em alta, e com ele a busca pelo corpo e relacionamento perfeito. Maria Oliveira fala de saúde e comportamento, ao relatar as diferentes formas com que homens e mulheres veem as relações amorosas. E mais: você sabia que existe o Dia Internacional do Homem? Confira em Ah, fala sério

Recentemente comemoramos os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Fernanda Barbosa relembra a data e também aproveita para convidá-lo a viajar pela cidade que, até hoje, parece viver um pouco dividida. Na seção Cult essa ideia.

Esse ano Jerry Lewis recebeu o Prêmio Jean Hersholt, Oscar Humanitário pelos trabalhos sociais que vem realizando ao longo de sua carreira. Como dezembro é também o mês da solidariedade, o ator é o meu escolhido para ilustrar a seção Perfil.  

Por fim, confira como foi o desempenho das atletas no Circuito Petrobrás de Surf Feminino, realizado na Barra da Tijuca. Na coluna Mexa-se.  

            E mais: não deixe de cantar parabéns aos aniversariantes do mês. Tem “espetaculosa” entre eles.

 

            Bjs, obrigada pelo carinho e até 2010 – com novidades.  

 

            Taty Bruzzi – Editora

 

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O homem na berlinda

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br  

 

           Muito calor, praias lotadas e o cenário típico do verão se completa com barracas e cadeiras multicoloridas, espalhadas pela areia. Esta é a melhor época para homens e mulheres exibirem suas formas perfeitas, resultado de meses de sacrifício e muita malhação. Então, as cariocas lançam o biquini da moda e espalham pelo mundo a fama de irresistíveis. Os homens podem negar isso, mas estudos baseados em Freud e Lacan afirmam que todos tendem a pensar nas mulheres como objetos - principalmente quando elas estão de biquíni. Primeiro eles olham o corpo, o rosto passa a ser secundário nesse jogo de sedução.

          Segundo a psicanalista Malvine Zalcberg, autora do livro Amor paixão feminina, todo desejo implica numa falta. Para o homem, portanto, “a fantasia lhe permite ver a parte perdida dele mesmo no corpo do outro, o parceiro sexual, no caso a mulher”. Para Lacan, esse modo de amar do homem tem uma semelhança com a relação que o sujeito de estrutura perversa mantém com seus objetos. Nesse contexto, quando o homem “faz amor“, trata-se de poesia, mas seu “ato de amor” implica um modo perverso de amar. Esse modo fetichista de amar tem valor de troca por aquilo que o homem perdeu.

 

 

 

           O ponto importante nessa análise é que, tal modo de amar do homem é o que faz a mulher sentir-se verdadeiramente feminina. Por conta disso, o medo da perda do amor, desse desejo que ela desperta no homem, desencadeia nas mulheres alguns distúrbios como baixa autoestima, depressão e, em casos extremos, a automultilação. Não por acaso, a mulher recorre à cirurgia plástica, investe na aparência e consome produtos de beleza para se ajustar aos padrões estéticos atuais. Sem falar na corrida à loja de artigos eróticos, para comprar aquilo que a suposta ou verdadeira amante usaria. Tudo para cativar o homem, como prova de que  ela aceita ser o seu objeto de desejo.

          Se a mulher é o objeto de desejo do homem, ele também deve investir nessa conquista, sabendo-se que essa forma fetichista de amar dele não basta para a mulher se sentir segura. Ela precisa ouvir do outro que é amada e desejada. Não basta parecer que é. Para a mulher, a palavra vale tanto quanto o ato de amor. Assim define Lacan sobre o silêncio do homem “que não compreende nada do amor na medida em que para ele basta o gozo”. Por conta disso, a mulher norteia sempre as fantasias do homem que, na ausência dela, se contenta com revistas e filmes pornográficos que alimentem sua imaginação.

          Mas, como prova do valor imprescindível desse sedutor para o equilíbrio da espécie na Terra criaram o Dia Internacional do Homem, comemorado em 19 de novembro. Segundo a Unesco, os objetivos principais dessa homenagem são melhorar a saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros, promover a igualdade e destacar papéis positivos de homens. É uma ocasião em que eles se reunem para combater o sexismo e, ao mesmo tempo, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, família, casamento e na criação dos filhos. 

Parabéns para...

Nascidos em dezembro

 

 
 

Cultura/turismo: Além do Muro

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

A mídia já fartamente noticiou as comemorações sobre a queda do muro mais famoso, depois das Muralhas Chinesas. Erguido graças à tensão política chamada de Guerra Fria, nos anos 60, o Muro de Berlim partiu a cidade em dois lados e também dividiu vidas, famílias, histórias e, por décadas, a mentalidade dos alemães.

A queda, tanto ideológica quanto material do muro, foi ovacionada por dias a fio e até hoje famílias inteiras estão tirando a diferença dos anos passados em separado. Entretanto, nossa missão hoje é falar não do passado triste e cinzento, que um dia foram duas Berlim. Viemos enaltecer o turismo na Berlim única e linda, com lugares sublimes, que fizeram mal em ficar tantos anos fora das principais rotas turísticas dos viajantes, do mundo inteiro. 

Há quem diga que você ir a Berlim e não comer salsicha, beber aquela boa cerveja e discutir cultura, nas principais praças berlinenses, é o mesmo que vir ao Rio e não ir à praia, não ouvir o samba e não beber também a sagrada cervejinha, esta sim universal e globalizada.

Berlim é uma festa para os olhos. Prédios modernos e transparentes convivem harmoniosamente com fachadas antigas, imponentes e restauradas. Ruas limpas enfeitiçam o povo brasileiro, acostumado com tanta incivilidade em suas próprias cidades. São 180 museus, cerca de 500 igrejas, mais de 5.000 bares (com cerca de 6.800 marcas de cervejas alemãs), 135 teatros e três Óperas, além dos parques, monumentos e galerias espalhados pela cidade.

 

 

 

 

Vários lugares tornaram-se patrimônios históricos pela Unesco, tamanha a relevância histórica ou simplesmente sua beleza germânica. Um exemplo são os palácios e Parques de Potsdam e Berlim. Com 500 hectares de parques e 150 edifícios, construídos entre 1730 e 1916, o complexo de Potsdam formam um todo artísticos, cuja natureza eclética reforça seu senso de originalidade. Ele se estende até o distrito de Berlim-Zehlendorf, com os palácios e parques enfileirados nas margens do rio Havel e do lago Glienicke.

Outro patrimônio preservado que deve ser visitado é o Museumsinsel (Ilha dos Museus). Os cinco museus, construídos entre 1824 e 1930, são a consolidação de um povo apaixonado por conhecimento. Eu, particularmente, amo os pensadores, músicos e filósofos alemães, como Niezsche e Bertodl Brecht.

Cada museu foi planejado de forma a estabelecer uma conexão orgânica com a arte que ele abriga. A importância de suas coleções – que acompanham o desenvolvimento das civilizações através das épocas – é aumentada pela qualidade urbana e arquitetônica das construções.   

Ainda no caminho dos museus, não deixe de ver o Pergamon Museum. Seu nome foi concebido em homenagem ao Altar de Pergamon (monumental templo grego de 180 a.c., presente no museu). O museu egípcio possui uma ampla coleção, inclusive a imagem de Nefertite, e conta a história do Egito. Vale lembrar que os alemães são profundos admiradores das culturas e mistérios de povos antigos.

Outro grande passeio que deve entrar em seu roteiro é a visita aos palácios preservados. Lá todos falam com os turistas, através de suas paredes e ornamentos, sobre séculos de opulência de antigos impérios.

- Schloss Sanssouci (Palácio de Sanssouci). Cheio de histórias, este palácio possui seis residências que pertenceram a reis. Por causa de seu enorme e agradável caminho, o passeio torna-se mais atrativo, e menos cansativo, se for feito de bicicleta ao invés de a pé.

- Schloss Charlottenburg (Palácio de Charlottenburg). Residência oficial dos governantes da Prússia, é grande e interessante. Aproveita-se melhor o passeio se a visita ao palácio for feita com tranquillidade.

 

A vida noturna em Berlim

 

Mudando o rumo cultural do turismo berlinense, no bairro de Prenzlauer Berg a vida noturna é parecida com a vida do pessoal do Leblon, sem parar. Lugar ideal para encontrar pubs badalados e interessantes. Agora, não é fácil conseguir um lugar para se sentar nos bares esfumaçados de Prenzlauer Berg. Mas é possível entrar em todos eles, tomar uma cerveja em pé e depois ir para um outro local.

Uma curiosidade em Berlim é que uma mesa ocupada nem sempre é uma mesa ocupada. Explica-se: na cidade, às vezes tão cheia de formalidades, é possível dividir uma mesa com pessoas que você jamais viu anteriormente. Se você entra em um bar e todas as mesas estão ocupadas, mas há cadeiras desocupadas em volta do local, não vacile, pegue seu copo de cerveja no balcão e sente-se onde houver lugar. Isso é comum na Alemanha. Dividir uma mesa de quatro lugares com pessoas desconhecidas não tira a privacidade de ninguém. No máximo, ninguém vai trocar palavras se não houver disposição.

Enfim, Berlim e a própria Alemanha são um passeio turístico imperdível por preservarem tão bem a história de seus povos. Não é um país receptivo como o nosso, devido a tantos conflitos mundiais, e tudo o mais pelo que já passou, pela desconfiança que às vezes ainda desperta em um ou outro cidadão ciente da existência (ainda) de nazistas, e até mesmo dos moradores com o chamado “orgulho germânico”. Mas, nós temos uma vantagem enquanto turistas. Eles amam as mulheres brasileiras e simpatizam bastante com os nativos da terra, que lhes deram jogadores geniais em times seus. Como Lúcio (ex- Bayern de Munique), Athirson (ex-Flamengo, atual Bayer Leverkusen), entre outros tantos que fazem a alegria da galera alemã.

É um passeio que agrada em cheio e faz esquecer o tanto de sofrimento causado pelo tal Muro...

Fonte: www.folha.uol.com.br 

 

 
 

Esporte: Circuito Petrobrás de Surf Feminino

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Mulheres invadem a praia da Barra em busca das ondas

 

 

 

            Em plena primavera a praia da Barra serviu de palco para a última etapa do Circuito Petrobrás de Surf Feminino 2009, campeonato que premiou as melhores atletas nas categorias Grommets (até 12 anos), Mirim (até 16 anos), Junior (até 18 anos), Open (aberta a todas as idades) e profissional.

            A última etapa dividiu a competição em dois dias. No sábado (24/10) a seqüência de baterias começou às 08h30min e só terminou às 16h30min. Das cinco categorias, quatro entraram na água tendo finalistas já definidas entre as amadoras.

            Além disso, o evento contou com uma clínica de Beach Tennis, oficina de fibras naturais e informações a respeito do Projeto Outubro Rosa – prevenção quanto ao câncer de mama -, incluindo um bate papo com a Dra. Mônica Travassos, da Sociedade Brasileira de Mastologia.  

            No domingo (25/10) aconteceram as finais das cinco categorias em disputa. Logo na primeira bateria foi disputada a final da categoria Junior. A paulista Natalie Paola confirmou seu favoritismo. A capixaba Bárbara Segatto ficou com o segundo lugar, enquanto que terceiro e quarto ficaram com as cariocas Isabela Lima e Luana Braga, respectivamente. Já na categoria Mirim, Isabela Lima ficou com a primeira colocação, seguida de Bárbara Segatto e das paulistas Letícia Freitas e Caca Rampa.

 

 

 

A categoria Grommets começou com o título já definido a favor de Sandrinha Maria (SP). O segundo e terceiro lugar ficaram com as atletas Karol Ribeiro e Luara Thompson, ambas do Rio de Janeiro.  

A final Open começou com o título indefinido, já que a líder das duas etapas anteriores, Nayara Silva, havia perdido no sábado e estava fora da competição. Mas o dia era mesmo de Bárbara Segatto. A atleta dominou a segunda metade do confronto contra Luana Braga, Natalie Paola e Ana Ceccarelli. Ela venceu a bateria e faturou o troféu revelação da temporada, além de uma passagem da GOL. Nessa decisão Ana ficou com a segunda colocação, seguida de Luana e Natalie. 

 

Final profissional valeu prêmios no valor de R$ 15 mil

 

Fechando o Circuito Petrobrás de Surfe Feminino 2009, a disputa final da categoria profissional começou com o título já garantido a Diana Cristina. Além dela, participaram do confronto Luana Coutinho, Suelen Naraísa e Juliana Quint.

Como a temporada foi marcada por ondas pequenas, na busca pelo ranking mundial valeu o talento das quatro competidoras. Quem mais brilhou foi Luana Coutinho, que subiu ao pódio como vencedora da última bateria. Na sequência Diana Cristina ficou com o vice-campeonato, seguida de Suelen Naraísa e Juliana Quint.   

Para fechar o circuito, quem foi à Barra da Tijuca conferiu uma aula de cidadania e um show do Grupo Chegando de Surpresa, formado por funcionários da Comlurb. A apresentação contou com muito samba e informações aos que insistem em achar que lugar de lixo é na rua.  

 
 

Jerry Lewis - O Comediante que de aloprado não tem nada

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

           Joseph Levitch nasceu na cidade de Newark, em Nova Iorque, no dia 16 de março de 1926. Considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos, sua carreira teve início através de uma parceria com o também ator Dean Martin (já falecido). Juntos formaram uma dupla cômica, responsável por grandes sucessos no cinema norte-americano, até meados dos anos 50.

 

 

 

Por conta de divergências na concepção dos filmes e ciúme profissional, a dupla se desfez 1956. A partir daí Jerry Lewis tomou controle de sua carreira e, além de ator, trabalhou como diretor, produtor e escritor, alcançando êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966.

Após essa data, sua carreira cinematográfica sofreu um declínio. Sendo assim, nos anos 70 o ator passou a se dedicar aos programas de televisão, sempre com grande sucesso.

Em 1976 Jerry Lewis e Dean Martin se reencontraram, por iniciativa de Frank Sinatra, em um programa beneficente. Mais tarde, em entrevista a Larry King Jerry contou, orgulhoso, que conseguiu contornar a surpresa perguntando a Dean se ele estava trabalhando.

Nos anos 80 o ator voltou ao cinema em O Rei da Comédia, de Martin Scorsese. Ele também participou da série de televisão Wiseguy (O Homem da Máfia). Já em 1993, fez uma participação no filme Arizona Dream, ao lado de Johnny Depp.

Esse ano Jerry Lewis ganhou o Prêmio Jean Hersholt, Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da “Associação de Distrofia Muscular”, no início dos anos 50. Até hoje o ator continua envolvido em trabalhos assistenciais, sendo inclusive um dos fundadores do Teleton.

 

Na Telona:

 

           Jerry Lewis é mais lembrado pela comédia O Professor Aloprado, de 1963. Na versão original o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, uma paródia de seu antigo/parceiro Dean Martin. O filme teve uma refilmagem em 1996, desta vez com Eddie Murphy no papel principal.

          Já eu, como fã de seu trabalhos, destaco Bancando a Ama-Seca – 1958 e o Terror das Mulheres - 1961.

Editorial

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Andanças e mudanças

Olá,

O tempo passou e já não aguentávamos mais de tantas saudades. Essa edição tem mais do que um gostinho especial. Representa o adeus a algumas de nossas espetaculosas redatoras, a correspondente Carolina Andrade e nossa querida Juju. Apesar das diferenças, ambas buscam o mesmo objetivo. Traçar caminhos próprios. A saudade vai ser grande, mas só nos resta desejar-lhes sucesso em tudo o que fizer daqui para frente.

Além delas, as irmãs Marassi encontram-se de licença. Roberta devido ao seu recente casamento (parabéns, amiga).  Já nossa consultora, por conta do trabalho. Enquanto isso, o Espetaculosas segue e torce para que a equipe volte a ficar completa logo.  

Antes de dar início aos assuntos que tratamos aqui, gostaria de deixar claro uma coisa. Criei a Juju para retratar histórias de leitores ou de nós, as redatoras. No início quase todas da equipe escreveram algo. Até encontrar a que estava com a gente. Juju criou uma personalidade e hoje, não acho justo continuar sendo assinada por outras pessoas. Sendo assim, essa é a última edição com a coluna. Ou até nossa colunista secreta puder voltar. Ok?!  

           

A edição de outubro começa com minha matéria sobre o cineasta John Hughes, pai de Ferris Buller, que faleceu em agosto desse ano. Conheça mais sobre esse cara, que soube como ninguém falar a linguagem teen dos anos 80. Em  Perfil.  

Sabe aquelas fraternidades e irmandades retratadas em filmes e séries sobre universitários norte-americanos? Esse é o tema que Fernanda Barbosa escolheu para abordar na seção cultura. Veja em Cult essa ideia.

Depois, convidamos você a dar uma conferida na seção mexa-se.  Em saúde o assunto é linfoma, doença que ganhou às páginas dos jornais nos últimos tempos. Já na seção esporte, o tema não poderia ser outro que não Rio 2016. Confira!

            Em comportamento, Maria Oliveira traça, de forma brilhante, o perfil da mulher balzaquina. Em ah, fala sério             

            E mais: não deixe de conferir os aniversariantes do mês (eu...) e a despedida emocionante de Juju. Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi – Editora

 

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Peixe grande 2009

Selo peixe Grande 2009

Olá,

o Espetaculosas está concorrendo ao Peixe Grande 2009 - categoria blog.

Ajude-nos a faturar esse prêmio. Entre no site e vote!

Att. Equipe Espetaculosas

Histórinhas da Juju

 

 

Aquele abraço



            Então, como tudo na vida, meu tempo por aqui chegou a um fim. Digo isso com muita tristeza, porque aprendi de verdade com esse blog, seja lendo ou participando como colunista, afinal sempre tive um deadline e muitas vezes um tema específico. Coisas como essas me ensinaram sobre responsabilidade e espírito de equipe e serei eternamente grata à editora do Espetaculosas, Tatiana, por isso.

            Mas nem tudo é tristeza, o motivo de deixar minha coluna anônima é estar começando a faculdade nesse período. E devo dizer: já estou amando muito. Também espero voltar um dia aqui e poder usar tudo que aprenderei dentro do curso de Letras. Enquanto isso vou apenas com boas lembranças e a esperança de um dia, poder retornar tudo que me foi oferecido no campo intelectual e pessoal.

            Desejo toda sorte do mundo para o blog Espetaculosas e todos os que dele participam, assim como um grande beijo aos leitores e aos que apoiaram o projeto.

Espero que o texto não tenha ficado muito formal, pois disse tudo de coração, rs.  

 

Beijos já saudosos,

 

Juju!

 
 

Salve John Hughes

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Por que John Hughes? Porque mesmo não sendo reconhecido de cara, “esse cara” foi simplesmente responsável pelas principais comédias teens dos anos 80. E algumas delas entraram para a lista dos “novos clássicos do cinema”, como nada menos que Curtindo a Vida Adoidado.                    

            O cineasta nasceu em 1950 - Michigan. Iniciou sua carreira como publicitário em Chicago. Nos anos 70, escreveu textos cômicos e trabalhou em revista de humor, chegando a publicar em 1979 a novelinha Vacation 58, inspirada nas suas viagens em família quando ainda era criança.  

 

"John Hughes, o homem que falou para geeks de uma maneira que ninguém havia feito antes" - Kevin Smith, cineasta

 

 

 

            Sua carreira cinematográfica ficou marcada pelas produções voltadas ao público jovem, na década de 80. A começar por Gatinhas & Gatões - 1984, que deu fama a ruivinha Molly Ringwald. Trabalhou com ela também em Clube dos Cinco (1985) e A Garota de Rosa Shoking (1986).

Na sequência tivemos ainda Mulher Nota 1000 (1985) e Curtindo a Vida Adoidado (1986). Nesse último, resgatou os Beatles para toda uma nova geração ao colocar Ferris Bueller cantando Twist and Shout nas ruas de Chicago. Até hoje considerada uma das melhores passagens do filme.      

 

"Você pode ser um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa ou um criminoso” – The Breakfest Club

 

Através de seus trabalhos, Hughes não apenas descobriu uma forma de se comunicar com o público teen como também alavancou a carreira de jovens promissores. Afinal, foi pelas suas mãos que nomes como Matthew Broderick e Emilio Estevez tiveram sua chance em Hollywood.

Sem contar veteranos como Chevy Chase - Férias Frustadas (1983) e o saudoso John Candy, com quem trabalhou em Quem vê cara não vê coração (1989) e Esqueceram de Mim (1990). É, minha gente. Além de dirigir, ele roteirizou e produziu filmes que a gente, até então, nem imaginava.

John Hughes não dirigia filmes desde 1991, pois se dizia decepcionado com a forma com que a indústria cinematográfica tratava suas obras. Parece que a gota d’água foi com relação ao filme Ela Vai ter um Bebê (1988).

Diferente de seus trabalhos anteriores, esse era focado num casal jovem (Elizabeth McGovern e Kevin Bacon) que, a espera de seu primeiro filho, se vê diante das dificuldades comuns na vida adulta. Apesar do fracasso nas bilheterias, o filme é apontado por nomes como Chris Columbus e Kevin Smith como o melhor de Hughes.

O cineasta John Hughes morreu de um ataque cardíaco esse ano, no dia 06 de agosto, enquanto fazia uma caminhada matinal por Manhattan. Casado, pai de dois filhos e avô de quatros netos, ele tinha apenas 59 anos. E nunca as palavras ditas por Ferris Bueller pareceram fazer tanto sentido quanto agora, após sua partida.

 

 

 
 

As Fraternidades e o american way of life

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

As tão popularizadas fraternidades americanas, que já eram populares por filmes como Porky’s (esse é para os amantes da década de 80) e American Pie, e sendo figurante constante em mais meia dúzia de filmes de Hollywood, tem uma criação tão curiosa quanto sua própria estrutura de funcionamento.

Na segunda metade do século XVIII estudantes universitários, para “classificar” seus heterogêneos grupos estudantis, os dividiram pelas aptidões de seus colegas. Surgiram diversas organizações como grupos literários, sociedades secretas (explicitado no filme Sociedade dos Poetas Mortos), times de futebol, clubes sociais, bem como fraternities (fraternidades), e estas últimas se constituíam em grupos fechados de estudantes, que residiam juntos em casas localizadas dentro ou na periferia dos campi e que, até hoje, podem ser identificadas por letras gregas nas suas fachadas.

 

As primeiras fraternidades eram apenas para estudantes do sexo masculino. Depois de alguns anos são fundadas as sororities (sóror significa irmã) para estudantes do sexo feminino. As várias fraternities e sororities, espalhadas por todo o país, formam o Greek system, ou seja, o sistema grego, que as une nacionalmente para que tenham maior organização. O sistema funciona como uma rede de apoio e contatos sociais, quase uma maçonaria juvenil com regras explícitas, algumas bizarras e muitas lendas. Mediante ele os estudantes contam com apresentações e/ou recomendações, que podem facilitar a busca de estágios, empregos, empréstimos e outras facilidades. Contam também com uma identidade que os diferencia.

Para pertencer a uma fraternity não basta pagar mensalidade, é preciso se candidatar e ser escolhido. Mas há também critérios de família, como algumas tradicionais fraternidades que elegem seus membros pela tradição de seus parentes que já pertenceram a elas. O candidato preenche uma ficha com fotografia, dados pessoais, e especificam as razões pelas quais elegeu tal fraternidade para pertencer. Quem escolhe os novos sócios são os antigos residentes. Não sem antes fazer uma bateria de trotes e “testes”, capazes de corar os estudantes veteranos da Unicamp que andam por aí matando um e outro novato...

 

 

 

A Phi Beta Kappa foi a primeira sociedade de cultura grega, fundada em 1776 no College of William and Mary. Até hoje ainda é uma sociedade literária, lugar para debates intelectuais. O sigilo e os rituais das fraternidades sociais modernas começaram com ela.

O interessante, como foi citado anteriormente, é que um inscrito que tenha alguém da família que pertence ou pertenceu a uma fraternity, possui chance maior de ser escolhido, graças ao legacy, ou seja, seu legado.

Existem alguns rituais referentes à passagem da condição de candidato a membro da organização, ou seja, brother (irmão). Ele deve enfrentar desafios que lhe são impostos para mostrar ser merecedor de fazer parte da organização. A cada um dos novos membros selecionados é designado um irmão mais velho, que já mora na residência, para orientar o novato em termos de adaptação à vida no college e na fraternity. Existe todo um ritual de acolhimento aos novos sócios.

Uma vez irmão, se é irmão por toda a vida. Que o digam Obama, Bill Clinton, Nicholas Cage, Sandra Bullock, entre outras tantas celebridades americanas O pertencer a uma fraternidade exige lealdade, pois a ligação com ela não se encerra com a obtenção do diploma do college (que aqui equivale ao nosso Curso Superior). Ela, de fato, continua e se deve expressar de várias maneiras, desde o apoio a obras sociais, a ajuda para a construção de residências universitárias para novos membros até o apoio financeiro ao college.

No Brasil, não há equivalentes para fraternidades e irmandades. Os grupos poderiam ser definidos como um misto de repúblicas e centros acadêmicos, mas nem de longe reproduzem a verdadeiras seitas que se tornaram certas fraternidades.

A série Greek, que é exibida no Universal Channel, tenta aproximar outros países e desmistificar o ambiente das fraternidades. Os grupos, como se apresenta na série, são sediados em mansões onde moram os integrantes mais antigos. As casas são palcos de festas, regadas a muito álcool e sexo (pelo menos é o que mostra a série de uma maneira bem leve).

Algumas fraternidades sociais são bem diferenciadas - existem as judaicas, cristãs, negras e até as gays. Além dessas, existem também as fraternidades profissionais, as acadêmicas e de serviços. Essas fraternidades são de escolas mistas. Dependendo do tipo, podem ser limitadas pela maior nota ou pela sua média.

Muitos ex-alunos permanecem ativos e envolvidos nas reuniões de sua fraternidade, voltando aos jogos de futebol e eventos de iniciação e agito. Alguns continuam dando dinheiro para os reparos na casa e outras necessidades da fraternidade.

Algumas representações políticas americanas, inclusive, são fortemente fundamentadas nas representações sócias que marcam perenemente os irmãos e irmãs das “Fraternidades”.

 
 

Saúde: Linfoma: palavra que assaltou (e assustou) o noticiário

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Neste ano quem não leu sobre linfoma ou procurou no pai dos googles, ops, no pai dos burros, sobre Linfoma, é mentiroso ou mentirosa. Duas mulheres poderosas e em evidência na mídia lutaram contra esse problema este ano: a autora Glória Perez (que chegou a se afastar por um tempo de roteirizar a novela Caminho das Índias) e a ministra imPACtante Dilma Roussef (que de certa forma teve sua pré-candidatura à presidência da República para 2010 enfraquecida pela doença). Pois cá estamos, imbuídos de genuína curiosidade para esclarecer (para quem não leu sobre ela) sobre esta doença tão silenciosa quanto perigosa.

 

 

 

 

Linfoma é um câncer que tem origem no sistema linfático, uma rede complexa de tubos (vasos linfáticos), nódulos (ou linfonodos) e outros órgãos como o baço. A doença se desenvolve nos linfonodos, encontrados em várias partes do corpo, principalmente na axila, pescoço e virilha.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra a infecção, o chamado sistema imunológico, e funciona como esgotos, eliminando resíduos e líquidos em excesso no corpo. Os vasos linfáticos e glândulas transportam um fluido claro chamado linfa, que contém células brancas do sangue (ou linfócitos), que o organismo usa para combater infecções.

Na maioria dos casos, a origem do linfoma não é conhecida. Uma das causas pode ser quando os linfonodos crescem como resultado de mudanças nos genes de células ou DNA. Esta alteração nos genes poderia interferir na divisão ou morte celular. O crescimento de linfomas também pode ocorrer devido a alguns tipos de infecções virais (minoria dos casos), afetando o sistema imunológico. Como os demais tipos de câncer, o linfoma não é contagioso.

Existem vários subtipos de linfomas específicos, mas muitos oncologistas agrupam as variações de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença, como de baixo ou alto grau, levando em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B). Os mais comuns são o Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin. Ambas tiveram a forma do linfoma de Não-Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin é uma forma de cancro que se origina nos gânglios do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. Já os linfomas não–Hodgkin incluem todas as doenças malignas do sistema linfático em que as células cancerígenas típicas de linfoma de Hodgkin não são evidentes.

A maioria dos linfomas é do tipo Linfoma Não-Hodgkin.  Em adultos, o Linfoma Não-Hodgkin  afeta mais os homens que as mulheres, aparecendo frequentemente entre as idades de 60 e 70 anos. Pessoas da raça branca são mais afetadas que as de outras raças. A desordem atinge 16 em cada 100.000 pessoas. A taxa de incidência deste câncer está crescendo por razões desconhecidas.

Em um linfoma não-Hodgkin as células têm aparência e comportamento diferente das células da doença de Hodgkin. É importante saber exatamente que forma de linfoma não-Hodgkin um paciente tem, qual a rapidez de seu desenvolvimento, onde ele se localiza no corpo e até onde se espalhou.

 

Para definir esses parâmetros a doença é subdividida por:

 

  • Classificação ou graduação  – que informa aos médicos se o linfoma não-Hodgkin é indolente (de baixo grau e crescimento lento) ou agressivo (de alto grau e desenvolvimento rápido). 
  • Tipo – dentro das categorias de indolente ou agressivo, a doença ainda é subdividida em mais de 30 tipos, dependendo da aparência das células colhidas em amostras, geralmente por biópsia, ao microscópio. Essa definição é também conhecida como ‘grau’.
  • Estádio ou Estágio – conforme o local do linfoma no corpo e até onde ele se espalhou, a doença é classificada em estágios I, II, III e IV. Junto com a história clínica do paciente e de seu exame físico, o estadiamento envolve testes como  Raios X, TC, PET, biópsias de medula óssea e exames de sangue.

 

 

 

 

O tratamento indicado prevê a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença. A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais. O paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos frequência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que, mesmo após recidiva, pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

Parabéns para ...

 

Nascidos em Outubro

 

 
 

Esporte: Porque eu quero as olimpíadas de 2016

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

             Recentemente o Rio de Janeiro foi escolhido sede das Olimpíadas de 2016. Mas é válido dizer que nada veio fácil. Antes dessa candidatura, a cidade já havia tentado outras duas vezes. Todas em vão. Organização, espírito esportivo e de equipe foram essenciais para essa conquista. 

            A campanha pelos jogos olímpicos precisou de muito empenho por parte de seus dirigentes. Melhorias para a cidade em termos de segurança, transporte e comodidade, fizeram parte do projeto lançado. Assim como a promessa de novas instalações e equipamentos. Era preciso mostrar que um país humilde tem capacidade de realizar grandes eventos como outro qualquer.

            Após a confirmação favorável a cidade brasileira, surgiu opiniões adversas. De um lado, há os que se sentiram orgulhosos pela conquista. Brasileiros, cariocas ou não. De outro, os que acreditam ser um investimento momentâneo e desnecessário. Investimento esse que deveria ir para outras modalidades, como saúde e educação.            

            O sonho de sediar uma olimpíada começou a ser lapidado graças ao Pan de 2007, realizado aqui. A competição, que requer muitos investimentos como qualquer outra do gênero, nos proporcionou subir alguns degraus rumo ao pódio. Tendo segurança, organização e voluntariado como pontos favoráveis. Também foi graças ao Pan-americano, que entramos na briga pela Copa de 2014. Briga essa que vencemos. E quem agradece é o nosso Maracanã, que abrigará a final.  

            Diante disso, e levando em consideração a pequena polêmica que se criou em cima do Rio 2016, sou obrigada a levantar uma questão. Quando se falou na Copa do Mundo em terras brasileiras, não vi ninguém questionando a respeito da defasagem no campo educacional, muito menos da saúde. Não se falou em segurança, nem na falta de transporte. Desemprego então, passou longe. Mas é claro que temos uma justificativa plausível. Somos o país do futebol.

            O investimento para se realizar uma olimpíada é grande, ninguém duvida. Nosso país vai precisar desembolsar um bom dinheiro, se quiser arcar com todas as promessas. Mas antes de pensar em desperdício, é preciso creditar nas melhorias a longo prazo.

            O projeto original prevê extensão nas linhas de transporte, aumento do policiamento nas ruas, crescimento da rede hoteleira, mudanças na grade curricular da rede pública, além de obras feitas nos locais de competições.

            A princípio muitos vão achar que tudo isso não passa de desperdício do dinheiro público, quando na verdade são investimentos significativos. Mudanças que contribuem para o lado estético e habitacional proporcionam crescimento e desenvolvimento. Já que melhorias na qualidade de vida em cidades turísticas representam aumento de visitantes e, consequentemente, movimento de dinheiro.

            Outro fator favorável será a geração de empregos, que também virá a longo prazo. Principalmente nos setores de construção civil e hoteleiro. E esse reflexo já está sendo observado, com mudanças e adaptações de empresas e profissionais da área de turismo.  

            Por fim, mas não menos importante, a geração de novos atletas. Chega de talentos desperdiçados. Quantos já deixaram de ir a uma olimpíada por falta de patrocínio? Sendo realizada aqui o passaporte fica muito mais fácil.

            É chegada à hora de se conscientizar que o esporte não é somente futebol. Acreditar em nossos jovens, descobrir novos talentos e levá-los da rua direto para as quadras, pistas, tatames, piscinas e também gramados. O lance foi feito, a nós só resta cobrar.     

 
 

Balzaquianas na berlinda

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br  

 

Em 1841 o escritor Honoré de Balzac preparou uma edição de “Obras completas”, sob o título A comédia humana, para espelhar a imagem da sociedade francesa do século XIX. Entre os romances dessa vasta obra, “A mulher de trinta anos” ficou tão famoso que, até hoje, o termo balzaquiano é aplicado para lembrar mulheres com a mesma faixa etária das personagens do livro de Balzac.  

Crítico do então capitalismo-burguês, a modernidade de sua obra está em apontar para uma sociedade possuída pela ideia do poder do dinheiro e do consumismo exacerbado.  Nesse contexto, circulam as mulheres que inspiraram o escritor a compor um perfil fiel das personagens femininas em busca da sensualidade e do amor em plena idade madura.

            Pela ótica do escritor, as mulheres quando chegavam aos trinta anos se angustiavam porque se sentiam menos bonitas, logo menos cobiçadas. Balzac, no entanto, valorizava os desejos delas e discutia abertamente os problemas íntimos de casamentos fracassados. Para época, foi uma leitura que causou escândalo pelo pioneirismo do autor em desnudar o pensamento feminino. De lá para cá, as balzaquianas tornaram-se símbolo do ápice da sensualidade - e sabem disso -, mas não querem perder a juventude. Não é à toa que elas lotam academias, em busca da boa forma, e se transformaram em alvo fácil para profissionais especializados em estética.

Essa busca desenfreada, pela forma perfeita, pode trazer benefícios ou não.  Estatísticas mostram que o Brasil é o segundo maior consumidor de botox do mundo, na frente da França e de outros países com poder aquisitivo maior do que o nosso. Diferentemente das brasileiras, que já estão usando a toxina botulínica antes dos trinta, as européias acham natural envelhecer. Quando o procedimento resulta em bem-estar, autoestima elevada, tudo bem. Entretanto, especialistas advertem que só o médico define onde deve ser aplicado o produto. Caso contrário, podem ocorrer infecções, hematomas, dor e a difusão da toxina do local da injeção para musculaturas adjacentes.

No plano psicológico, o problema se agrava. Os analistas que o digam, pois não para de crescer o número de balzaquianas que vão ao consultório queixosas de que, “com aquela idade”, não arranjaram um amor duradouro. São em geral mulheres bem-sucedidas no trabalho, independentes, mas insatisfeitas. Já puseram silicone, malham todos os dias e não sabem por que não são desejadas como gostariam. Quando não recorrem a especialistas, fazem da Internet o meio mais seguro para se aproximar de alguém, sem envolvimento imediato. Embora no romance de Balzac os sentimentos se expressassem de forma velada, havia um arrufar de toques das mãos nos salões. Hoje, os sites de relacionamento estão aí para compensar essa carência presencial, abolindo o medo de assumir desejos contidos. 

Essa insatisfação da mulher, revelada nos divãs de analistas, tornou-se tema constante de publicações escritas por especialistas na área. O psicanalista Alberto Goldin, por exemplo, publica, a cada domingo, na Revista “O Globo”, um artigo respondendo às cartas dos leitores. Entre os artigos um, publicado em 26 de julho de 2006, me chamou especial atenção pelo título: “Uma decisão solitária”. Trata-se de uma carta enviada por uma mulher de 30 anos, casada há oito, cujo nome foi preservado. No texto ela dizia que, durante o namoro, o marido a traiu muitas vezes, mas que depois do casamento ele passou a viver exclusivamente para a família. Revela nunca tê-lo traído, mas confessa que está se relacionando com um homem pela Internet e pensa em se encontrar com ele, mas precisa terceirizar sua decisão.  A resposta do psicanalista foi filosófica: (...) “todo ser humano, sem exceção, encontra-se só diante de seus desejos e ainda mais só com suas responsabilidades. Moral, religião e tradições oferecem pacotes de soluções que aliviam, mas não resolvem. Cada um precisa percorrer seu próprio caminho”.

Diante desse aconselhamento médico, a conclusão a que chegamos é muito simples: Em qualquer fase da vida, seja pré ou pós-balzaquiana, crises acontecerão. O importante é que a mulher saiba manter acesa a emoção de buscar no trabalho ou no lar a fórmula mágica de ser feliz. Desejar não significa realizar, mas oxigena o cérebro e o coração. Balzac, por exemplo, desejou por toda a sua vida a condessa polonesa Eveline Hanska e só conseguiu a desposar nos últimos dias de sua vida, já doente. Mas essa paixão o impulsionou a escrever sobre as mulheres de trinta e decifrar seus segredos mais íntimos.

Editorial

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Recordar é viver

Olá,

desde o começo de nosso recesso pensei em como essa edição teria um gostinho especial. Queria poder fazer uma junção dos meses (julho/agosto) e assim não deixar passar nada que estivesse em evidência durante esse período.

Hoje, terminado o editorial, que na verdade representa a última coisa que faço. Ou seja, é aquele que marca + uma edição nossa na web, espero termos acertado nas escolhas das pautas, produções das matérias... Principalmente por darmos um jeitinho “espetaculosas” em assuntos que, podem não ser tão atuais assim, mas valem a pena ser contados, lembrados e recordados. Vamos lá?!

            Primeiro o dever, depois o prazer. Seguindo essa temática e sem muito blábláblá, a primeira matéria do nosso blog vem com Roberta Marassi. O assunto, Gripe Suína, ou Influenza A, ou H1N1... Entenda mais em  mexa-se.

            Você acompanhou as aventuras de Carolina Andrade pela Europa, certo? Agora, nossa correspondente traz um roteiro de dicas para quem deseja, assim como ela, se aventurar em países estrangeiros. Seja você também um intercambista, na seção turismo de Cult essa ideia.

            Ano passado o Espetaculosas relembrou o ano de 68, destacando a influência dessa época em relação às questões políticas. O ano de 69 também representa muito para nossa história, já que dois eventos importantes aconteceram na mesma época. A suposta chegada do homem à Lua e o Festival de Woodstock. Em comemoração aos 40 anos dessas datas, preparamos um mini especial 69.  

            - Roseane Marrasi, nossa consultora de moda, dá dicas do estilo hippie, cada vez mais atual. Em Prêt – à – Pôrter.

            - Já Fernanda Barbosa pergunta: o homem pisou ou não na lua? Confira em Cult essa ideia, seção cultura.           

            - E ainda, Maria Oliveira relembra o movimento “Paz e Amor”, de Woodstock. Em ah, fala sério           

           

            Dando continuidade a junção das edições, uma data não poderia deixar de ser lembrada. O dia mundial do Rock. Em homenagem a todos os fãs do bom e velho Rock 'n' Roll, eu relembro as principais personalidades da música que nos deixaram muito cedo. E mais, ainda revelo a maldição dos 27. Você sabe do que se trata? Descubra, em Perfil.     

 

Não deixe de ler agora a coluna da Juju, que também presta uma homenagem ao Rock. Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi – Editora

 

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P.S.3. Assim como todos os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

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