Editorial – De Volta a Velha Infância

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

Querido leitor, nem preciso dizer que já estávamos morrendo de saudades. A cada mês nós do Espetaculosas trabalhamos com muito carinho, para proporcionar à você uma edição cheia de matérias interessantes e bacanas, sem esquecer o que está em evidência.

Outubro para mim é muito especial, pois tenho a alegria de comemorar meu aniversário no mês dedicado às crianças. Pensando nisso, nossa equipe tentou escolher pautas que estivessem ligadas ao tema.

Para começar, nada como falar sobre alguém que dedicou sua vida a arte infanto- juvenil. A redatora Maria Oliveira destaca a obra de Maria Clara Machado, fundadora do Teatro Tablado e uma das mais importantes escritoras do Brasil. No perfil deste mês.   

Tem coisa mais legal do que brincadeira de criança? Melhor ainda é perder peso e melhorar o condicionamento físico, brincando. Na seção esporte, Roberta Marassi revela qual atividade saiu da nossa infância direto para as academias. Agora, em mexa-se.    

Logo em seguida você se depara com um problema que vem dando o que falar, e pode ser muito arriscado para adultos e crianças. Na seção saúde, Carolina Andrade explica o que é botulismo e como devemos fazer para evitar a doença, que pode ser fatal. Também em mexa-se. 

Pensa rápido: além do dia dedicado aos nossos pimpolhos, que mais se comemora em outubro e que deixa muitas crianças animadas? Apesar de não ter sido criado no Brasil, a cada ano o Dia das Bruxas tem conquistado mais espaço por aqui. Quando se pensa em bruxas e monstros, logo nos lembramos de vampiros e lobisomens. O primeiro viveu na Romênia, e o segundo?  Eu descobri a capital do lobisomem e acredite, está mais perto do que possa imaginar. Vamos até lá? Na seção Cult. 

Já em cultura eu convido você a comemorar os 30 anos de um dos maiores sucessos musicais, nos cinemas e palcos da Broadway. Descubra agora sobre quem estou falando, também na seção Cult.  

Quando se pensa em roupa infantil, nos lembramos do colorido predominante nelas. Em Prêt – à – Pôrter deste mês, a consultora Roseane Marassi fala de uma peça que surgiu para valorizar nossa feminilidade, mas que hoje deixou um pouco de lado o erotismo e deu espaço para a criança que existe dentro de cada um de nós.  Ficou curioso? Dá um pulo na seção moda. 

Nossos leitores já sabem que papo sério é com a redatora Fernanda Barbosa. Com a cabeça no falecimento da jovem Eloá, ela levanta a discussão sobre a infância interrompida por jovens que tem pressa em crescer. Não perca, na seção ah, fala sério.

Saindo daqui, convido você a ler a coluna da Juju. Nossa querida amiga relata, a partir de um poema de Luiz Fernando Veríssimo, as dúvidas sobre que posição ocupamos no mundo hoje. Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi

Editora Chefe

 

P.S. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut. Dá um pulinho lá e faça parte dessa turma. Nós estamos esperando!  http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760

Histórinhas da Juju

 

Oi gente, tudo bem com você. O mês das crianças me fez pensar em todas as fases que já passei na vida, e olha que nem foram tantas assim. O engraçado é que costumam dizer que na adolescência entramos mais em conflitos, com nós mesmos e a sociedade.

Ao receber esse e-mail, que transcrevo abaixo para vocês, percebo que esses conflitos (sejam eles internos ou não) sempre vão estar presentes em nossa vida, independente da fase em que nos encontramos. Ah, esse Veríssimo!!!

Façamos o seguinte, dêem uma lida e depois me digam se não bateu certinho com a gente. Ok?!

 

Bjs e até a próxima.

 

Juju!

 

Quem é vc?

 

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou VASCAÍNO, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão..... FINADO, outros ... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO.

E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.  


Luiz Fernando Veríssimo

Ser criança por um dia

 

   Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br     

 

Quando homenageamos as crianças no dia 12 de outubro, na verdade estamos cuidando para que a ingenuidade não fuja de nós. Sabemos que a infância não é uma etapa acabada, uma fase esquecida no baú de brinquedos que se perdeu no túnel do tempo, mas uma conquista.  É um registro do ser humano no mundo e constitui a base de sua formação. Quem já leu algum livro, ou assistiu a uma das peças de Maria Clara Machado, deve ter sentido esta sensação de querer ser criança por algumas horas ou a vida inteira. 

 

 

 

 

A escritora, dramaturga e atriz mineira Maria Clara Machado realizou um trabalho bastante voltado para o público infanto-juvenil, escrevendo mais de trinta peças e adaptações de clássicos infantis. Os textos de sua autoria são representados nos palcos até hoje.

 

 

 

A atriz foi uma das fundadoras do teatro O Tablado, e lutou para que o espaço atendesse aos anseios de um grupo de artistas amadores e intelectuais cariocas de ter um lugar próprio, onde poderiam ver representadas novas maneiras de se produzir teatro. Foi no Tablado que a peça Pluft, o Fantasminha, lançada em 1955, tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira.

 

 

 

A história do fantasminha, que tinha medo de gente e de crescer, corrobora com a idéia de que as pessoas não querem se tornar adultos para não perderem a ingenuidade e terem que enfrentar a vida fazendo suas próprias escolhas.  Para Pluft, as pessoas eram como o malvado pirata Perna-de-Pau, que raptou a menina Maribel e a trancafiou no sótão de uma velha casa. Por outro lado, o fantasminha descobre que há humanos bons também, depois que fez amizade com Maribel.

 

 

 

 

Pluft ganhou uma adaptação para a TV na década de 70, em preto-e-branco, onde contracenavam Zilka Salaberry (no papel da mãe do Pluft) e Dirce Migliaccio, representando o fantasminha.

Em 1980, outro grande sucesso de Maria Clara Machado, o Cavalinho Azul, ganhou adaptação para o cinema pelas mãos do diretor Eduardo Escorel. No filme, o menino Vicente vive uma fantástica aventura pelo mundo à procura de um cavalo que foi vendido por seu pai. Para sua imaginação fértil de criança, ele estava atrás de um lindo cavalinho azul. A narrativa se constrói em torno do universo de encantamento que o circo oferece ao público infantil. Dentro dessa perspectiva, aparece um palhaço gente-boa, uma garota espectadora chamada Maria, que se torna amiga de Vicente, e músicos-vilões que o acompanham nessa empreitada. Pelo caminho cruzam com uma Fada, que também poderia ser uma feiticeira, representada pela própria Maria Clara Machado e um Cowboy.

 

 

 

 

Maria Clara Machado recebeu todos os prêmios brasileiros para teatro, incluindo o Prêmio Molière de autor. Entre outras premiações estão o Saci, Mambembe, Golfinho de Ouro e o prêmio da Academia Brasileira de Letras.

 

 

 

A escritora veio a falecer dia 30/04/2001, aos 80 anos, em sua casa localizada no bairro de Ipanema, zona sul do Rio. Uma semana antes de sua partida, ganhou o Prêmio Shell de Personalidade. Na ocasião, já não pôde ir recebê-lo. O mesmo foi entregue à ex-alunos do Tablado, que a homenagearam. Seu corpo foi velado na capela do Patronato da Gávea - na Lagoa, próxima ao Tablado, e enterrado no cemitério do Caju, na zona norte do Rio.

 

 

Obras da autora:

 

O rapto das Cebolinhas

A Bruxinha Que Era Boa

O Aprendiz de Feiticeiro

A Menina e o Vento

O Boi e o Burro No Caminho de Belém

Maroquinhas Fru-Fru

Pluft, o Fantasminha

O Cavalinho Azul

Os Cigarras e os Formigas

O Dragão Verde

Quem Matou o Leão

O Embarque de Noé

Um Tango Argentino

Tribobó City

Os Embrulhos

Camaleão na Lua

Maria Minhoca

O Diamante do Grão Mongol

As Interferências

A Volta de Camaleão Alface

Meloso e Maroquinhas

O chapeuzinho vermelho

Esporte: De toda brincadeira que eu gosto a melhor é pular corda

 

   Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br

 

            Vamos relembrar: “um homem bateu em minha porta e eu abri...” Quem curtiu a infância com colegas na rua, com certeza já cantou muito isso. Hoje, adultos vêem em uma das brincadeiras mais antigas, uma forma de manter corpo e mente em forma. Rope Class, Power Jumping Class ou simplesmente pular corda. O nome não importa, mas o exercício em si. Afinal é um dos mais eficientes exercícios aeróbios praticados na atualidade. Além disso, é super barato, divertido, eficaz e o mais incrível, você vê os resultados em pouquíssimo tempo.

 

 

 

Pular corda é um exercício simples de circular uma corda em torno de si. Ou seja, por baixo dos pés passando pela cabeça, sem que se toque nela. Utilizada como exercício e treino por muitas pessoas, devido à grande queima calórica e significativo aumento do condicionamento cardiorespioratório, é um ótimo exercício que exige um bom nível de condicionamento físico. Atletas como boxeadores e lutadores de Jiu Jitsu, entre outros, usam a técnica como aquecimento e treinamento.

 

 

 

O ato de pular corda fortalece coxas, panturrilhas, abdome e braços. Também melhora o ritmo, a coordenação e o equilíbrio. Essa atividade está virando uma grande mania pra todo lado e principalmente nas melhores academias do país. Geralmente está presente em aulas como circuito.

As aulas podem ser praticadas na sala de musculação ou em aulas coletivas, geralmente chamadas de Rope Class ou Power Jumping Class (combinando aquecimento - movimentos simples de manejo da corda), alongamentos, parte aeróbica (saltos e saltitos), localizada (abdominais e agachamentos) e resfriamento/alongamento ou até mesmo em casa.  

 

Benefícios:


- É uma atividade de trabalho corporal total , fortalecendo grandes grupos musculares superiores e inferiores, embora priorize músculos da perna e glúteos;
- Geralmente, queima mais calorias e melhora a capacidade aeróbia. Como em exercícios aeróbios convencionais (corrida ou caminhada), protegendo contra doenças cardíacas;
- É eficaz tanto para o sistema aeróbio quanto anaeróbio, dependendo do nível do praticante e de como é utilizada;
- É um dos melhores exercícios para melhorar o condicionamento geral do corpo, agilidade, força vertical, equilíbrio e coordenação geral.
- Ótimo exercício de base para atividades que utilizam muito os pés, como: tênis, esqui, basquete, futebol, etc..
- Eficaz no tratamento da Celulite;
- Exercício fantástico no combate a osteosporose;
- Gasto Calórico: 500-800 kcal por hora -
Calcule para seu peso
- Grupos musculares trabalhados:
· Pernas - panturrilhas e coxas
· Abdômen
· Peitoral
· Ombro
· Costa
· Braços

 

Quem não deve praticar:


- Indivíduos que apresentam lesões de joelho ou em qualquer articulação dos membros inferiores, este é um esporte de impacto, previna-se;
- Pessoas que estejam muito acima do peso.


            Tais indivíduos sentirão um tremendo desconforto ao Pular Corda por aumentar bastante o impacto nas articulações, principalmente dos pés. Não é aconselhável.

 

Passo a passo:

 

     

Saúde: Botulismo – Quando a conserva é mal conservada

 

Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com  

 

Apesar de rara, muito tem se falado hoje em dia sobre o Botulismo, uma intoxicação alimentar causada pela bactéria Clostridium botulinum. A semelhança do nome com a bem conhecida Toxina Botulínica (Botox) não é mera coincidência. O Botox foi criado a partir dessa bactéria, descoberta na década de 70, e os efeitos causados pelo tratamento estético também se assemelham aos sintomas da intoxicação.

 

 

 

 

O Clostridium Botulinum contamina os alimentos ainda no solo e se desenvolve quando o alimento é mal conservado. Vale observar que ele é geralmente encontrado em alimentos em conserva caseiros, já que raramente o produto industrializado é contaminado devido aos processos de higienização.  Mas o risco existe e o consumidor deve observar se as latas, potes e tampas estão estufados, cheios de ar. Isso pode indicar a presença da bactéria.  

 

 

 Clostridium botulinum

 

           

             Quando o alimento contaminado é ingerido a toxina é absorvida e vai da corrente sangüínea para o sistema nervoso, interferindo na comunicação de células nervosas. Essa falta de comunicação provoca o efeito mais conhecido da toxina, a paralisação dos músculos. Além disso, a contaminação ainda pode provocar: aversão à luz, visão dupla com dilatação da pupila, dificuldade na fala, vômito, secura na boca e garganta, dificuldade para engolir, paralisia respiratória (que pode levar a morte), constipação intestinal e retenção de urina.  

 

 

 Alimentos em conserva

 

 

Uma vez identificado os sintomas, que podem variar com o paciente, um soro anti-botulínico é aplicado. Quanto antes a intoxicação for identificada, mais fácil será a recuperação. E atenção mamães, os bebês de menos de um ano de vida não possuem o intestino totalmente formado. Ingerir mel nessa idade é um risco, pois o Clostridium Botulinum é encontrado nesse alimento. Se o bebê ingerir mel, a bactéria irá se desenvolver dentro do seu intestino, provocando a intoxicação. Por tanto, mel para bebês de até um ano, não pode!  

A intoxicação também pode acontecer com  animais como vacas e cavalos. Segundo pesquisa na internet, por ano são registrados cerca de 20 casos de intoxicação em adultos e 250 em crianças no Brasil.  

Turismo: Ao cair à noite - Conheça Joanópolis, a cidade dos lobisomens

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

Desde criança aprendemos que em noite de lua cheia ele aparece, o lobisomem. Metade homem, metade lobo, essa personagem tirada dos contos de terror já serviu de inspiração para cinema, teatro e televisão. Quem não se lembra do lobo interpretado por Jack Nicholson, no filme de mesmo nome ou do professor Astromar, na novela Roque Santeiro?

Na produção de Dias Gomes, a criatura vivia no interior. Talvez por isso seja comum ouvirmos tantas histórias vindas de lugares distantes e pouco conhecidos. Mas, o que a maioria não sabe é que nos dias atuais existe uma cidade conhecida por esse morador tão ilustre. E mais, embora possa parecer estranho para quem está de fora, ele virou motivo de orgulho para seus conterrâneos.

 

 

 

 

Como diz o ditado, quem tem sorte nasce virado pra lua. Que o diga Joanópolis, já que a lua cheia lhe dá muita sorte. É justamente nessa época que surge essa criatura do mal. Temido no passado, o lobisomem joanopolense passou por uma metamorfose. Deixou de ser amaldiçoado e de mau, se tornou malandro. De temido, passou a ser amigo.

Quem pesquisa sobre Joanópolis na internet, se depara com inúmeros artigos sobre essa figura folclórica. Porém, ao contrário de medo, ela acabou atiçando mais interesse na cidade. Segundo seus moradores, a história começou a repercutir quando em 1983 a folclorista Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima, membro da Escola do Folclore de São Paulo, resolveu escrever sobre o lobisomem da região.

 

 

 

 

O livro “Lobisomem - assombração e realidade” pegou os moradores de surpresa e chamou a atenção da mídia. Algumas centrais de jornalismo se interessaram pela história, que acabou virando discussão no dia-a-dia. O primeiro periódico a publicar uma matéria, nomeando a cidade capital do lobisomem, foi o Estado de São Paulo, em 1984. Depois a Rede Globo, com o programa Fantástico e também a Rede Record.

 

 

 

 

O lobisomem voltou à tona em 1998 graças a um comercial sobre folclore do grupo Mc Donald´s, no qual figuraram pessoas da cidade. Surgiu então a Lobomania, gerando confecções de camisetas e adesivos, patrocinados por diversos comerciantes, e a produção das “Noites do Lobisomem” no clube local.

Nascia ali a A.C.L. - Associação dos Criadores de Lobisomens. O Piracaia Jornal e a Radio Cultural FM (105,9) abriram um espaço especial para o lobisomem. A escola de informática InforSchool e outros, aderiram à capital do lobisomem e o artesão Marcos Bueno iniciou a confecção dos Lobisomens da Sorte.

 

 

 

 

 

Um passeio pela capital do lobisomem

 

Joanópolis recebeu recentemente o título de Estância Turística, sendo a caçula das Estâncias do Estado de São Paulo. Possui uma economia voltada para a agropecuária e turismo, e sua população gira em torno de 12 mil habitantes.

Situada nos contrafortes da Mantiqueira, a cidade de Joanópolis possui uma das maiores reservas de mata nativa do Estado. Cercada pelas altas montanhas da Serra do Lopo, alterna-se entre vales e morros por onde correm riachos formando exuberantes cachoeiras. A mais famosa é a Cachoeira dos Pretos, com mais de 150 metros de queda.

 

 

 

 

A cidade também possui um clima típico de montanha, com invernos rigorosos que atingem temperaturas abaixo de zero. Devido sua localização, proporciona a prática de diferentes atividades durante todo o ano, tais como esportes náuticos, trilhas e passeios em meio à natureza. Entre os pontos turísticos, destaque para Gigante Adormecido, Represa Jaguari – Jacareí e Pedra do Medo.

Além da beleza natural, o lobisomem também é um grande chamativo para os turistas. É comum em noites de lua cheia, grupos de jovens e adolescentes se reunirem a procura do animal. Há quem aprove, e também aqueles que não não gostaram muito da experiência. Em depoimento à comunidade do Orkut, o jovem Thiago Paiva conta que ano retrasado passou o fim de semana num sitio da cidade. Na ocasião, seu amigo viu um bicho, da altura de um avestruz, correndo em direção a mata numa velocidade imensa, passando por barrancos e descidas. Curiosamente no dia seguinte, duas vacas apareceram mortas.

Também no site de relacionamentos, o paulista Adilson Cheta conta que costumava visitar parentes na cidade. Um dia, durante uma trilha, ele esqueceu a câmera no mato e voltou para buscar. Como era noite e estava escuro, passou por um susto danado. “História ou não, um dia deve ter acontecido. Por isso que eu acredito em tudo”, confessa. Independente das histórias de terror, a bandeira levantada pela população de Joanópolis é a do lobisomem como uma figura simpática, que incorpora diversos elementos culturais e traz muita informação sobre o passado da cidade.

 

 

 

 

 

O lado fera do animal passou a ser incorporado nos esportes radicais, na preservação da natureza e na divulgação das tradições de lá. Já a mensagem que a prefeitura da cidade preserva é a de que ele não passa de um elemento cultural, uma síntese dos costumes. A metamorfose do homem, que nunca é estático, aquele que é livre como o lobo e, que se um dia tiver sua liberdade ameaçada vira fera.

Cultura: 30 anos de Grease – Nos Tempos da Brilhantina

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

                                                                   

A era de ouro do rock’n Roll

 

 

            Outro dia estava em casa de bobeira, zapeando pelos canais a cabo, quando de repente me deparei com um filme que adoro!!!!!!!!! Em meio à atração, resolvi dar uma lida na sinopse. Como se não soubesse direitinho do que se trata...  O engraçado é que me dei conta de uma coisa. Quem diria, Grease já é uma produção balzaquiana. É claro que, diante disso, nosso blog não poderia deixar passar.

 

 

 Edição de Ouro em DVD

 

 

Retrato da era de ouro do rock’n Roll, o filme Grease – Nos Tempos da Brilhantina foi lançado em 16 de junho de 1978. A história se passa na Califórnia dos anos 50 e narra o romance entre Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John). Durante as férias o casal de estudantes trocam juras de amor, mas se separam devido a volta da jovem à Austrália.

 

 

 

 

Os planos mudam e Sandy, por acaso, se matricula na mesma escola de Danny. Para fazer gênero diante dos amigos, em um ato infantil o rapaz lhe dá uma esnobada. Porém, os dois continuam apaixonados mesmo com o relacionamento em crise. Sucesso de público e bilheteria, a trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da época, conhecidos por suas rebeldias.

 

 

 

 

Assim como no cinema, o musical original teve sua carreira iniciada na Broadway. Passou depois para teatros maiores, onde bateu recordes assombrosos, com uma reconstituição de época primorosa, recriando os ambientes dos barzinhos, jaquetas de couro, carrões, rock and roll e muitas garotas. Outro costume, muito comum na época, eram “as festas de camisola”, muito bem retratado na produção.

 

 

 

 

O filme marcou a estréia no cinema da cantora australiana Olívia Newton-John, que faz uma Sandy adorável e ingênua. Olívia consolidou sua posição como uma das mais versáteis e magnéticas presenças da década. Recheado de citações cinematográficas, lembrando produções como O Selvagem (1953), com Marlon Brando, e Juventude Transviada (1955), com James Dean. Uma curiosidade, a seqüência da corrida de carros foi copiada deste último.

 

 

 

 

A trilha sonora também agradou. Duas de suas canções: “Summer Nights” e “You’re the One I Want”, duetos de John Travolta e Olivia Newton-John, estiveram nos hit-parade do mundo inteiro. Além disso, a produção contou com participações especiais de vários artistas do passado, entre eles Frankie Valli, cantando a música título. Destaque para o som original de “Love is a Many Splendored Thing”, letreiros de apresentação com animação, as participações nostálgicas de Joan Blondell (estrela dos anos 30, como uma garçonete), da extraordinária Eve Arden (como diretora da escola, dando uma aula de “timing” de comédia”) e de Frankie Avalon.

 

 

 

 

O filme marcou toda uma geração de fãs ardorosos da dupla central, principalmente de John Travolta, que na época acabava de vir do mega-sucesso Os Embalos de Sábado à noite (1977), do mesmo diretor. Além disso, recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Canção Original “Hopelessly Devoted to You”.

É impossível não se deixar envolver, principalmente com as canções. Um filme que transpira jovialidade e derrama alegria, contagiando ainda hoje e conquistando novos fãs.

 

Os números do sucesso:

 

- Arrecadou mais de US$96 milhões, US$14 a mais que Superman – segundo colocado entre o Top 10.  

- Além do Oscar, concorreu a cinco globos de ouros: melhor filme, ator de comédia ou musical, atriz de comédia ou musical e duas indicações de músicas – “Grease” e “You're the One that I Want”.   

- Assim como Os Embalos de Sábado à Noite, Grease também ganhou uma continuação mal sucedida nos anos 80. Em 1982 foi lançado Grease 2, que tinha poucos atores originais voltando a seus papéis e não contava com Travolta e Olivia Newton John.

- A imprensa especializada concedeu algumas honrarias ao filme, ao longo dos anos. A revista Entertainment Weekly colocou Grease como o vigésimo primeiro filme mais legal sobre colegiais. Já o Channel 4 britânico, elegeu a produção o maior musical do cinema.

 

Vídeos Relacionados:

 

 

Grease - "Summer Nights"

Grease - "You're the one that I want"

Fonte: Revista Roling Stones

Moda: A sensualidade vinda a partir dos pés

 

    Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

           Elas podem ser finas, grossas, transparentes, compridas, curtas, enfeitadas, lisas, coloridas, de seda, algodão, lã, náilon, lycra, com compressão ou ainda anti-celulite. Não importa a forma, modelo, cor ou tamanho, mas sim o prazer que ela proporciona. Existem hoje meias para todas as ocasiões e gostos, que podem ir da academia de ginástica a uma festa da elite. E o mais bacana nisso tudo é que qualquer pessoa pode bolar seu luck, sem correr o risco de estar fora de moda. 

 

 Sem ponta e calcanhar

 

            As primeiras meias foram utilizadas pelas gregas, por volta de 600 A.C. Conhecidas por "sykhos", se pareciam com uma espécie de sandália que cobria dedos e calcanhar. Já em Roma, as meias usadas pelas mulheres eram feitas de couro macio, e passaram a ser chamada de "soccus". Já ao chegarem às ilhas britânicas, os anglo-saxões descobriram que a "soccus", quando usadas dentro de uma bota, protegiam os pés. Nascia ali o insubstituível par de meias.

            Já as de seda femininas surgiram na Espanha, país que ditava a moda européia entre 1550 e 1650. Nessa época uma mulher mostrar as pernas era algo impensável. Para se ter idéia, a noiva do rei da Espanha, Felipe IV, recebeu como presente de casamento uma caixinha dourada contendo um par de meias de seda, que foram recusadas. Por isso foram oficialmente os homens (membros das classes mais elevadas) os primeiros a usarem meias de seda.

 

 De rede

 

Em 1589, o inglês William Lee inventou a primeira máquina de fazer meias. Mas a idéia não fez sucesso na época. Entretanto, não demorou muito para que a França criasse sua primeira fábrica de meias, em 1656. Por volta de 1700 já havia em Berlim 32 fábricas de meias. Finíssimas e presas por ligas aos espartilhos ou cintas, as meias de seda se impuseram rapidamente na França, onde surgiram as de seda azuis, introduzidas por mulheres da época, consideradas revolucionárias por suas idéias libertárias. Em Paris, as famosas dançarinas de "can-can" imortalizaram as meias de rede (ou arrastão), provocando o maior êxito mundial. 

 

 Pós- modernas

 

            A tecnologia é a grande responsável pelo desenvolvimento da indústria de meias no mundo. Nos anos 20, as saias começaram a subir e as pernas se tornaram o foco da atenção. As meias passaram a ter maior importância, sendo cada vez mais aperfeiçoadas. O objetivo era valorizar as pernas femininas, embelezando e escondendo eventuais falhas. Porém, as meias de seda eram muito caras e pouco duráveis, por conta da falta de elasticidade. O problema foi resolvido com o surgimento do náilon, primeira fibra sintética, em 1935. Graças ao náilon as meias passaram a ser elásticas, mais resistentes e puderam ser fabricadas em grandes quantidades, diminuindo assim o seu preço.

 

Modelos para todos os gostos

 

            O sucesso da nova descoberta foi comprovado no dia 15 de maio de 1940, lançamento das meias finas de náilon. Essa data ficou marcada pela venda de quatro milhões de pares de meias, nos Estados Unidos. As filas nas portas das lojas pareciam não ter fim e muitas mulheres chegaram a brigar por um par. Muitas não esperaram chegar em casa e saíram da loja já vestidas com elas. A grande descoberta resultou numa fabricação de náilon maior que a de aço.

            As meias-calças de náilon surgiram na década de 50. A fibra tornou-as mais fáceis de usar, daí sua rápida popularidade. Enquanto isso as ligas, usadas para prendê-las, passaram a ser opcionais e mais relacionadas à sensualidade e erotismo. A empresa que introduziu o náilon no Brasil foi a Rhodia e sua comercialização por aqui começou em junho de 55.  

Durante os anos 60 e 70 a predominância na moda feminina foi, principalmente, das meias-calças. Elas eram confeccionadas com fibras sintéticas, textura leve e macia, coloridas e o bom é que podiam modelar e proteger as pernas ao mesmo tempo.

 

 Coloridas

 

O auge da tecnologia na produção das meias veio nas décadas de 80 e 90, cujo processo atual é todo automatizado. As mudanças mais recentes estão ligadas a novos materiais, diversos níveis de transparência, cores, textura e ao uso de enfeites, como bordados e pedras. Além disso, há modelos indicados também para outros fins, como amenizar a barriguinha, aumentar ou modelar o bumbum, prevenir varizes e ajudar no combate à celulite.

 

 Modelo com todos os dedinhos

 

Objeto de sedução, as meias vão e voltam de acordo com a estação. No Brasil, país com o clima predominantemente quente, apenas no sul seu uso é mais popularizado. Destaques para as de tecidos que aquecem, como a lã. 

 

 

 Meia de dedinho, para andar de chinelo

 

 Em formato sapatilha, com solado de borracha

 

 

Saiba como usar corretamente suas meias: 

 

- As meias de seda conferem um ar de sofisticação ao traje, em especial os noturnos. Segundo especialistas, meias escuras afinam as pernas e as mais claras engrossam. Por isso quando for escolher um par de meias, faça à luz do sol. Luz artificial pode alterar a cor, em especial as de tom claro.

- Roupas escuras pedem meias da mesma cor. Já as meias coloridas devem, preferencialmente, combinar com o sapato. Jamais use meias trabalhadas ou rendadas com sapatos abertos na frente. E se for usar meias com sandálias, prefira as que não possuem costura na ponta dos pés.

- Evite meias vermelhas durante o dia, prefira as cores mais discretas e opacas. E ande sempre com um par de meias de reserva, você nunca sabe quando lhe será útil. Ficar de meias desfiadas ou com furos é um horror!!!

             

Nunca subestime a paixão de uma mulher por uma meia:  

 

Durante a Segunda Guerra Mundial, a indústria do náilon foi requisitada para a fabricação de pára-quedas, tendas, uniformes e macas. Em uma pesquisa feita em 1945 nos Estados Unidos, cerca de 80% das mulheres entrevistadas sentiam mais falta do náilon do que dos maridos ou namorados.  

Para uma criança que se foi - Eloá não ganhou presente dia 12...

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Os acontecimentos da última semana me fazem refletir que não há mais espaço para a infância neste país. E olha que não me refiro aos inúmeros casos de prostituição infantil, pedofilia, ou trabalho escravo que, enchem as páginas dos jornais, servem de pauta para o horário nobre, mas nunca se acabam os relatos deprimentes do país que sonhou com o Sítio do Pica-pau amarelo, mas comeu a Chapeuzinho Vermelho e escravizou João e Maria.

 

 

 

 

Nosso país já não é nenhum conto de fadas, mas ao ver o desenrolar destes acontecimentos lastimáveis que a mídia amplamente cobriu para o horário nobre. Horário este em que as famílias liberais e antenadas deixam seus filhotes verem as peripécias dos Mutantes, às gracinhas nada limpas do Pânico e as boas ações da tal Flora - A favorita, cheguei à dolorosa conclusão de algo que previa e tristemente já havia constatado: acabou-se a infância, agora o que temos são versões com acne e muita imaturidade de Lucianas Gimenez, Xuxas, “Alziras” (da novela Duas Caras, lembram?) e mulheres-bala (ou seriam frutas? ahn, prefiro a primeira alcunha, pois são de matar e morrer estas fulanas) pelo lado feminino. Já como exemplos “positivos” da ala masculina temos diversos Dados Dolabella, vários Romários, e muitos rappers americanos, que gostam mesmo é de ter um canil só com “cachorras” (sic). Ou seja, com exemplos bem generosos como estes, com pais onipresentes como aqueles, ser criança hoje em dia não é fácil. É melhor pular dos 3 para os 18 anos, logo.

Já introduzo o amigo leitor na linha de raciocínio que me leva ao caso Eloá. Sou professora e lido com o Ensino médio estadual, em uma faixa etária já tradicionalmente confusa, perdida e arredia às sugestões de “adultos”, sejam estes seus pais, ou professores, ou mesmo um irmão mais velho de 18 anos. Quando vi os primeiros movimentos do seqüestro fatídico, minimizei. Cheguei a me aborrecer com a aparição da menina Eloá gritando em uma janela. Pensei: “Já vi este filme, minhas alunas também já fizeram papel parecido, uma chegou a sugerir ao “amor” adulto (ela, 15, ele, 28) que simulasse o seqüestro dela e a resgatasse com glórias (o namorado é PM) para que o namoro transcorresse em paz. A outra foi prá cama com três amigos do namorado só para provar que era mulher o bastante e capaz de realizar as fantasias dele (claro que o namorado-garanhão viu as transas com os amigos)...

 

 

 

 

Vírgula e já eram namorados há três anos

 

 Um ponto e várias exclamações: como uma menina de 12 anos “namora” um rapaz de 19? Com voltas pelo parque? Não, eu mesma respondo. Sexualizaram nossas crianças, e não foi a Malhação, as novelas ou até mesmo o Carnaval. Fomos todos nós, que em alguma momento da vida, achamos muito lindinho que o menininho diga, aos 5 anos, que vai namorar a priminha. E ainda incentivamos os beijinhos e abraços. Quando a menininha de 6 anos percebe como seduzir (mesmo sem saber a real dimensão da palavra, ela já sabe manipular fazendo beicinho) sua platéia, ora sendo exposta com roupinhas vulgar-família que a mamãe compra, ora dançando e sendo incentivada a cantar musiquinhas alegre-depravadas das festinhas familiares.

 

 

 

 

Aí, aos 10 anos, ambos os sexos recebem doses maciças de “informações midiáticas”, de conversas “esclarecedoras” de adultos em sua frente, isto sem contar com o comportamento “exemplar”, geralmente atribuído ao papai ou à mamãe que, se ainda forem casados, muitas vezes não se furtam a expor suas intimidades às crianças “que não são mais nenhumas criancinhas”, e se não forem mostram a quase toda hora uma “possibilidade” concorrendo ao cargo de “drasto, drasta”, seja má, boa, bom ou pior.

E destas crianças confusas, mentalmente instáveis, que ouvem e vêem tudo, que não possuem bases saudáveis e alicerçadas para escolherem este ou aquele tipo de relacionamento, é que vemos surgir crianças de 12 anos que namoram (com direito a beijo na boca de língua, tá?) em geral com seus pares de 12 anos, mas em algumas muitas vezes os eleitos, ou eleitas, são mais velhos e resolvem mostrar que já cresceram, sim, só não votam nem respondem a processo criminal.

E então, vemos as Eloás e Nayaras de 15, 16 anos “que amam muito”, que atestam ser “a mulher da vida” de fulano e sicrano (procure no site de relacionamentos do Orkut a própria descrição dada pela tal amiga Nayara, que também foi baleada, e em seu perfil se define uma “mulher completa”). Contemplamos estarrecidos aos Lindembergues e outros, saídos deste mesmo cesto ruim de formação, atirar em nossas menininhas ou menininhos...

Aí nos conscientizamos e lembramos que, a despeito de aconselharmos ao uso de camisinha aos 13 anos, a despeito de caras e bocas em diversas fotos incitando a uma sexualidade forçada precocemente e, sobretudo, mesmo que aquelas noitadas inofensivas na casa da amiga, ou de uma prima (quem nunca disse que iria dormir na melhor amiga e parou em uma balada com direito a saliências que atire a primeira pedra), que no fundo não eram tão inofensivas assim, as nossas crianças lascivas são apenas isto: crianças.

 

 

 

 

Elas não foram estimuladas a viver continuadamente sua melhor época, brincando de pique, bonecas, roda, bambolê ou apenas carrinhos, para terem fôlego suficiente visando aquela fase da vida onde siglas são mais importantes que o seu nome (IPTU,IPVA,DUDA, DPVAT,CEDADE,BRAT,UERJ, UFRJ, ENEM, PROUNI), mas sim foram exaustivamente lançadas à um caldeirão de perversidades que aparentam inocência, mas só traduzem sacanagem (sic) – “a boquinha da garrafa” e “senta e aperta” que os digam -  sem contar com a propalada inclusão digital que, até ser espremida e dar um bom suco, só inclui acessos virtuais a um mundo no qual deveria ser visto aos 22.

Ou seja, nós também estamos matando nossas crianças, pois apertar o gatilho é o ato derradeiro para uma vida corrompida e distorcida. Não afirmo que seja o perfil de vida da menina Eloá. Mas, que me pareceu ah, isso me pareceu. E olha que eu nem falei aqui sobre as crianças que brincam de ser papais e mamães, mas acabam “não-formando” seus filhos (pois sua educação ainda não havia sido sequer concluída), porque isto, em pleno domingo friorento e abalado pela morte da Eloá, me faz temer o que o próximo outubro de 2009 possa nos trazer de triste.   

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