Editorial - Um mês de grandes novidades

 Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

O mês de novembro trouxe mudanças no plano político e econômico. A crise financeira que abala o mundo veio junto com a esperança de um povo, que foi às urnas eleger seu primeiro presidente negro. E, para falar do que essa mudança significou, a colunista do Espetaculosas, Fernanda Barbosa, convida você a dar um pulo na seção ah, fala sério.

Eu e Carolina Andrade escolhemos para ilustrar o perfil deste mês, uma mulher de muita fibra. Dê um pulo até lá e conheça a história de Oprah Winfrey, a apresentadora amada por muitos.

Esse mês começou uma nova edição do Circo do Faustão, no programa da Rede Globo. Pegando carona, Roberta Marassi revela os benefícios que essa atividade traz para o corpo. O resultado pode ser notado rapidinho. Agora, em mexa-se, na seção esporte  

Também em mexa-se,  na seção saúde, o assunto é TPM – o mal que atormenta a vida de 10, entre 10, mulheres. Confira o que ela provoca nas mulheres do mundo todo. Depois, se você for mulher, nos escreva contando suas histórias mais hilárias, ou não, a respeito. Ah, e se for homem, conte as experiências que já passou ao lado de uma mulher que sofre de TPM.

Em turismo, Maria Oliveira convida os leitores a conhecer Londrina. Com roteiros culturais e gastronômicos, a cidade é uma ótima pedida para quem deseja usufruir de um lugar belo e aconchegante. Já em cultura, eu falo de um sucesso que durou dez anos e significou muito para os jovens, na década de 90. Barrados no Baile está de volta, aqui e na TV. Tudo isso na seção Cult. 

Antes de anunciar o que  Prêt – à – Pôrter nos reservou este mês, quero informar que nossa consultora de moda está de licença, mas logo estará de volta. Como não poderíamos deixar sua coluna de fora, eu pedi licença a Roseane Marassi e falo sobre o centenário de uma “estrela” muito querida. Corra até lá e descubra de quem se trata. 

Antes, confira a coluna da Juju. Acabo de descobri que nossa colunista secreta também é fã da série House. Aproveitando a estréia da nova temporada, ela fala o que mudou em sua vida após descobrir a série.

 

O que você está esperando??? Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi

Editora Chefe

 

P.S. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut. Dá um pulinho lá e faça parte dessa turma. Nós estamos esperando!  http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760

Histórinhas da Juju


               Mudança

                É engraçado pensar como um personagem fictício, que nem se parece tanto com você, pode mudar sua vida em questão de minutos. Isso aconteceu comigo devido ao rabugento, mas não menos fascinante, doutor Gregory House. Isso se passou na madrugada da primeira exibição, no Brasil, do último episódio (quarta temporada) da série House - O coração de Wilson. Nele uma importante personagem está para morrer e, durante todo o tempo, a sensação de perda está presente, inquietante e angustiante.

... E foi somente no final, quando Dr. House percebe que a morte acarretaria outras baixas para si, que eu vi: ele não é tão diferente de mim. A falta de jeito para lidar, tanto com perdas, quanto ganhos, no campo emocional e social do médico, me fez enxergar que eu também me sinto assim na maior parte das vezes e não queria que aquela situação acontecesse - no caso uma metáfora se formou na minha mente, sobre como tantas pessoas importantes se vão sem que percebamos ou tentemos fazer algo - e isso foi o estopim para eu resolver dar um chega nisso.

Passar a demonstrar afeto, mostrar o quanto pessoas importante são decisivas para você ou até pequenas ações, são a chave de qualquer ligação pessoal que se tenha. E foi necessário um programa de TV, para me mostrar que isso não é fraqueza, muito menos anormal. Afinal se não expressássemos amor, o que restaria senão o ódio?

Pensando nesses termos, gostaria de mandar essa uma hora de catarse pura para muitas pessoas pelo mundo. Terapeuta que nada, um punhado de ótimos atores, diretores e roteiristas fazem o trabalho sujo. RS... E quem disse que a TV não ensina nada?
 

Beijos, Juju.

 

PS: Momento merchandising: House é exibido semanalmente às 20h, com episódios inéditos quintas-feiras às 23h, no Universal Channel. Pode também ser conferido por volta de 0h, na Rede Record. Hiper recomendado!!! Por mim e nossa editora.  

E venceu a esperança, a diferença... e a crise norte-americana

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

  

            E não é que o Barack Hussein Obama II, descendente de Suaílis, que teve criação na Indonésia, filho de uma antropóloga branca, que confessou ter usado maconha e cocaína no colegial, que tem o sobrenome do personagem mais odiado pela população americana desde o 11 de setembro, entremeado pelo segundo nome que o povo americano aprendeu a exorcizar...  

 

 

 

 

E não é que ele ganhou mesmo a eleição mais disputada, mais badalada, mais cara e que monopoliza a maior parte das atenções do mundo quando acontece, que é a norte-americana? Ele e muita gente que aposta ainda na esperança, que não se intimida com preconceitos raciais... Mas será que venceu mesmo esta esperança?

 

Obama em 1978

 

           Significa uma vitória tremenda para o país que teve a Klu-klux-khan e matou líderes negros como Martin “I had a dream” Luther King (que a estas alturas está com os olhos bem abertos pelo sonho de ter visto um negro discursando no Capitólio), sem contar os diversos negros da política, que nem de longe foram cotados para governos de Estado, que dirá Presidência.

 

 

 

 

Sem dúvida nenhuma o povo americano, que um dia foi segregacionista (um país que adotou a pena de morte nos estados que outrora foram os chamados estados do sul e que, não por acaso, eram escravistas) pôde agora mostrar a força de uma sociedade, atualmente mais miscigenada do que nunca, com diversos chicanos que juraram bandeira e contribuem como cidadãos americanos, e faz questão de votar no país do voto facultativo e está preocupado em ver se recuperar, do abalo financeiro, o gigante estadunidense.

 

 

Obama, a esposa Michelle e suas duas filhas, Malia e Sasha 

 

 

Mas o Obama que venceu não foi exatamente o marido de dona Michelle, aquele que, de forma elegante e sóbria fez sua campanha presidencial, não. O Obama vencedor foi aquele que, no imaginário livre, poético e esperançoso popular, era parecido com Luther King. Aquele que convocou os cidadãos que queriam votar, contra qualquer ser que andasse e falasse diferente da cavalgadura Bush, a entrarem para a história.

Em um país que teve presidentes marcados por escândalos, guerras, atentados, viu presidentes serem assassinados, elegeu atores de Hollywood, acalentou o “paz e amor” de uma era de guerra fria... Não se esperava a eleição de um homem da cor dos perseguidos, castigados, injustiçados em solo estadunidense.

Atrocidades foram cometidas na terra de Sam, que de tio bondoso nada tem, e os negros foram os mais exterminados. O que se viu naquela quarta-feira, 4 de novembro,  foi a eleição da cor verde, não negra. O verde - esperança de que a crise se supere com um negro, já que os brancos foram extremamente demagógicos o tempo que estiveram no poder e mentiram, forjaram provas, evidências. E olha que não me refiro apenas aos governos Bush pai e Bushinho, para falar no mínimo.

 

 

 

 

Mas, impressiona um dos países mais racistas e xenófobos do mundo se render ao gentil senhor advogado e apelar desesperadamente para que ele, da etnia de Tupac, que certamente viu alguns simplórios americanos, não arianos, serem assassinados em conflitos pouco esclarecidos pela polícia, tente resolver o caos de desemprego, instabilidade e insegurança em que os EUA, que nem de longe imaginou tamanha crise, mergulhou de cabeça e está tentando nadar de peixinho.

Vida longa à Obama, que não venceu apenas barreiras, venceu os desencontros de uma nação que teve formação libertária no distante século XVII, mas perdeu sua essência libertária ao longo desde tempo, e agora parece retomar o rumo de sua liberdade: de escolha, destino e critérios.

Uma mulher de raça

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com  

 Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

"Sou o que sou porque era obrigada a ler todos os dias e me agarrei aos estudos. Daí vem a minha força” (Revista Raça Brasil). Mulher de fibra, corajosa e excelente apresentadora, no mês em que os EUA elegeram o primeiro negro como presidente, o perfil não poderia ser mais adequado já que falamos de uma personalidade que conquistou respeito e admiração da sociedade.

 

 

Da vida complicada a apresentadora Oprah Winfrey guarda na lembrança violência sofrida e envolvimentos com homens que não lhe fizeram bem, além da falta de dinheiro, briga com a balança e batalhas em busca do peso ideal. Sem nenhum dinheiro no bolso, porém com muitos sonhos na cabeça, um dia decidiu ir em busca de seus objetivos. E conseguiu.   

  

 

 

 

Apontada hoje como uma das personalidades mais influentes do século 20, ao lado de Martin Luther King, Charles Chaplin e Pablo Picasso, Oprah Winfrey se tornou diva da sociedade norte americana e foi eleita a terceira celebridade mais rica do mundo, perdendo apenas para Mel Gibson e o jogador de golfe Tiger Woods. Tudo isso graças ao seu programa The Oprah Winfrey Show, onde a apresentadora trata de assuntos hora polêmicos, outros banais, como se estivesse num grande bate papo. Distribuído em mais de cem países, inclusive o Brasil, o programa é líder de audiência no mundo todo, há mais de vinte anos.

 

Com Bono Vox - U2

 

Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, no Estado do Mississipi. Criada pela avó paterna, a menina precoce aos três anos já recitava versos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Rejeitada pelas crianças, por ser obesa e ter uma inteligência acima da média, sempre buscou alento na Bíblia. Um dia, entediada com o jardim de infância, escreveu à professora para passar a uma fase mais adiantada. E foi assim que pulou da pré-escola, à terceira série primária.

 

Ao lado de Barack Obama

 

Quando estava com nove anos, sua mãe reapareceu querendo sua guarda. Como não aceitava a seriedade militar do pai, e tinha receio da vida que levaria com a mãe, fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, foi molestada e estuprada pelo primo. Engravidou aos 14 anos e por isso voltou a morar com a mãe. Perdeu a criança, morta uma semana após o nascimento. Sem saber o que fazer da vida, passou a cometer pequenos furtos, o que acabou provocando sua ida para um reformatório.

  Após ser expulsa de lá, resolveu dar um rumo a sua vida. Levou a sério os estudos e acabou ganhando uma bolsa em um colégio da alta sociedade, freqüentados por brancos. Sofreu muito com o preconceito, mas respondia às provocações a altura, através de seus conhecimentos. Simpática e determinada, tornou-se popular graças as sua notas altas. Nessa mesma época, venceu um concurso e como prêmio, recebeu o convite para visitar uma famosa rádio local. Os diretores ficaram tão encantados com sua voz que resolveram lhe dar uma chance.  

 

Nasce uma estrela

 

   

Virou repórter de rádio, aos 17 anos, em Nashville. Estudou Comunicação Social e Artes Performáticas. Tornou-se a primeira apresentadora negra a comandar um telejornal, quando foi parar na TV no papel de âncora, em um noticiário. Em 1976, passou a co-apresentadora de um quadro de entrevistas, em Baltimore, e criou seu estilo próprio de entrevistar.

 

 

 

Dez anos mais tarde, recebeu um convite de uma grande emissora para tentar salvar o programa AM Chicago da baixa audiência. Fez tanto sucesso que, em menos de um ano, o canal mudou o nome da atração para The Oprah Winfrey Show e passou a veiculá-lo em rede nacional.  

Hoje, 20 anos depois, ninguém duvida do poder de Oprah como formadora de opinião. Conhecida por falar o que vem à cabeça, numa viagem para Forsyth Country, cidade da Geórgia que não permitia a entrada de negros, discutiu com os envolvidos na reportagem e acabou desencadeando manifestos anti-segregacionistas no mundo inteiro. E nos anos 90, um especial sobre a Ku Klux Klan impulsionou a luta pelos direitos civis.

 

 

 

 

Dizem que, basta ela comentar gostar de determinado livro, para a obra esgotar nas lojas. Durante a crise da vaca louca, a apresentadora disse que tinha medo de comer carne bovina contaminada e, por isso, passaria a consumir apenas frango. Milhares de americanos deixaram de comprar hambúrgueres, provocando uma queda nas vendas. A indústria do gado moveu um processo contra Oprah, que acabou ganhando a causa.

Entre as passagens mais engraçadas no seu sofá, destaque para a indagação sobre a suposta virgindade de Michael Jackson, se Whitney Houston apanhava do marido e ainda, como Hillary Clinton se sentia em relação à traição do, então presidente, Bill Clinton.

Assim como os convidado, Oprah também faz revelações no seu programa. Durante um debate sobre drogas, ela confessou que já foi viciada em craque. Já em outro episódio, confidenciou comer compulsivamente a ponto de devorar 12 hot-dogs de uma só vez.

Ganhadora de inúmeros prêmios, entre eles o Emmy de melhor apresentadora, a jornalista sempre gostou de atuar. Chegou a ser convidada por Steven Spielberg para participar do filme A Cor Púrpura, onde brilhou no papel da sofredora Sofia.   

 

 

Oprah em números:

 

 

- Fortuna pessoal - está avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

- Faturamento anual - em torno de US$ 700 milhões.
- Prêmios: recebeu 39 Emmy Awards e pediu que seu nome fosse retirado das futuras indicações.
- Sucesso da revista - O - The Oprah Magazine faturou mais de US$ 200 milhões em 2004. Atualmente, é uma das principais do segmento feminino.

Esporte: Uma nova forma de entrar em forma

 

   Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br

“Hoje tem marmelada? Hoje tem bananada?” Todo mundo sabe que para emagrecer um dos caminhos mais fáceis é fechar a boca. É por isso que frases como essas não ajudam em nada e muito menos tem alguma graça. A não ser que a pessoa resolva praticar atividades circenses, ideais para quem deseja perder peso, melhorar postura e ainda definir músculos.

 

 

 

           

    Quem resolve encarar a lona de um circo, descobre que lá não há somente palhaçadas. É possível perder peso e ganhar massa muscular brincando como criança, através de acrobacias e saltos. Em pouco tempo dá para perceber que o caminho para conquistar um corpo bonito e saudável não está somente relacionado à musculação, esteira ou spinning. E mais, a técnica ajuda também o praticante a se alongar melhor, dá mais flexibilidade e ainda define o corpo, resultados que se percebe com pelo menos um mês de prática.

 

 

 

            Depois que o programa Domingão do Faustão colocou no ar o quadro Circo do Faustão, o número de pessoas que saíram das academias e correram para escolas de circo, aumentou consideravelmente.  E, segundo os professores de educação física, dá para fazer a troca sem medo. Os exercícios no picadeiro têm mil e uma utilidades, pois trabalham os músculos das pernas, bumbum, costas, barriga e braços ao mesmo tempo em que treina alongamento, flexibilidade, agilidade e coordenação motora. Dá para mexer o corpo inteiro e ainda ganhar um melhor condicionamento físico. Além disso, as aulas são dinâmicas, divertidas e não deixam de ser uma ótima oportunidade para fazer amigos, já que a maioria dos exercícios são feitos em dupla.

 

 

 

            Proporcionar um corpo ágil e firme não é apenas o que se consegue com a prática dos exercícios circenses. Eles também contribuem para a perda de peso. Para se ter uma idéia, com cerca de uma hora e meia é possível queimar, em média, pelo menos 600 calorias. Os praticantes confessam que no começo chega a dar uma canseira, mas depois de um tempo vai se adquirindo força e se tornando prazeroso, pois alivia as tensões do dia-a-dia.

 

 

Diversão garantida, mas da pesada

 

Apesar de a malhação parecer passatempo, é preciso ter força de vontade para não abandonar a atividade depois das dores no corpo ou quedas ao chão. É comum acumular dores nas mãos ao segurar a barra do trapézio, ou queimar o braço quando o mesmo passar rapidamente pelo tecido. É aí que entra a persistência, fator fundamental para se aprender as técnicas e dominar um movimento antes considerado impossível.  

 

 

 

 

 

Onde ir:

 

Além das escolas de circo, hoje já é possível praticar essas atividades em academias localizadas nas principais cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Também há escolas como a Academia Brasileira de Circo e a Central do Circo que é uma cooperativa sediada em São Paulo. E ainda o Club Med, com sede em diversos lugares.  

 

 

 

 

 

São Paulo - Na Academia Formula a mistura de ginástica e artes circenses recebeu o nome de “Fitness Acrobático” e vem conquistando a turma, cansada da malhação tradicional. Os alunos fazem ginástica de solo, cama elástica, malabares, trapézio, tecido e trave de equilíbrio.

 

Rio de Janeiro - os interessados podem procurar informações na academia Rio Sport Center – Barra e Recreio.

 

 

Brincando como criança

 

 

Conheça um pouquinho sobre cada número do espetáculo, em que você também pode fazer parte:

 

Tecido: São dois pedaços de pano presos no alto da lona ou teto da academia que chegam ao chão. Com eles a pessoa faz movimentos em que os enrola no corpo, e uma vez no alto fazem acrobacias, sendo necessário um condicionamento físico muito bom para utilizar tal aparelho.

Trapézio: o aparelho se posiciona próximo ao solo e o aluno faz uma série de movimentos chamados de figuras. O aluno pratica até quase a perfeição, para só então passar ao próximo. Outra forma de utilização do trapézio e a mais conhecida, ocorre quando o aparelho fica preso bem alto e os trapezistas saltam de um trapézio para o outro dando um show de acrobacias aéreas.

Solo: alguns movimentos são utilizados para fazer o aquecimento do corpo antes do treino propriamente dito. São cambalhotas, paradas de mão, pontes, estrelas, entre tantos outros movimentos realizados no chão.

 

Malabarismo: pode-se utilizar bolinhas, arcos, tochas e objetos que parecem garrafas para fazer os movimentos que exigem concentração e coordenação motora. Em média, com cerca de dois meses de treino o aluno já consegue fazer os exercícios com destreza.

 

Monociclo: é a arte de andar sobre uma roda, o qual exige muita coordenação, equilíbrio e força, principalmente nas pernas e abdômen. Com duas semanas de treino diário o aluno já consegue andar para frente e para trás.

 

OBS: Devido à diversidade de movimentos, espaço e descontração das aulas de circo as crianças se identificam muito com elas. Os exercícios iniciais são os de solo e rolamentos, que estimula o equilíbrio, coordenação e noção espacial, combate a timidez, controla a ansiedade, melhora a capacidade respiratória, valoriza o trabalho em equipe, o cooperativismo, a solidariedade, entre tantas outras qualidades, além de não deixar desaparecer a arte e a alegria do circo.

Saúde: TPM: Se você não teve, ainda está em tempo de acontecer com você

 

  Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

A Tensão Pré-Menstrual, também conhecida como TPM, é uma antiga vilã na vida de 90% das mulheres. Os outros 10% já tiveram TPM, mas não souberam discernir os sintomas, portanto responderam “não” alguma vez na vida quando perguntadas em enquetes ou consultórios se já tiveram ou tem TPM. Os sintomas variam de mulher para mulher, e se por acaso se apresentem níveis elevados de gravidade dos sintomas, pode-se tratar de outra doença: a Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM). Mas vamos falar (e mal) da TPM.

 

 

 

 

 

Segundo informações médicas, a TPM está diretamente ligada à ovulação, mas não se sabe ao certo por que ela acontece. O impulsionador podem ser hormônios sexuais produzidos durante o ciclo menstrual ou transmissores químicos que controlam impulsos nervosos do apetite, do sexo e da agressividade. E as sensações variam bastante: antes da velha e boa menstruação, você começa a sentir uma vontade incontrolável de chorar pela manhã quando lê no jornal que o marido da Suzana Vieira traiu ela de novo. Solidariza-se tanto que começa a se imaginar no papel dela, e, ao fim do dia, ou está querendo cortar os pulsos com a faca de pão ou está querendo espancar o salafrário de seu marido/amigo/namorado, que pode um dia te deixar nesta situação deprimente.

 

 

 

 

 

Uma amiga liga e você começa a gritar ou então acaba por chorar incontrolavelmente. Isto sem contar com seu corpo dolorido e um cansaço que a impede até de querer levantar da cama, para dar aquela caminhada ou mesmo trabalhar. Suas pernas estão tão inchadas e a sensação de fadiga é tão grande que a possibilidade de sair de casa não existe ou, se não der pra escapar, a sensação é de que o dia se arrasta. Isto, cara leitora ou leitor solidário, são apenas alguns dos mais de 150 sintomas que a medicina já diagnosticou da infame.

 

 

 

 

Ninguém nos entende, ninguém nos é justo, todo mundo nos odeia ou está nos olhando, e pior, ainda ironizam este período particularmente irritante do mês. Esta visão do inferno está relacionada à segunda metade do ciclo feminino. É quando entra em cena a progesterona, o hormônio que prepara o corpo para a fecundação e para a gravidez, que os problemas começam. Isso porque ela também diminui os níveis de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Daí esta roleta russa de emoções incompreensíveis, que já terminou muito namoro e abalou muito casamento e até mesmo algumas amizades – no trabalho, então, se os colegas e aqueles com quem você lida diretamente não souberem compreender... Adeus sossego!

 

 

 

Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (Piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados com melhora dos sintomas, que podem ser classificados em físicos e emocionais:

 

1. Sintomas físicos:

 

Cefaléia - A famosa "dor de cabeça" é o sintoma mais freqüente.
Mastalgia - Sensação de mamas doloridas e inchadas. Dor ou inchaço em pernas, pés e abdome - As pernas, além de inchadas, apresentam sensação de peso e dor constante. O abdome aumenta de tamanho.

Dor nas costas - A dor pode aparecer do pescoço até a região lombar.

Alterações do apetite e vontade de comer determinados tipos de alimento – Ingestão de alimentos calóricos ou perda de apetite. Outra característica é o desejo por determinados tipos de alimentos, como doces, em especial chocolate.

Acne - As espinhas em geral aparecem na fase pré-menstrual por alterações hormonais. Ondas de calor - Sensação de calor, não importa a temperatura externa.

Insônia - Noites mal-dormidas, com sono que não vem ou vem “picado”.

Sonolência - Sono incontrolável em horários em que normalmente estamos ativos.
Cansaço - Muitas vezes está associado a todo o desconforto que os demais sintomas causam.

 

2. Sintomas emocionais:  

 

Irritabilidade - Sai do sério por qualquer coisinha; é o famoso “pavio curto”.
Agressividade - Vontade de brigar e até agredir fisicamente.

Ansiedade - Sensação de que algo ruim vai acontecer; um aperto no peito, uma angústia impossível de definir.

Tensão - Sensação de que todos os músculos do corpo estão contraídos.

Depressão - Tristeza profunda, falta de vontade de viver, desânimo.

Sensação de culpa e insignificância - Percepção de que tudo o que dá errado no mundo é nossa responsabilidade. Sentimento profundo de não ter importância para nada nem ninguém.

Choro fácil – Choro sem motivo nas situações mais simples.

Esquecimento - Falta de concentração nas atividades; esquece datas, prazos, telefonemas, compromissos.

Confusão - Troca informações, comete erros, fala a coisa errada para a pessoa errada, troca endereços, telefones, etc.

Labilidade emocional - Emoções à flor da pele; chora por qualquer motivo. Um simples comentário pode provocar uma discussão absurda. O humor se altera com muita facilidade, passando de euforia a tristeza profunda.

Isolamento - Desejo de se manter longe de pessoas e do convívio social.

Falta de iniciativa - Vontade de não fazer nada, de ficar parada olhando o infinito; desmotivação para as atividades diárias.

Compulsão por doces - Desejo incontrolável e compulsivo de comer coisas doces.
Aumento de apetite - Vontade de comer muito e o tempo todo.

Diminuição da libido - Falta de desejo sexual.

 

Ou seja, não é fácil ser mulher. Ainda mais em um mundo onde as pessoas estressadas por natureza são ironicamente saudadas com o bordão “tá de TPM?” Agora, leitor/leitora solidário (a), imagine uma pessoa já normalmente elétrica e estressada entrando na TPM? Então, é melhor afastar-se de mim, pois me torno um purgante depressivo- implicante- irritado e (mais ainda) cheio de enxaqueca!   

 

 

  

Turismo: Próxima parada: Londrina

 

   Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br     

 

Depois que passa Ourinhos, em São Paulo, eis que a paisagem muda para quem vem do Rio, por via terrestre. A exuberância do verde emerge da terra roxa, e o clima fresquinho da manhã desperta o viajante que pressente estar em solo paranaense. Um olhar mais atento, e a descoberta de que algumas plantações de café ainda sobrevivem. O “ouro negro”, que no passado representou o principal produto do estado, foi sendo substituído por outros produtos como a cana-de-açúcar, milho e soja, que hoje impulsionam o agronegócio do Norte do Paraná. Após a última parada, em Cambará, e mais três horas de viagem para chegarmos ao nosso destino: a cidade de Londrina.  

 

 

 

 

O povoamento do Norte do Paraná começou, em 1904, na faixa entre Cambará e o Rio Tibagi - uma linha que representaria o futuro percurso da ferrovia São Paulo-Paraná – e que foi ocupada por grandes proprietários. Entretanto, o trabalhador rural não conseguia seu lote de terra por falta de recursos e morosidade do governo em resolver a questão. A solução veio de Londres.

 

 

 

 

Em 1924 foi criada a Paraná Plantations e sua subsidiária brasileira, a Companhia de Terras Norte do Paraná, que já de início concedeu todos os títulos de propriedade da terra aos trabalhadores sem posses, permitindo que o pagamento dos lotes fosse adequado às condições de cada comprador. Por isso, os conflitos entre colonos antigos e os recém-chegados praticamente não existiram na zona colonizada pelos ingleses. Assim, como conseqüência dessa colonização, surgiu Londrina, uma cidade jovem, de 64 anos, que cresce a cada dia com uma população formada por 40 etnias diferentes, provenientes de todas as partes do mundo.

 

 

 

 

Com mais de 500 mil habitantes, Londrina é considerada a 3ª cidade do Sul do País e contribui muito para a economia brasileira, sendo o principal ponto de referência do Norte do Paraná. No momento, a cidade vive a era do desenvolvimento industrial e imobiliário que vem atraindo cada vez mais investimentos para a região. Um dos sinais desse boom aconteceu com a expansão do Shopping Catuaí e a construção de outro, da mesma empresa, nas proximidades do bairro popular conhecido por “Cinco Conjuntos”.

 

 

Calçadão do Centro

 

 

Além desse crescimento urbano, a cidade investe em projetos voltados à população que incluem ações em diversos setores como: social, cultural, esportivo e ambiental.

 

 

Museu Histórico

 

 

No campo social, é a primeira cidade brasileira a contar com uma Secretaria Especial da Mulher que oferece atendimento social, jurídico e psicológico as mulheres vítimas de violência, discriminação e preconceito. Na área de saúde, os órgãos públicos e privados investem na medicina preventiva. Orientam as famílias de como evitar doenças  e promover a qualidade de vida, através de mudanças simples de atitudes e hábitos saudáveis que podem minimizar efeitos de comportamentos de risco para doenças crônicas.

 

 

Catedral Metropolitana

 

           

              Incentivar a prática de atividades físicas está entre as medidas prescritas pelos especialistas em saúde e seguidas pela população. Desse modo, todos os jardins públicos de Londrina, como os Três Igapós e o conhecido Zerão, estão sempre lotados de gente que procura um espaço cercado de verde para  caminhar ou praticar atividades esportivas, sem onerar o bolso.

 

 

Santuário

 

 

Pelo lado cultural, Londrina é conhecida por abrigar festivais durante o ano inteiro. No inverno tem “O Festival de todas as músicas”, como é chamado o evento que mantém duas estruturas: pedagógica e artística que, juntas, promovem novos valores e visões para a criação, vivência, performance e a educação musical.  Aos quem tem talento para dramaturgia, a dica é se inscrever no FILO (Festival Internacional de Teatro de Londrina) e participar das oficinas desse projeto, que começou em 1968, com a iniciativa de quatro grupos universitários e que, de lá para cá, tornou-se internacional.   

 

 

Região dos Lagos  

 

 

A Sétima Arte também é muito prestigiada graças a iniciativas do Kinoarte (Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina), uma associação cultural sem fins lucrativos criada em 2003 com quatro objetivos: produzir, exibir e preservar filmes, além de realizar projetos de formação audiovisual.  

 

 

 

Universidade Estadual de Londrina

 

 

Depois desse banho de cultura, o visitante necessita se alimentar bem para seguir em frente e conhecer outros pontos turísticos de Londrina como a Catedral e o Mercado Shangrilar. Portanto, eis algumas dicas das irmãs Renata e Patrícia Giarola, que conhecem bem o mapa gastronômico da cidade onde nasceram:

 

 

 

 

- Se o visitante chegar de ônibus, não pode deixar de matar a sede com o suco vendido na lanchonete da Rodoviária - sugere a arquiteta Patrícia. Mas, se a opção foi vir de avião, o aeroporto abriga o restaurante La Gôndola, que tem um cardápio bem variado e uma mesa de “pastos” (degustação) que vale por uma refeição inteira - lembra a enfermeira Renata. Outras dicas das irmãs Giarola e ... Boa Viagem!

 

 

Rodoviária

 

 

Petiscos:

 

Bar da Mocidade, no Bairro da Vila Nova

Bar Madalena, na Travessa Belo Horizonte

 

Refeições rápidas: Pastel Mel, Rob´s  e Arnaldo’s  – Av. Higianópolis

 

Alternativo: Valentino - próximo ao Lago Três

 

Sofisticado: Mercado Guanabara - Shopping Catuaí

 

Estilo rural: Restaurante alemão: Distrito da Warta.

Dá licença, Vó Tatau e Patrial -  atrás do shopping Catuaí

Cultura: Beverly Hills 90210 – O segredo para tanto sucesso

 

 Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

            Sucesso que marcou toda uma geração, inclusive eu, está de volta. Literalmente, pois depois de ser anunciado o remake de Barrados no Baile, o canal Sony exibe também a série original, lançada nos anos 90.

 

 

 

           

            Quem já chegou, ou se aproxima da casa dos 30, sabe bem o valor que essa série teve para sua formação. Adolescentes de toda uma geração cresceram acompanhando a saga dos irmãos Walsh, recém moradores da belíssima, e rica, Beverly Hills. 

 

Abertura Original

 

Criada por Aaron Spelling, Beverly Hills 90210 foi uma popular série americana que se tornou um marco na história das séries de televisão, atingindo com perfeição seu principal público, os adolescentes, com uma concepção rebelde e inovadora. Transmitida nos EUA entre Outubro de 1990 e Maio de 2000 - pela Fox, sua fórmula é freqüentemente copiada. Mas, nunca outro programa conseguiu se igualar à série, que ficou dez anos no ar e já foi vista em mais de 100 países. Alem de contar com uma estimativa de 200 milhões de fãs no mundo todo. 

 

West Beverly High School 

 

            Baseada na vida de um grupo de adolescentes que pertenciam à comunidade elitista e rica da Califórnia e freqüentavam o West Beverly High School, a história começa com a mudança da família Walsh, da pacata Minessota para a badalada Beverly Hills, mostrando as experiências, dificuldades e realizações dos gêmeos Brandon (Jason Priestley) e Brenda (Shannen Doherty). Entre os principais temas abordados, virgindade, drogas, gravidez na adolescência e suicídio. 

 

 

Casa da família Walsh

           

             Em dez anos de existência os fãs de “Barrados” puderam acompanhar a trajetória e os laços de amizade, companheirismo e união, entre os irmãos Walsh e seus amigos (Kelly, Steve, Dylan, Andrea, David e Donna), dos tempos do colégio até a graduação na universidade. No Brasil Barrados no Baile (como era chamada) passou a ser transmitida inicialmente pela TV Globo, em 1991. Mas, como a emissora não chegou a exibir todas as temporadas, somente os assinantes de TV a cabo conseguiram acompanhar as dez fases em que esteve no ar. Recentemente a Rede TV anunciou sua exibição, com início marcado para este mês. 

 

 Comemoração quando chegou a marca de 250 episódios

            

             A primeira temporada nos Estados Unidos obteve uma fraca audiência. Mas a emissora FOX ousou em reprisar a série durante o verão de 1991. Com a iniciativa, acabou atraindo a atenção do público com uma produção estilo “novelão”. Ou seja, quem acompanhava “Barrados” ficava ansioso para assistir aos episódios seguintes.

 

 

 

Brenda, Kelly, Brandon, Dylan, Andrea, Steve, David, e seus respectivos intérpretes, foram ícones de uma geração. Além disso, a série transformou em astros atores desconhecidos do público, como Jason Priestley (Brandon) e Luke Perry (Dylan), tornando-os ídolos das adolescentes.   

 

 

 

 

Mesmo CEP, novas regras 

           

            Em setembro deste ano a Sony colocou no ar (EUA) o remake de Barrados no Baile. Aqui no Brasil ela teve início este mês, pelo mesmo canal. Atendendo pelo nome de 90210, a série também fala da chegada de dois irmãos ao West Beverly High School, assim como na original.

A nova série mantém semelhanças com a anterior, com conflitos óbvios e personagens estereotipados. Mas também conta com uma dose maior de ousadia, já que os adolescentes de hoje em nada lembram aqueles jovens. A história se baseia na chegada dos irmãos Annie (Shenae Grimes) e Dixon (Tristan Wilds), assim como acontecia com os gêmeos Walsh. A diferença fica por conta de o "novo" galã ser negro e adotado.

Além das novidades, a série conta com a participação de veteranos da antiga 90210. Nat (Joe E. Tata) ainda comanda a lanchonete Peach Pit, que vira ponto de encontro da nova garotada. Já a ex-protagonista Brenda (Shannen Doherty) reencontra sua amiga Kelly (Jennie Garth), quase 20 anos depois, na mesma escola em que estudaram. Brenda retorna ao West Beverly para dirigir um musical, enquanto Kelly é consultora pedagógica e mãe solteira.  

 

 

A primeira vez de cada um:

 

Brandon Walsh com Sheryl (antiga namorada de Minnesota)
Brenda Walsh com Dylan McKay
Andrea Zucherman com Dan Rubin
David Silver com Ariel
Kelly Taylor foi estuprada por Ross Webber
Dylan McKay com uma antiga namorada
Donna Martin com David Silver
Steve Sanders com Kelly Taylor
Clare Arnold com antigo namorado
Valerie Malone com Tom Miller

 

Quem usou drogas:


Brandon, Emily Valentine, Collin, Donna (remédio), Kelly, Valerie, Steve, David e Dylan.


Quem abusou de álcool:


Donna, Brandon e Dylan.

 

Quem foi assassinado:

Jack Mckay e Toni Marchette

 

Que carros tem cada um:

Brandon - Ford Mustang (1965) Conversível
Clare - Range Rover
David - Land rover Defender
Donna - BMW 325i Conversível
Dylan - Porsche 356 Speedster
Kelly - BMW 325i Conversível
Steve - Corvette ZR1 Conversível
Val - Acura NSX

 

 

Curiosidades:

 

- A atriz que interpreta a personagem Donna vem a ser filha de Aaron Spelling, criador da série. Ele também criou Melrose Place – Spin Off (nome que se dá a uma série originária de outra) de Beverly Hills 90210.

 

- Shannen Doherty, interprete de Brenda Walsh, se desligou da série na quarta temporada por causa de desentendimentos com a produção. Dizem que ela e Jennie Garth (Kelly) não se davam bem. Após seu desligamento, a atriz participou da série Charmed, interpretando a irmã mais velha das bruxas. Mas, assim como na anterior também foi afastada devido a problemas de relacionamento com a equipe.

 

- Com o anúncio da participação de Shannen Doherty no remake de 90210, um abaixo assinado foi feito na internet para impedi-la de entrar na série. Talvez por isso ela só vá aparecer em alguns episódios.          

 

- Como aconteceu com Beverly Hills 90210, já se fala em um remake de Melrose Place.  

 

 

 http://www.bh90210brasil.cjb.net/ 

O “veinho” preferido dos jovens

 

 Tatiana Bruzzi - editora / redatora interina tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

O último século assistiu a duas Guerras Mundiais, ao primeiro passo do homem na lua e outras inúmeras revoluções. Foi cenário para grandes descobertas da ciência, novas teorias e tecnologias. Ainda deu início à “Era da Informática”, viu as distâncias físicas diminuírem e contradisse as tendências da moda ao lançar no mercado o tênis All Star.

 

 

 

 

O bom e velho centenário de lona (couro, nylon, oncinha…) parece mais moderno que nunca. Criado para calçar as estrelas do basquete americano, virou ícone fashion. Imortalizado na voz de Cássia Eller, o tênis é garantia de um look autêntico, porém despojado. E é por isso que não sai dos pés de anônimos e celebridades, do mundo todo, há exatos 100 anos.

 

 

 

 

A empresa Converse, fabricante da linha, foi fundada nos EUA por Marquis M. Converse, em 1908, no estado de Massachusetts. O All Star veio à tona em 1917, quando a Converse lançou uma linha de calçados esportivos, que pela primeira vez apresentava um tênis feito de lona com sola de borracha.

 

 

 

 Modelo Original

 

 

Um ano depois, o jogador Chuck Taylor juntou-se a fabrica e criou uma nova versão do tênis. Levando sua assinatura, o modelo tornou-se sucesso imediato entre os outros esportistas. Depois disso, não demorou muito para que o All Star tomasse de vez as ruas. Para se ter uma idéia, nesses 100 anos de existência já foram comercializados mais de um bilhão de pares tradicionais - o Chuck Taylor, de cano alto - em 144 países.

 

 

O segredo para um tênis de basquete cair no gosto do povo

 

 

A popularização do All Star fez com que a Converse precisasse se adaptar para atender uma demanda maior. Desde então os mais variados estilos chegaram ao mercado. Além dos modelos de lona tradicionais, em canos altos ou baixos, que serviram de alicerce à marca, encontramos exemplares com salto, plataforma, em couro, veludo, plástico, cetim... Verdes, vermelhos, amarelos, ocre, metalizados e com estampa de zebra...

 

 

Modelo Customizado

 

 

... E até customizados. Recentemente, seguindo a moda ecológica, um modelo feito com garrafas pet foi criado. A marca não cansa de lançar moda e se reinventar, contribuindo assim para o aumento no número de adeptos. 

Lá pelas décadas de 80 e 90 o All Star era bastante usado por crianças, devido o baixo custo. Já há alguns anos a tendência voltou com força total, principalmente entre adultos que eram crianças nessa época. Além disso, a moda pegou entre as tribos alternativas, como os “indies” e “emos”. O sucesso entre os primeiros foi tão grande que a coleção de inverno da Converse All Star preparou uma coleção inteiramente dedicada a eles.

 

 

 

 

Segundo a estilista de moda Viviane Dias o motivo para tanto sucesso do calçado é seu aspecto retro, além da versatilidade. “O All Star é como uma peça chave. Pode ser o diferencial da roupa ou o que dá uma característica neutra ao visual escolhido. É ora ousado, ora discreto”.

Já para a Helen Pomposelli (consultora de moda do site EGO), há All Star para todos os gostos. Segundo ela, a menina punk pode usar o modelo de cano longo preto até o joelho, como se fosse uma referência aos boots. O All Star branco é o das patricinhas. O rosa, para quem é mais romântica. Já quem gosta dos modelos customizados, misturam o moderninho com o clássico. Mas o que está mais em alta é o modelo meio cano, que dá para usar com vestidinho, como se fosse uma bota de cano curto.

 

 

Quanto custa levar um desses para casa?

 

 

Apesar de considerado barato entre seus consumidores, nos últimos anos o All Star obteve um aumento em seus preços. Os modelos mais simples, que custavam em média 40 reais, hoje não saem por menos de 70, nas lojas especializadas. Já quem deseja ter um mais sofisticado, deve preparar o bolso. Atualmente eles podem chegam a custar mais de 200 reais.

 

 

 

Modelo lançado em comemoração ao 100 anos - Kurt Cobain

 

 

O motivo para esse aumento exorbitante no preço do tênis se deu ao fato da marca esportiva Nike ter comprado, em 2003, a fabricante do All Star. Mesmo assim, ainda é considerado barato se comparado a marcas como Adidas e a própria Nike.

 

 

Eu uso All Star

 

 

 

 

- Imortalizado por astros do rock como Sex Pistols e Ramones, nos anos 70; Febre no exterior, na década de 80; No Brasil, o tênis não sai mais do pé da moçada desde a década de 90.

 

- Thiago Lacerda , Malu Mader , Thati Bione , Fábio Assunção  Murilo Rosa, Jennifer Love Hewitt, Lindsay Lohan , Otto e Luana Piovani são algumas celebridades que não resistem ao charme do tênis de lona.

 

Fontes - Blog Ypsilon2

Jornal da Comunicação – Universidade Federal do Paraná

Depoimentos - Site EGO

 

Nossa consultora de moda, Roseane Marassi, encontra-se de licença médica. Em breve ela voltará a assinar sua coluna.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, moda, comportamento, saúde e esporte