Editorial


 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br

  

Entre nessa festa

 

Olá,

 

            O Espetaculosas estava de férias e durante esse tempo, nossa equipe aproveitou para descansar e pensar em um blog novinho para 2009. E, é com esse cheirinho de coisa nova no ar que eu convido você a usufruir de todas as novidades que preparamos. Olha que não são poucas!!!

            A primeira diferença já começa aqui, no editorial. Percebeu como minha carinha mudou? Minha e de toda a equipe. A partir desse mês, a matéria de cada participante do blog virá acompanhada de sua caricatura. Não ficou uma gracinha?

            A equipe também não é mais a mesma. Calma, nenhuma das meninas abandonou o blog. Em compensação, abrimos as portas para um companheiro. Isso mesmo! Nós agora contamos com a participação de um homem entre a gente. O escolhido é o publicitário Zé Fernandes, que passará a postar todo mês uma charge referente a uma data de destaque. Para sua estreia o tema escolhido foi o carnaval.

            Caminhando ainda pelas novidades, todos os meses nós vamos trazer uma listinha de personalidades que fazem aniversário. Nesse primeiro, além de pessoas famosas, nosso parabéns especial vai para uma de nossas redatoras.

Viu quanta coisa legal? Mas, quem pensa que acabou está enganado. Faltam as nossas matérias. Vamos lá!

            Fevereiro chegou e todos já começaram a se preparar para o carnaval. Só para esquentar os tamborins, na seção perfil  eu conto a história de três personagens vindos dos carnavais antigos, em Veneza.  Corre lá!

            Logo a seguir, em mexa-se,  confira o flagra que Roberta Marassi fez durante suas férias, na Região dos Lagos. E mais, Maria Oliveira fala sobre o mal que recentemente causou a morte de uma modelo e alerta para os cuidados que nós, mulheres, devemos tomar. Saiba que é algo preocupante!       

Em janeiro tivemos grandes novidades no território da moda. Em Prêt – à – Pôrter, nossa consultora Roseane Marassi conta como foi a São Paulo Fashin Week, e aproveita para revelar o que de novo a moda nos reserva para 2009.        

            Na seção Cult essa ideia, em cultura Fernanda Barbosa relembra os 30 anos de uma obra que marcou toda uma geração, ditou moda e entrou para a história da teledramaturgia brasileira. Após ler a matéria, ela te convida a cantar o tema de abertura desse folhetim.

Já em turismo, nossa correspondente Carolina Andrade deixou o território brasileiro e foi se aventurar na Europa. Essa experiência ela relata numa série de quatro matérias que você acompanha aqui, a partir deste mês. Primeira parada: Munique, na Alemanha.

            Você se lembra daqueles diários de papel, em que toda adolescente fazia questão de anotar seus segredos? Eles estão de volta e andam fazendo a cabeça de uma garotada pós-moderna. Saiba mais na seção ah, fala sério.      

Para finalizar, esse mês estamos comemorando um ano como formato blog. Acredite ou não, eu sou a única que conheço todas as meninas pessoalmente. Pensando nisso, propus que fizéssemos uma brincadeirinha. Através de um sorteio, cada Espetaculosa iria entrevistar uma colega e ser entrevistada por outra. Na pauta, o que tivéssemos curiosidade de perguntar. O resultado você vê na seção ah, fala sério    

 E para quem pensa que eu me esqueci de alguém, Juju - nossa colunista secreta de discreta não tem nada. Em sua primeira historinha de 2009, ela fala do que pensa sobre o carnaval e conta sua experiência ao acompanhar um bloco de rua.  

O que você está esperando? Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi

Editora Chefe

 

P.S. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut. Dá um pulinho lá e faça parte dessa turma. Nós estamos esperando!  http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760

 

P.S2. Assim como os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

Histórinhas da Juju

 

 

Grêmio Recreativo Amantes do Carnaval
  

 

Carnaval chegando e o Brasil já está mais que no clima... Tudo mais colorido, mais feliz podemos dizer, quase inexplicável. Cada estado com suas particularidades, mas todos se preparando para o estopim que nesse ano acontece dia 21 de fevereiro.
            Marchinhas, confete, serpentinas, máscaras e bolas coloridas, todas as coisas clássicas para se comemorar, pular e festejar a vontade. Vendo essas coisas que eu percebo: como uma simples data pode modificar tanto o humor de uma cidade? De um país, melhor dizendo... É algo fantástico de ser visto, como tudo fica mais solto e descontraído! Por mais que você não goste de pular carnaval, ou algo do tipo, sabe pelo menos uma musiquinha, por menor que seja. E com certeza a canta rindo. É batata!
            Só uma coisa me entristece, o quanto eles estão trocando as músicas tradicionais. Hoje (14/02) mesmo fui a um bloco e por muito tempo foi tocada música eletrônica e funk. Me desculpem, mas pra mim, pelo menos no Rio de Janeiro, carnaval é samba ou marchinha... Chega a ser frustrante.

O que me anima é saber que muitos blocos, e até as Escolas de Samba, continuam com suas tradições. E no final, tudo está em seu lugar e o universo gira plenamente, rs. Agora chega, nessa semana não é adequado tanta reclamação e rabugentice!

            Um ótimo carnaval a todos e se divirtam com juízo, hein?

 

Beijos, Juju.

Charge


 Zé Fernandes - chargista warbrj@yahoo.com.br 

 

 

 
 

Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br     

 

Basta o carnaval se aproximar para começarmos a pensar com que roupa vamos desfilar nos blocos de rua, ou pular em um clube tradicional da cidade. Afinal, quem nuca se vestiu de bailarina, cigana, odalisca, pirata e bate-bola, que atire a primeira fantasia, num folião.

 

 

 

 

A propósito, você sabe qual são as figuras carnavalescas mais conhecidas da folia? Isso depende muito da época. Se formos buscar pela memória recente, aqui no Brasil com certeza será o Clóvis (popularmente conhecido como bate-bola).

A imagem daquele palhaço, com macacões largos e bem coloridos, chupeta na boca e uma bexiga fedida (substituída há alguns anos por bolas coloridas) já fez a alegria de muitas crianças e se mantém no topo entre as “10 mais” queridas, pela garotada.

 

 

 

 

Agora se resgatarmos os antigos carnavais, como os requintados bailes de máscaras, originários de Veneza, com certeza vamos nos deparar com talvez o primeiro triângulo amoroso da história. Estou falando de Pierrô, Colombina e Arlequim, claro.

Essas três figuras carnavalescas são personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Os três papéis representam serviçais, envolvidos em um triângulo amoroso, que integram uma trama recheada de sátira social. O estilo surgiu como alternativa à chamada “Commedia Erudita”, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas.

A história do trio enamorado sempre serviu de entretenimento popular, influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos da região. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.   

 

Do lado dos patrões havia um comerciante extremamente avarento (Pantaleão), um intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais. Apesar de obedecerem a um enredo já definido, as peças costumavam apresentar improvisações como ingrediente principal, exigindo talento cômico por parte dos atores, que precisavam responder rapidamente às novas piadas e situações criadas pelos colegas.

            Um detalhe interessante é que sempre havia, no meio do espetáculo, um intervalo chamado lazzo. Ele continha mais comédia e apresentava acrobacias, ou sátiras políticas, sem qualquer relação com o enredo. Terminado o lazzo, a história continuava do ponto em que havia sido interrompida.

Com esse estilo único, a Commedia dell’Arte influenciou a arte dramática de toda a Europa e até hoje é utilizada como método para aprendizado e treinamento do ator. 

  

 

 

Conheça o perfil das personagens que viviam entre tapas e beijos

 

 

Pierrô: Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado na França (no século XIX) como Pierrot, e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco (com uma lágrima em apenas um lado) e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, vestimenta e maquiagem, influenciaram todos os palhaços de circo.

 

Arlequim: Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra marca registrada era a roupa de losangos.

 

Colombina: Criada de uma filha do patrão Pantaleão, era tão bela e refinada quanto sua ama. Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo. De um lado, o apaixonado Pierrô. Do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente durante o espetáculo.

 
 

Denúncia: Fenômeno da natureza ou descuido humano?

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

Biólogos dizem que a combinação dos dois causou a mortandade de peixes na Lagoa

de Araruama

Em plenas férias de janeiro, eu, querendo curtir o sol da região dos lagos (RJ) e caminhar na orla no final da tarde, mas esses “sonhos” ficaram mal-cheirosos. Tudo por conta da mortandade de peixes na região. Mais de duzentas toneladas de pescados foram encontrados mortos na orla de Araruama até Cabo Frio.

 

  

Tinha várias qualidades de peixes, literalmente fora d água: espada, dourado, arraia. Até siri, foi encontrado na areia. Pescadores afirmam que o despejo de esgoto na lagoa foi o culpado, já as autoridades acusaram a chuva.  

 

 

 O presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins, afirma que o motivo da morte foi o excesso de chuva. Segundo ele, choveu nos últimos dois meses o esperado para um ano.

 

  

 

 Enquanto a lagoa não se recupera, a preocupação de quem vive da pesca é como manter a renda. Segundo a colônia de pescadores, duas mil famílias dependem da atividade em São Pedro D’Aldeia.

 

  

  

A concessionária Pró-Lagos informou que o esgoto só é tratado com o tempo seco. Quando chove as comportas são abertas e os resíduos liberados in natura. De acordo com a concessionária, esse sistema foi aprovado há sete anos por órgãos ambientais, pelo poder público e pelos próprios pescadores.

 

  

  

Para evitar nova mortandade a dragagem, com a retirada de areia e detritos que assoreavam o canal de Itajuru (Cabo Frio), deve continuar. Com isso, espera-se diminuir a falta de oxigênio na lagoa de Araruama.

 

 

 

Resta esperar os resultados e torcer para que o “fenômeno” não se repita, afinal de contas, além das famílias que dependem do pescado para viver, os comerciantes podem sofrer com a queda de turistas.  

Fotos: Roberta e Roseane Marassi

 
 

Saúde: Pisca alerta para mulheres

 

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br    

 

Em janeiro, o drama da capixaba Mariana Bridi, de 20 anos, ganhou manchete em jornais e sites de notícias no mundo inteiro. A modelo, que foi finalista por duas vezes no concurso Miss Mundo Brasil, teve as mãos e os pés amputados,  devido a um choque séptico causado por bactérias Estafilococos e Pseudonomas aeruginosa, tendo como provável foco uma infecção urinária. Embora a infecção urinária seja uma doença comum, especialmente nas mulheres, a morte da modelo chamou a atenção para a incidência da sepse como uma das principais causas de morte hospitalar.   

 

 

 Pseudo Aeruginosa 

  

 

Segundo o Instituto Latino-Americano de Sepse, no Brasil, a morte por infecção generalizada está em torno de 60%. Embora qualquer infecção potencialmente possa evoluir para sepse, as que mais frequentemente apresentam esta complicação são as infecções do pulmão, abdômem e, principalmente, das vias urinárias.  A infecção do trato urinário (ITU) é a infecção bacteriana mais comum no ser humano. A segunda mais frequente, perdendo apenas para a gripe, que é de origem virótica.  

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que as infecções urinárias são responsáveis por mais de sete milhões de consultas por ano nos Estados Unidos e por cerca de 100 mil hospitalizações. Embora as ITUs, em geral sejam fáceis de diagnosticar e curar, uma série de fatores devem ser levados em conta para se conseguir a melhor forma de tratamento. As recomendações para o diagnóstico, e para a terapia, variam com a idade, sexo, comorbidades - doenças já existentes em outros órgãos -, risco de patógenos resistentes, prévia resposta ao tratamento, uso de cateter e gravidez.

Pelas informações do Guia Prático da SBU, as opções de tratamento com agentes antimicrobianos têm aumentado muito nos últimos anos, assim como a utilização cada vez maior de probióticos. Por outro lado, como um fator negativo, a resistência bacteriana também está aumentando progressivamente. Os fatores que predispõem a evolução, de uma infecção localizada para generalizada, são a agressividade da bactéria e o grau de imunidade do paciente. 

 

  

  

 

 

Segundo o médico urologista, Luiz Carlos Gonçalves de Oliveira, a mulher é mais suscetível à contaminação bacteriana devido à própria anatomia periuretral: uretra curta, reta, concomitante com o canal vaginal e proximidade com o ânus. Para o médico, a roupa apertada na mulher, como a calça jeans, não causa infecção urinária. Entretanto, adverte: “roupa apertada pode dar irritação na uretra e na vagina e, consequentemente, poderá ou não evoluir para uma infecção”.

Portanto, a infecção urinária, como qualquer outra, deve ser tratada precoce e adequadamente por um médico. Como dizia a vovó: “o mal deve ser cortado logo pela raiz”. Mas, atenção!  Não estamos falando da raiz dos chás caseiros ensinados pelos nossos antepassados e indicados para quebrar cálculos. Ao pressentir algum sintoma, a atitude correta é procurar um especialista que dirá quais procedimentos adequados e remédios específicos podem curar nossas cistites, uretrites e todas as “ites” que surgirem pelo caminho.

 
 

Semana de moda paulista reflete a crise

 

  Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

É fato, uma frustração abateu os expectadores na mais recente versão da Fashion Week outono-inverno. Os estilistas parecem que resolveram apostar no vendável ao invés de coleções conceituais, assim como as marcas que investiram em materiais menos ousados e com custos mais baixos.

 

 

 

            Huis Clos e Lino Villaventura

           Todo mundo sabe que estamos em época de cautela. Nosso governo garante que a crise não chegou ao nosso país e que vamos continuar produzindo e consumindo da mesma forma. Ao contrário disso, muitas de nossas marcas de vestuário exportam suas coleções e já sentem o peso da crise econômica. O jeito foi fazer moda para os consumidores brasileiros e tentar agregar um público-alvo novo, para não “encalhar” peças nas duas próximas estações.

 

 

 

Osklen

 

 

Mas nem só de crise vive nossa moda. Criativos como somos, nós brasileiro temos ainda assim motivos para comentarmos e usarmos o que de melhor produzimos e veremos nas vitrines. Vimos o fabuloso Lino Villaventura em um desfile diferente e um dos mais marcantes, como sempre. E vimos à marca Osklen usar e abusar do moletom e fazer um lindo desfile esportivo e cheio de atitude.

Inspirados no tema Carmem Miranda, a proposta foi transmitir uma moda alegre e confortável. Com uma sensualidade embutida e segurança, entre a roupa e o dono da roupa, como fazia a musa.

 

 

 

 

              Coleções de Cd’s expostos para venda durante a semana de moda de São Paulo

 

 

Dizer que essa edição do evento trouxe tendências fortes não seria sincero, porém a cartela de cores sim parece bem definida. Quanto às formas, esperamos um inverno de volumes e um aspecto artesanal por conta de tramas inusitadas nos tecidos. O preto, o novo e eterno preto, é a cor da estação. Mas, outras também estão em alta. São elas: cinza, pérola, roxo, vermelho, azul e verde. Em diferentes tons e combinações, iluminadas ou “sujas” e com destaque a combinação vermelho e azul, aposta de algumas coleções.

 

 

 

                                           A aposta da dupla vermelho e azul

 

O Fashion Week teve uma surpresa extra, ao tornar o fim do evento em um momento festivo e de confraternização entre todos os que circulavam para deixar o local, após o último desfile da temporada.

 

 

                            Alegria, alegria encerrou a festa dos fashionistas

Parabéns para...

 

 

Em especial a nossa Espetaculosa redatora:

 

Fernanda Barbosa - 20/02

 

 
 

Cultura - Dancin’ Days

 

 

  Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

30 anos do sucesso que marcou toda uma época

 

 

 

 

 

Sucesso da época das discotecas, a novela Dancin’ Days, escrita por Gilberto Braga e exibida pela TV Globo entre os nãos de 78/79, já é uma balzaquiana. Com o título original de A Prisioneira, a trama era baseada na vida de Júlia Matos (Sônia Braga), que ganhava a liberdade após cumprir 11 anos numa prisão.

 

 

 

 

 

 

A ex-presidiária começa a se reerguer a partir de seu relacionamento com o diplomata Cacá (Antônio Fagundes), mas tinha pela frente a difícil tarefa de conquistar o amor de sua filha, a adolescente Marisa (Glória Pires), que durante esse tempo foi criada por Yolanda Pratini (Joana Fomm), irmã de Júlia.  

Além da trama central, a história também se baseava no dia-a-dia das outras personagens, que representavam um povo brasileiro mais "pé-no-chão". Pessoas que se desdobravam para aumentar a renda familiar, jovens que lutavam para sobreviver desde cedo, casamentos sem perspectiva, mulheres que tentavam defender seu espaço e se destacar na sociedade, relacionamentos imaturos da adolescência, dilemas sobre divórcio... Um verdadeiro retrato da classe média brasileira.

 

 

 

 

Dancin’ Days foi um marco para a teledramaturgia brasileira, e é lembrada até hoje por quem já passou dos trinta. A novela era a grande onda da TV no final da década de 70, e acabou ficando marcada por conta da inovação e sucesso estrondoso. O autor, que na época estava com 33 anos e era considerado novato no ramo, se tornou célebre graças à novela. Dancin’ Days foi seu primeiro trabalho individual em horário nobre.

A novela chegou a ser exportada para dezenas de países e chegou a ganhar o prêmio “Asa de Ouro do Sucesso”, concedido pela crítica italiana. A protagonista Sônia Braga chegou a dizer que a novela foi tudo aquilo que a televisão poderia ter sido, mas não foi. Uma história sem grandes mistérios, porém interessante, que prendia a atenção do país inteiro.

 

 

 

 

Além do sucesso entre as telenovelas brasileiras, Dancin’ Days também representou um marco na era “disco”, que fervia o mundo todo na década de 70. Foi com essa novela que a moda discothèque surgiu no país. Não só na tela ou nas pistas, como também no mercado fonográfico e na moda. Quem não se lembra das Frenéticas cantando “Dancin’ Days” e das sandálias bem altas, usadas pelas mulheres, em composição com as famosas meias de lurex?  

 

 

 

 

 

 

A história começou a esquentar quando a discoteca que dava nome à novela foi inaugurada. A partir daí, passou a ser o centro de grandes acontecimentos, como o retorno de Júlia Mattos, que sumiu da história por uns tempos para voltar meses depois cheia de charme. A imagem de Sônia Braga se acabando numa pista de dança está na cabeça dos brasileiros até hoje.  

 

 

 

 
 

Turismo: A grande oportunidade

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

Como jornalista e professora de inglês, existem lugares que eu sempre sonhei em conhecer. O primeiro deles era os Estados Unidos, onde tive a oportunidade de morar quando tinha meus 18 anos. O segundo lugar era a Inglaterra, já que minha mestra em inglês vivia me falando sobre as coisas lindas que eu veria lá. O terceiro era a Itália, pelo romantismo, beleza, língua, enfim, pelo conjunto da obra.

Com o primeiro sonho realizado, era hora de partir para o segundo, mas, como todos sabem, viajar para a Europa é muito caro. Então, com a idéia de fazer uma viagem (sem data marcada), comecei a juntar um dinheirinho todo mês. O que valeu muito a pena porque no final do ano passado a oportunidade surgiu. Minha irmã foi chamada para trabalhar em Munique, na Alemanha e eu, por tabela, aproveitei a hospedagem 0800 e fiz minhas malas.

Foram 30 dias de viagem. Conheci um pouco da Alemanha, Inglaterra, França e Áustria. Vi coisas que nunca teria imaginado que veria. É difícil explicar as sensações que a Europa pode proporcionar até a mais simples das pessoas. Não importa se você conhece a história do mundo, ou se é fã de arquitetura ou tecnologia, o que importa é que você é tocado por tudo a sua volta.

Quando saí do Brasil, eu não sabia nada sobre Munique. Nunca tive vontade de conhecer a Alemanha. Mas confesso que essa pequena cidade foi a que mais me impressionou em toda a viagem. E te conto por quê.

Munique fica na região da Baviera, ao sul da Alemanha. A cidade é calma, limpíssima, muito organizada com suas ciclovias dividindo as calçadas (quase fui atropelada por uma bicicleta logo quando cheguei), um silêncio que é difícil se encontrar até mesmo dentro de nossas casas no Brasil. O choque cultural é imenso.

 

 

 

 O Prédio da prefeitura

 

 

 

A cidade tem uma arquitetura simples, colorida em tons pastéis, mas reserva em alguns pontos prédios antigos e medievais que tiram nosso fôlego. Foi essa minha reação a primeira vez que me deparei com o prédio da prefeitura, imponente ao centro de uma praça chamada Marienplatz. Ao longo da cidade, encontramos diversos parques, extensos e muito bem cuidados, onde é possível patinar ou caminhar sobre os grandes lagos congelados no inverno, ou tomar sol e banho no verão.

Munique é a terra da cerveja. E tem cerveja em todos os lugares, de todas as formas. Munique é a cidade dos cachorros grandes, como labradores, que entram nas lojas, nos metrôs, não latem e parecem pessoas comuns ao se movimentarem pela cidade. Aliás, ouvi dizer por lá que os alemães são obrigados a passearem com seus cães duas vezes ao dia, faça frio ou faça sol.

 

 

 

 

Vista da cidade, prédio da BMW e Allianz Arena ao fundo

 

 

Munique é a terra em que ônibus e trans (uma espécie de bondinho que corta a cidade) chegam sempre na hora marcada, só saem da estação depois que todos os passageiros estão acomodados, respeitam os sinais de trânsito e alguns transportes se elevam ou abaixam para alcançarem o nível da calçada, prevenindo tombos.  

Munique tem muitas baladas animadas nos fins de semana, tem festivais durante a primavera e o verão, como o famosíssimo Octoberfest, tem feiras no natal, lojas de marcas famosas a preços razoáveis no início do ano durante uma super liquidação, tem árvores de natal com luz de velas ao invés de lâmpadas eletrônicas como usamos aqui no Brasil.

 

 

 

 

Olympia Park - Passeio nos parques congelados

 

 

Munique é a casa da BMW e da Audi. Mas têm em suas ruas vários carrinhos chamados “smart” onde apenas duas ou uma pessoa consegue entrar. Munique é a casa do Bayern de Munique, time famoso de futebol europeu, e lá temos ainda a Allianz Arena, estádio do Bayern.

Não é preciso dizer que me apaixonei por Munique, não é?

 

 

 

 

Vista do alto do Englischer Garten (o maior parque de Munique), torres de igreja ao fundo

 

 

Exemplo de honestidade e organização

 

 

Munique tem um sistema de transporte em que não existem catracas. O bilhete é comprado na estação e você deve carimbá-lo e guardá-lo com você. Ele pode valer pelo dia, pela semana ou mês, depende do tipo de bilhete que você comprar. Também há diferença de bilhetes para diferentes zonas da cidade.

Este mesmo bilhete geralmente vale para o metrô, o trem, ônibus ou tran. Você não passará por um sistema que vai checar se você comprou o bilhete ou não. Você passa pelos transportes, vai e volta, com o bilhete na bolsa ou no bolso sempre.

 

 

 

 

 

Muitas Lojas! 

 

 

Se o fiscal te abordar, você mostra o bilhete a ele e pronto. Se por acaso você não estiver com o seu bilhete, o fiscal lhe dará uma multa de 40 euros. Será que esse sistema funcionaria no Brasil?

Em todas as vezes que eu vi um fiscal abordando os passageiros eu nunca vi ninguém ser multado. Eles poderiam muito bem entrar e sair do metrô, contando com a sorte, e economizar alguns euros, mas não. Andar dentro da lei em Munique é estar tranqüilo de que você vai chegar ao seu destino sem problemas e ainda ter um transporte de qualidade. E bota qualidade nisso.

E nem pense em dar um jeitinho brasileiro e tentar “molhar” a mão do fiscal para não pagar a multa. Isso é cadeia na certa.  

 

 

Tradição e curiosidade

 

 

Em Munique é proibido por lei construírem prédios que ultrapassem o tamanho do topo das igrejas. Por esse motivo, quando vamos a um lugar mais alto, conseguimos ver toda a cidade e, consequentemente, os topos das igrejas. Em dias nublados conseguimos ver os Alpes. Uma linda paisagem.

Assim como nossa tradição de comer rabanada ou o peru no Natal, na Alemanha o quitute mais esperado nesse dia são os biscoitos feitos em casa. Eles tem forma de estrela, rodelinha, árvore entre outros, e tem sabores diversos como baunilha, chocolate, avelã, marzipan, uhmm... E por falar em comida, o turista na Alemanha há de experimentar as salsichas, o catchup e a mostarda.

 

 

 

 

              Tschüss (tchau)!!!                    

 

 

Na próxima reportagem conto como foi minha experiência na Inglaterra e França.  

 
 

Do tempo da vovó

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

  

Adolescentes adotam os velhos diários de papel  

Eles são pequenos e podem ser carregados em bolsas, mochilas, pastas e até nas mãos. Apesar do tamanho, são capazes de guardar seus maiores segredos. Ótimos conselheiros, nunca irão questionar suas atitudes e muito menos virar-lhe as costas. Quer dizer, a não ser que o deixe de lado e abandone-o, no fundo de uma gaveta qualquer. 

Numa época onde tudo é digitalizado e a globalização já não é mais um bicho-de-sete-cabeças, adolescentes deixam de lado o uso de blogs e fotologs para descobrir o prazer de escrever nos diários de papel. Caderninhos, agendas ou o próprio diário, com direito a chave e cadeado, não importa. A graça está em registrar pensamentos, sonhos, medos ou simplesmente fatos do dia-a-dia.

 

 

 

Se na época de nossas mães e avós o grande barato era colocar para fora o que não tinham coragem de relatar com qualquer um, hoje muitas jovens veem nos diários uma alternativa de, mais tarde, dividir experiências, recordar momentos marcantes ou ainda rir, e chorar, com histórias já vividas. Além disso, ele é um ótimo confidente para os tímidos, que precisam lidar constantemente com as dificuldades em se expressar. “Quando criança era uma menina muito tímida. Seguindo o conselho da minha mãe, adepta do diário na juventude, comecei a escrever. Na época estava com nove anos. Hoje, não consigo mais me ver livre dele”, admite Mariana Sabah, 19 anos.

 

 

 

Segundo Mariana, assim como ela suas amigas também são a favor das anotações no papel. E, mesmo admitindo que possuem perfis em sites de relacionamentos, como Orkut e Facebook, garantem que ao contrario do caderninho, na internet não se pode colocar qualquer coisa. “A historinha de hoje pode tomar uma proporção maior do que a esperada”, observa Fernanda Tavares, 17 anos.

A jovem ainda aproveita para frisar que um diário é algo muito íntimo e pessoal. Por isso, ela não concorda nem mesmo em “abrir” seus segredos para as pessoas. “Conheço meninas que trocam seus diários com as amigas. Não concordo, mesmo se tratando de uma pessoa muito confiável como mãe ou irmãos”.

Não dá para negar, quem se acostumou a fazer anotações em diários ou agendas, não consegue se livrar tão facilmente do vício. E muitas vezes, para que isso se concretize, ou sua rotina não seja interrompida, o jeito é dar um crédito de confiança. Em depoimento ao jornal Folha de São Paulo, a estudante de jornalismo Ana Carolina Ferreira, 21 anos, conta que durante as férias esqueceu sua agenda na faculdade. Como não sabe ficar sem escrever nela, combinou com uma amiga de enviar por e-mail suas anotações, para que ela atualiza-se em seu lugar. “Foi a maior prova de amizade que eu já dei para alguém”, confessa.       

A volta dos diários convencionais entre jovens e adolescentes tende a provocar uma queda na procura pelos eletrônicos. E isso já tem sido notado no mundo dos negócios virtuais. De acordo com dados do site Technorati, responsável pela monitoração da blogosfera, há dois anos cerca de 120 mil diários eletrônicos eram criados por dia. Já em 2007, o número total de blogs registrados chegava a 70 milhões e hoje, não deve passar dos 100.

 

 

Quando o objeto se torna a personagem principal

 

 

            Sucesso entre o sexo feminino, o diário já serviu de papel principal para um grande sucesso do cinema. Quem nunca viu, ou ouviu falar no filme O Diário de Bridget Jones? A produção narra a história de uma mulher, já na casa dos trinta, que insatisfeita com sua vida pessoal e profissional decide, na noite do ano novo, tomar o controle de sua própria vida.

A primeira decisão de Bridget (vivida pela atriz Renée Zellweger) é escrever um diário narrando cada passo tomado durante o dia. Além disso, ela registra no caderninho suas opiniões sobre os mais diversos assuntos. Principalmente sua vida amorosa. O livro acaba se tornando o mais provocativo, erótico e histérico de todos os tempos.

 

 

 

            Fez tanto sucesso que recebeu duas indicações ao Oscar e ao Globo de Ouro. Além disso, rendeu uma continuação denominada Bridget Jones – No limite da Razão. Já o livro, escrito por Helen Fielding, que deu origem ao filme, foi consagrado um fenômeno editorial ao permanecer na lista entre os mais vendidos, no final da década de 90.  

 

 
 

Taty entrevista Rose

   

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br   

 

1 - Quem é Roseane Marassi?

2 - Me revele um sonho, uma frustração e uma saudade.

3 - O que é pior: dias nublados ou sinal fechado? Por quê?    

4 - Para você o que é, e como é, ser espetaculosa?   

5 - Complete a frase: 2009 é o ano...

 

 

R: Não sei, rs... Acredito que a resposta esteja entre meias coloridas, arte, brigadeiro e música... ou talvez entre preguiça, silêncio, carinhos e incertezas.
 
R: Um sonho: morar num lugar tranquilo vivendo da minha arte. Uma frustração? Ter ficado calada, algumas vezes. Uma saudade... adolescência e tudo que havia nela.
 
R: Sinal fechado, ainda mais agora que estou aprendendo a dirigir.. RS... Cariocas não gostam de nenhum dos dois né, mas ficar parado esperando a minha vez me deixa impaciente.
 
R: Espetaculosa é toda mulher que vê a vida de forma positiva. Tem uma carreira, gosta de estar atualizada, viajar, sem deixar de ser feminina e de estar na moda. Ser espetaculosa tem sido um presente mensal, me sinto realmente feliz por fazer parte dessa equipe que promete arrasar esse ano.
 
R: de conquistar.  

 

Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com  

 
 

Rose entrevista Carol

 

  Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

 

1- Pelo que sei você vai nos contar sobre países que visitou recentemente. Como é pra você esse momento de sentar e relatar o que de mais interessante presenciou?
2- De todos os lugares que você possa imaginar, em qual lugar se sente em paz?
3- Você poderia nos revelar uma qualidade e um defeito seus?
4- Que artista te inspira e por quê?
5- Nos conte com sinceridade: costuma ler tudo o que é postado no Espetaculosas? Além da sua, qual a coluna que mais te chama a atenção?

 

 

 

1 - Fico muito feliz em poder dividir a experiência maravilhosa que eu tive fora do Brasil. Vi coisas que acredito que todo brasileiro deveria aprender. Me senti muito triste quando voltei. A diferença cultural e social é realmente muito grande. O Brasil, com seus 500 e poucos anos, ainda tem muito que aprender com os mais velhos.

 

2 - Pergunta difícil. Acho que em qualquer lugar onde eu possa ouvir uma boa música e apreciar alguma paisagem. Se bem que, depois dos Alpes, fica difícil pensar num lugar mais silencioso e calmo.

 

3 - Defeitos são vários, mas o pior é a falta de coragem. Sou bem medrosa, admito. Qualidade, eu sou... não dá pra vocês me dizerem não?

 

4 - Muitos artistas me inspiram a toda hora. Sou uma pessoa eclética em tudo. Motivada pelo que ouço, pelos ritmos, pelo que vejo, enfim, tudo me inspira!

 

5 - Me pegou hein. Não consigo ler tudo que nosso Espetaculosas publica, infelizmente. Eu não tenho uma coluna que mais gosto, a cada edição dou uma passada por todas elas e se vejo algum tópico que seja do meu interesse clico e leio! 

 

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

 

 
 

Carol entrevista Nanda

 

  Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com   

 

 

1 - Qual o seu maior sonho?

2 - Como você vê a crise financeira que estamos enfrentando? Ela te atingiu de alguma forma?

3 - Já cometeu alguma loucura por conta de uma TPM desenfreada?

4 - O que te deixa feliz? E o que te deixa triste?

5 - Está no Espetaculosas desde o começo? Qual a matéria mais trabalhosa que você já fez pra nós?

 

 

 

 

R: Não tenho um sonho pessoal, tenho um sonhe coletivo. Estou numa fase Martin Luther King, queria que o mundo fosse diferente. As pessoas estão muito autodestrutivas e isso me entristece.

 

R: Atingir-me não atingiu porque eu acredito que toda crise financeira é um reflexo do teu estilo de vida. Há muito tempo estou numa crise. RS... Seguindo este raciocínio, o mundo capitalista consumista só esta colhendo o que não plantou. Ou seja, tudo aquilo que ele poderia ter feito em termos de reservas mundiais ele preferiu transformar em papéis e em dívidas ativas.

 

R: Confesso a você que só tive crise de TPM depois dos trinta. E mesmo assim, não reconhecida. Não posso garantir que foi TPM porque vivo em crise. Aliás, todos dizem que TPM dá raiva e depressão, como eu vivo assim, não posso dizer se é ou não. 

 

R: Crianças felizes. Uma criança sofrendo. Ainda acredito muito na infância. 

 

R: Sim. Não diria trabalhosa, mas talvez a mais melancólica. Refiro-me ao caso Eloá. Aquilo realmente me deixou muito triste. 

 

 

Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br   

 
 

Nanda entrevista Maria

 

  Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

1- Além de jornalista, você também é professora. Quais as melhores e piores lembranças da época em que lecionava e em que elas se parecem e diferem em relação aos dias atuais?

R: O exercício do magistério é uma árdua e grata missão para quem se dedica e gosta desta profissão. Seria redundante explicar por que é árdua diante da triste realidade em que se encontra a educação no Brasil. Aqui, os governantes estão mais preocupados com resultados de provinhas, que estatisticamente possam justificar os altos investimentos feitos em programas sociais, do que com a educação em si como forma de mobilidade social do indivíduo. O bolsa família, por exemplo, é um programa que sustenta discursos, garante reeleições, mas não evita a evasão escolar. Prova disso são casos de jovens estudantes que trocam o caminho da escola por rumos que lhes sejam mais lucrativos. Somado ao desestímulo do aluno, muitas escolas funcionam sem o mínimo de segurança e conforto. Muitas não têm nem carteiras para alunos sentarem e materiais adequados, para que tenham o prazer em aprender. Estes são alguns pontos negativos que desestimulam o profissional comprometido com a educação. Entretanto, é muito gratificante quando o educador é reconhecido pelo seu trabalho e considerado como um amigo que abriu caminho para o futuro de muitos jovens.

Entre muitas boas lembranças que tenho do meu tempo de professora, guardo como trunfo uma história da superação de uma aluna. Aos 10 anos de idade, Lu foi matriculada na escola pública e estava muita atrasada em relação à turma.  Mas o baixo rendimento dessa menina logo se justificou após a tia me contar seu drama. Aos dois anos de idade, Lu estava no colo da mãe quando o avião em que viajavam caiu na floresta Amazônica. A criança foi a única sobrevivente da tragédia. Desde então, além de traumas físicos, que a deixou sem andar por muito tempo, a sequela psicológica quase tirou sua vontade de continuar a viver. Sua história comoveu a todos. E assim, empenhada em ajudá-la, consegui fazer com que os alunos colaborassem com sua locomoção pelos compartimentos da escola e a ajudassem nas tarefas de aula. Lu  alcançou a turma e sua alegria voltou. O tempo passou. Num domingo, a campanhia de minha casa tocou.  Diante de mim, estava uma linda mocinha com um bolo de chocolate nas mãos, dizendo que era uma homenagem pelo dia das mães. Ás vezes é difícil separar o papel de professora do sentido maternal.

2- O que a levou ao jornalismo?

Sempre gostei muito de ler e escrever. Fui aprovada no vestibular para Letras da Estácio, mas como eram poucos os inscritos nessa cadeira, e a faculdade não conseguiu fechar uma turma, me sugeriram outros cursos que fossem da área de Ciências Humanas. Escolhi Jornalismo e acho que fiz a opção certa.

3- Para você como é participar do Espetaculosas?

Participar de Espetaculosas é muito gratificante porque neste espaço posso expor minhas ideias de forma independente, democrática e dividi-las com leitores e amigos muito especiais.

4- Qual a melhor experiência pela qual passou, seja na vida pessoal ou profissional?

Quando escrevi o livro "Histórias que tocam", em parceria com minha irmã Marielza Neves, pude voltar no tempo e no espaço, revivendo a minha infância e as histórias de minha família. Foi muitíssimo gratificante entrevistar amigos de infância do bairro onde me criei e compartilhar com eles as memórias de momentos e fatos que marcaram nossas vidas.

5- Você tem saudades de quê?

Na memória de quem já viveu muitas primaveras, vai ficar sempre o perfume das flores que respirou na juventude. Este aroma é único.

 

Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br     

 

 
 

Maria entrevista Rô

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br    

 

Roberta Marassi é uma garota multimídia. Plugada e sintonizada com todos os meios de comunicação, aos 10 anos de idade despertou seu talento jornalístico quando lia os textos da prova de história diante de um espelho. Naquele momento, viu refletido no armário da mãe o sonho de ser apresentadora de telejornal. Mas o tempo foi passando e outras competências foram surgindo, além de gostar de ler e escrever. O gosto de rimar quadrinhas serviu de pontapé inicial para desenvolver a arte da poesia.  Assim começou como letrista de suas próprias melodias, mesmo sem tocar nenhum instrumento musical. Roberta acreditou em seu talento e acrescentou mais este ao seu repertório cultural. Persistente, depois de formada em Jornalismo, a garota multimídia ingressou na pós-graduação em Telejornalismo até que se transformou em uma das redatoras do blog Espetaculosas.

 

1- Com tanto gosto pelo telejornalismo, quais chances ou convites surgiram para você trabalhar nessa função?

 

R: Bom, fui convidada a fazer um teste de vídeo pelo editor de imagens do Bom dia Brasil em 2004. Ele disse que gostou muito do meu desempenho diante das câmeras, e que iria enviar a fita para o departamento de pessoal junto com o currículo. Na época ainda não tinha nem entrado na pós. Depois disso, surgiram alguns projetos com amigos, mas não foram à frente.

 

2- Você fez algum curso para aprimorar a dicção, postura, enfim dicas para ser um bom apresentador de telejornal?

 

R: Quando mais nova, fiz fonoaudiologia por alguns anos, pois tive de usar aparelho ortodonto. Mas sempre que saía da consulta, tinha curso de inglês, onde a professora mandava falar colocando a língua na frente dos dentes, o que atrapalhava todo o processo de fono. (risos).

 

3- Na sua opinião, o jornal Nacional mantém a liderança de audiência no horário porque é uma produção da TV Globo ou porque tem o casal Bonner e Fátima como apresentadores?

 

R: A TV Globo é uma das maiores emissoras do país, e o Jornal Nacional é o mais antigo telejornal que ainda está no ar. Talvez, essa junção seja o ingrediente que mantém essa liderança. O entrosamento do casal e a bagagem que juntos acumulam, a experiência e busca por melhor qualidade, seja na técnica ou nas matérias, ajuda muito também.

 

 

Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br        

 
 

Rô entrevista Taty

    Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

1) Quando decidiu que seria jornalista? 

R: Quando estava na oitava série, devido ao hábito de ler muito jornal e revista. Aliás, minha mãe conta que, quando eu ainda nem sabia ler, passava horas observando o jornal. Depois disso, por ordens médicas, ela passou a me dar revistinhas em quadrinhos.  Foi aí que tudo começou.

 

2) Alguém te inspirou? 

R: Não diria um profissional em especial, embora eu admire alguns, e sim as publicações que gostava de ler. Queria fazer aquilo. Também costumava assistir filmes em que retratavam profissionais dessa área. Vi O Jornal e me identifiquei muito com aquela rotina. Quer ouvir algo engraçado? Quando visitei a redação da extinta revista Manchete, o editor citou esse filme e teve as mesmas impressões e desejos que eu. Ele também se via na correria de uma redação, se embebedando de café e mastigando o copinho plástico. 

 

3) E a família, incentivou ou teve alguém que foi contra? 

R: No funda acho que ninguém gostou muito, já que nunca ouvi palavras de incentivo. Pelo contrário, quando dizia o que queria fazer, meu pai colocava mil defeitos e sempre mudava de conversa, tentando me convencer a fazer outra coisa. Quando me inscrevi para o vestibular, ele chegou a me oferecer uma academia se eu fizesse educação física. Montaria ela enquanto eu estudava. RS... Mas, em momento algum da minha vida eu tive dúvidas ou me arrependi. Jornalismo é minha vida!!!   

 

4) Porque decidiu fazer jornalismo? 

R: Porque amava escrever e acreditava que, nessa profissão, eu teria condições de aprender sobre diversos assuntos, vivenciar outras culturas e assim passar adiante, para aqueles que tivessem menos oportunidades que eu. Afinal, quando bem aproveitados, os veículos de comunicação podem ser ótimas fontes de conhecimento.    

 

5) Como você via o curso no início (suas ilusões quanto à profissão) e como vê depois de formada? 

R: Quando entrei, tudo era muito novo e diferente para mim. Me empolguei somente em ver a grade e saber que aprenderia coisas novas. No decorrer do curso, a gente encontra disciplinas bem legais em termos técnicos. E outras que acrescentam muito, em termos de conteúdo acadêmico. Agora, nada como colocar em prática o que se aprende na teoria. Nunca criei ilusões quanto a profissão, como sair de lá direto para o JN. E hoje acredito ter cometido uma única falha. Deveria ter procurado estágio fora mais cedo, o que não fiz por acreditar que o da faculdade teria certo peso. Tornei-me uma boa profissional, isso de acordo com colegas e professores, mas no mercado minha experiência não tem muita credibilidade.  

 

6) Você é pós graduada em jornalismo cultural, porque decidiu seguir esse rumo?

 R: Porque sempre me identifiquei com a arte, de um modo geral. Amo cinema, teatro, música, TV, fotografia, exposições... Meu sonho sempre foi trabalhar com isso, ser crítica de cinema, cobrir exposições de arte, festivais de música... Ou seja, escrever sobre esse meio. 

 

7) Existe algum lugar em que seria seu sonho trabalhar, seja empresa e/ou país. Qual?

 

R: Se eu pudesse viver somente do Espetaculosas, viveria muito feliz... Qualquer lugar em que eu pudesse produzir, de forma que sentisse prazer e retorno de satisfação, ao ver meu trabalho reconhecido (o que difere de retorno financeiro). Se fosse ditar um veículo eu diria a revista Carícia, que serviu de inspiração para mim. Mas, ela já não existe mais. RS... Como eu amo escrever, e me identifico muito com o perfil de revista, citaria publicações com o mesmo seguimento como Capricho, Marie Claire, Cláudia, Elle, Cosmopolitan... Gêneros feminino e/ou adolescente. Agora, já passei por quatro seleções na TV Globo (Projac) e confesso que, se fosse para escolher televisão, gostaria de ir para lá. Por se tratar de uma grande empresa da área de comunicação e entretenimento, que me parece valorizar seus profissionais e, principalmente, público alvo.  

 

8) E onde você não iria nem por 1 milhão de euros?

 

R: Para um lugar que não me deixassem exercer a profissão de forma ética, que fosse contra meus princípios. Onde eu percebesse que não estava produzindo e muito menos, crescendo profissionalmente.   

 

9) Sendo especialista em jornalismo cultural, como você vê o mercado de trabalho nessa área?

 R: Não acho o mercado ruim, em termos de espaço, veículo. O problema é a banalização da profissão. São pessoas que entram sem terem formação, paixão, dom. Você é ex-reality show, vira repórter. É modelo, vira apresentador... E por aí vai. Se esquecem que a pessoa para ser jornalista precisa gostar de ler, escrever bem, se atualizar, estudar leis, éticas, técnicas... Ganha pouco, trabalha muito, não tem sábado, domingo, feriado... E ainda corre riscos. Uma vez me disseram que nesse meio não havia problema, pois se trata de entretenimento. Calma que não é por aí! Eu estudei história da arte, Crítica literária, Cultura Brasileira, Cinema, Fotografia... Conheço tantos amigos que dariam ótimos profissionais nas áreas de TV, fotografia, web... Só lhes faltam oportunidades. Já pensou o que seria do paciente se um dia alguém acordasse com vontade de ser médico? Isso não acontece com carreiras desse tipo, da mesma forma que acontece com o jornalismo. Basta! E não falo só por mim, mas toda uma classe. Artistas defenderam sua arte, derrubaram a ditadura. Larry Flint foi aos tribunais lutar pela liberdade, derrubou uma sociedade falsa puritana. Estudantes foram às ruas de cara pintada, expulsaram um presidente. Eleitores votaram, elegeram o primeiro presidente negro da maior potência mundial. Isso não precisa ser apenas fatos para serem contados nos livros de história.     

 

10) As mídias têm valorizado a cultura brasileira?

 R: Não tanto quanto deveriam. Quando se pensa em cultura brasileira, logo nos revertemos para o carnaval. O problema é o Brasil ser bem mais que isso, e nem todos tem acesso ao que ocorre pelo país. Além do carnaval, há Festa de São João, Festa da Uva, Festival de Parintins...  Ano passado descobri, por um acaso, que existe uma cidade no interior de São Paulo onde o lobisomem, personagem de histórias de terror, é seu anfitrião. Ou seja, a cidade sobrevive graças ao turista que vai lá conhecer de perto a capital do lobisomem, ouvir as histórias, comprar lembrancinhas... É quase o Mickey brasileiro. Isso é cultura, e aqui no Brasil. Mas, você ficou sabendo? Se leu o Espetaculosas, sim. RS...   

 

11) Você acha que alguma coisa poderia ser melhorado, o que?

 R: Muitas coisas!!!  No mundo, a intolerância. No Brasil, saúde, educação, sistema penal... Em mim, gostaria de ser mais corajosa e menos depressiva.  

 

12) Além do Espetaculosas, você escreve pra mais algum veículo? Qual?

 R: Sim. Atualmente assino a coluna OlharTV no site WWW.natelinha.uol.com.br , onde faço críticas sobre programas e/ ou assuntos relacionados a TV (aberta e fechada). 

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br      

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