Editorial

 

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br

 

Oscar, Índia e o fim do verão

 

 

 

Olá,

 

não faz muito tempo que nos encontramos, mas nós do Espetaculosas já estávamos morrendo de saudades. Durante esse período, preparamos essa edição com muito carinho e dedicação. Aniversário do Rio de Janeiro, Dia Internacional da Mulher, Entrega do Oscar, Dia Internacional da Síndrome de Down, término do verão...  Foram muitas as pautas para serem debatidas aqui e, algumas delas você vai ver agora em nosso blog. Espero que goste!  

A primeira coisa que nos vem à cabeça assim que o mês começa, é o dia Internacional da Mulher. Pois graças a essa data, pensamos na forma como a mulher é tratada pela sociedade. Em homenagem a todas as mulheres, nossa redatora Fernanda Barbosa convida você a ler seu artigo, feito com base em dois filmes bem conhecidos, na seção ah, fala sério.

Em Cult essa ideia, na seção cultura Maria Oliveira fala o que achou do filme Quem quer ser um Milionário?. Grande nome do Oscar 2009, a produção indiana faturou 8 estatuetas das 10 que concorria, incluindo a de melhor filme. Uma dica: leia a matéria e depois corra para o cinema. Logo depois, na seção turismo, não se esqueça de acompanhar o segundo capítulo da viagem à Europa, feita por Carolina Andrade. Esse mês ela revela as impressões que teve durante sua estadia em Londres.

O último verão veio com tudo! Praias lotadas, arrastão, dengue, temperaturas altíssimas, com direito a raios e trovões, e as já famosas chuvas de verão, vão ficar para sempre em nossas lembranças. Agora, Roberta Marassi pergunta: você se protegeu direitinho? Encontre a resposta em mexa-se,  na seção saúde.

O perfil  de março está de um jeitinho diferente. Ao invés de uma personalidade real, eu escolhi uma da ficção. Curioso para saber quem e por quê? Vá até a seção e depois nos diga o que achou.

A índia está em alta nas telonas, telinhas e nas ruas do Saara. A moda indiana é o tema que Roseane Marassi escolheu para a sua coluna. Confira em Prêt – à – Pôrter.

 

E mais: veja os nascidos no mês de março, a charge bem humorada do Zé Fernandes e para começar, Juju conta sua indignação com o fim de uma comunidade no Orkut.  Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi

Editora

 

P.S. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut. Dá um pulinho lá e faça parte dessa turma. Nós estamos esperando!  http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760

 

P.S 2. Assim como os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

Histórinhas da Juju

 

 

O fim de uma era

 
  

Nesse último dia 15/03/09 foi decretada a morte da Discografias, uma das comunidades mais populares do Orkut. Assim como todas as relacionadas à mesma. Para quem não sabe, no tal lugar usuários postavam links para downloads de CDs inteiros de bandas, de qualquer estilo e país do mundo.

E, é aí que eu me pergunto (muito inconformada, diga-se de passagem): isso por acaso vai ajudar a indústria fonográfica? Porque, sinceramente, com o preço atual dos discos é impossível consumir tudo que se gosta. Mesmo porque muitas vezes somos cativados por apenas poucas músicas, quando não uma só.

A internet tornou-se meio de expansão de ideias e novos artistas, como Arctic Monkeys, Lily Allen ou a brasileira Mallu Magalhães, e uma ação como essa fere a evolução natural das coisas. Ou eles acham que acabando com as comunidades os links vão misteriosamente deixar de existir? Sendo que, até artistas como Radiohead apóiam abertamente a causa?

Devo dizer que conheci muitas bandas e cantores por meio dos mp3, e fui lá comprar os CDs mesmo assim. Portanto acho ridícula a idéia de que isso prejudicaria os negócios. Se o número de vendas cai é por causa da situação financeira mundial e não de uma amostra da partilha que acontecia diante de nossos olhos sem nos darmos conta. Porque, afinal, eram apenas pessoas passando informações sem pedir nada em troca. Somente pelo prazer de ajudar e divulgar algo de que gostassem.

Fica aqui toda minha indignação...

 

Beijos a todos,

 

Juju.

Charge

 Zé Fernandes - chargista warbrj@yahoo.com.br 

 
 

Comportamento: Mulheres, mulheres, uma vida à parte

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Chegamos ao mês mais feminino do ano, e vou me ater a este onde uma simbólica data (em genial jogada de marketing político com este gênero, o feminino, que é a maioria mais minoria AINDA do planeta) faz recordar (eu não, confesso, até porque não esqueço esta minha condição de “mulherzinha”) que as mulheres evoluíram em seus direitos desde a "Era de Neander", o que se achava o tal, que o nosso sexo frágil cada dia mais se comprova muito mais forte e capaz, que as conquistas em diversos setores da chamada evoluída sociedade capitalista (esta mesmo, que está ao seu lado, em crise aguda de rins, mas que não vai morrer tão cedo) demonstram o quanto conquistamos a sangue, suor e batom nosso espaço no cenário mundial... Blábláblá.

 

 

 

 

 

 

Perdoem-me as colegas de redação e as leitoras mais radicais, adeptas do feminismo, mas acho que, nós, como toda a raça humana, mesmo com todo o avanço e conquista, em certos aspectos morais... involuímos. E dois filmes também me evocam algumas considerações que passaremos a tecer (no melhor estilo feminino).    

 

 

 

 

 

 

 

Um deles, O sorriso da Monalisa, como a paródia feminina do poético e libertador Sociedade dos poetas mortos, onde um Robin Williams inspirado, antes do estrondoso sucesso travestido como a babá mais legal do planeta (aliás, eu ainda prefiro este ator em papéis dramáticos como este do “Sociedade...”pois o considero caricato demais para comédia) era um professor de Literatura que incitava seus alunos a uma nova visão a respeito da vida, da educação, da cultura, e de como se colocarem perante uma sociedade hipócrita (cada dia mais, observo) de acordo com suas tendências naturais.

Foi um marco em minha vida assistir a um professor subir em carteiras escolares e convocar seus alunos a fazerem o mesmo, e de certa forma isto me influenciou tão fortemente até os dias atuais. Aliás, confesso que inicialmente quando percebi a similaridade entre as obras não me julguei feliz em ver a Sra. Roberts, livremente inspirada no seu colega de dramaturgia, com a imensa responsabilidade de conduzir a classe de meninas às reflexões que contradiziam as regras de ouro da escola (que era uma escola de “formar esposas”, a grosso modo).

 

 

 

 

 

 

Mas, serviu para minha primeira reflexão na época: concordo que a emancipação feminina vai além de casar, ter filhos, cuecas e fraldas para lavar, fora o lar, doce lar para arrumar e otras cositas más. Comecei a pensar também que esta crescente onda da mulher querer cada vez mais se equiparar aos homens em gestos como liberdade sexual, encarar profissões tidas como masculinas ou mesmo adotar posturas antes contidas, e tidas, como transgressoras para as mulheres até a década de 80, como fumar e beber até “cair, levantar”, não foi exatamente o positivo de nossa emancipação.  

 

 

 

 

 

 

 

 

O outro filme que nos remete a uma reflexão grande é Mulheres Perfeitas, onde Dona Nicole Kidman vai parar com o marido Matthew “Curtindo a vida adoidado” Broderick em uma cidade onde as mulheres são as perfeitas “do lar” e ela descobre que na verdade foi um chip de computador que programou as esposas e fez este padrão de comportamento se repetir pelo bairro inteiro. Vamos lá: que moral se tira deste episódio? Que apesar de tudo o que conquistamos, através de mulheres como Indhira Gandhi, Elizabeth I, Chiquinha Gonzaga, Simone de Beauvoir, entre outras, tudo o que nossa evoluída sociedade capitalista quer de nós é apenas a nossa porção “do lar” para o mundo moderno.

 

 

 

 

 

 

E, segundo o papa pop “Chico” Bento XVI a culpa é da máquina de lavar pela emancipação e liberação femininas... Sim, e do micro-ondas também! O que seria do nosso tempo livre sem o querido micro, para em tempo recorde nos livrar da árdua tarefa de esperar o fogo fazer o trabalho todo no fogão sozinho! Então, este filme demonstra que nossa sociedade continua machista e acreditando piamente que, mesmo que aquele empresário bem-sucedido tenha uma chefia feminina de alto gabarito e diversas qualificações, ela bem que poderia ser apenas a companhia forno&fogão mais aconchegante “que um homem merece”. Merece?

 

 

 

 

 

 

Merece é que repensemos... Que apesar das Beauvoirs, das Dilmas, das Marinas Limas e Mírians Leitão de nossas vidas, ainda existem muitas Piovanis, muitas Suzanas, muitas bbb’s... Que acabam levando o mundo masculino a cometer o engano de realmente desejar apenas uma “Amélia” ao seu lado, quando pensam nas Galisteus e nas Gimenez que ainda podem acordar ao seu lado... E o que é ainda pior, ficar ao seu lado.

 
 

Cultura: Um por todos...

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br 

 

No filme Quem quer ser um milionário?, de Danny Boyle, o jovem Jamal ganharia o prêmio máximo desse programa de TV se acertasse o nome do terceiro mosqueteiro da obra de Alexandre Dumas. Embora o roteirista, Simon Beaufoy, tenha se baseado no livro de Vikas de Swarup para compor a narrativa, no desfecho, e ao longo de toda a trama, há uma fábula que aproxima o filme do clássico Os três mosqueteiros. Nas duas histórias existem três personagens com características diferentes, mas unidos pela vontade de vencer o inimigo.   

 

 

 

 

 

Filme Os três mosqueteiros

 

 

 

 Em Os Três Mosqueteiros, os inseparáveis Athos, o nobre, Porthos, o forte, e por fim, Aramis, o astuto, dão a vida para defender o rei Luís XIII. Já no filme Quem quer ser um milionário?, as crianças Jamal, Salim e Latika criam uma cumplicidade entre eles para resistirem à fome, à miséria e à violência a que são submetidos pela máfia de exploradores de órfãos, cujos pais foram vítimas do massacre aos mulçumanos.

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto na história do escritor francês os três mosqueteiros cobrem-se de glória ao participarem do cerco a La Rochelle (1629), no filme do diretor inglês apenas Jamal conhece o triunfo ao se inscrever no popular programa de TV "Quem Quer Ser um Milionário?". Inicialmente desacreditado, ele busca na memória as experiências e fatos de sua vida para responder às perguntas feitas pelo apresentador. Mas todo esse sacrifício teria outro valor, bem maior do que o dinheiro do prêmio: libertar Latika, o grande amor de sua vida, que se encontrava sob o domínio de um cafetão.

 

 

 

 

 

 

 

A partir das lembranças que levaram Jamal a se tornar um milionário, Danny Boyle constrói a narrativa de modo a mostrar ao mundo as discrepâncias sociais da Índia. É quando ele abusa do jogo de câmeras e filma um país de contrastes, cercado por favelas, tendo ao centro da atenção uma população que sobrevive sem o mínimo de condições higiênicas. Em contrapartida, mostra uma Índia que tem lindas paisagens e castelos exuberantes, como pontos turísticos de alta lucratividade (sem falar de Bollywood).

            Em meio a essa profusão (confusão) de imagens, a que o diretor submete o espectador, se configura uma estética bem próxima do grotesco. A cena em que Jamal, coberto de excrementos, corre em busca de um autógrafo do seu ídolo é engraçada, mas repugnante também. Mesmo quando o protagonista se faz de guia turístico e conta a história do castelo Taj Mahal de forma hilária, nesta perpassa a ironia do diretor em relação ao monumento, considerado uma das sete maravilhas do mundo.

 

 

 

 Taj Mahal

 

 

 

O filme Quem Quer Ser um Milionário? concorreu a dez categorias e conquistou oito estatuetas. Foram elas: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor canção original, melhor trilha sonora, melhor edição, melhor mixagem de som e melhor fotografia. Cabe informar ainda, que as crianças protagonistas moram realmente em barracos de Mumbai. Não ficaram milionárias, mas ganharam do governo de sua região um apartamento após a vitória como melhor filme no Oscar.  

 

 

 

 

Parte do elenco no Oscar

 

 

Produzido a baixos custos para os moldes de filmes vencedores do Oscar, Boyle demonstrou como se pode construir boa história sem utilizar efeitos especiais e sem apelar para celebridades Hollywoodianas. No filme, o diretor soube como ninguém usar o “olho” da câmera para fazer o público enxergar o paradoxo social em que se encontra a Índia.

E tal dicotomia miséria x ostentação se aplica também ao sucesso de Cidade de Deus, de Fernando Meirelles. Coincidência ou não, os dois filmes tratam de crianças que vivem uma infância marcada pela miséria e violência urbanas. Outro recurso utilizado, além da câmera, foi a narrativa em retrospectiva.

Aqui o espectador atento perceberá que alguma mudança ocorreu na Índia desde que as crianças cresceram: a favela onde eles moravam foi extinta e no local ergueram prédios modernos.

E assim o bem vence o mal e o amor triunfará sempre. Um filme emocionante que vale a pena ver (de novo). 

 

 

Ficha Técnica:

 

Título Original: Slumdog Millionaire
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2008
Site Oficial:
www.quemquerserummilionario.com.br
Estúdio: Celador Films / Film4
Distribuição: Fox Searchlight Pictures / Europa Filmes
Direção: 
Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup
Produção: Christian Colson
Música: A.R. Rahman
 

 
 

Turismo: Europeando! Próxima parada Londres!

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

Durante um período de folga no trabalho de minha irmã, fizemos uma viagem de oito dias fora da Alemanha. Nosso destino? Londres e Paris. Saímos de Munique no dia 1º de janeiro de 2009, por volta das 10 e pouca da manhã. Nevando muito, arrastamos as malas pelas ruas da cidade até o trem que nos deixaria direto no aeroporto. Preferimos viajar de avião pela rapidez e preço. No final da tarde estávamos em Londres.

Assim que chegamos e achamos nosso hotel, que ficava numa rua só de hotéis na região entre as estações de Pimlico e Victoria, nos trocamos, pois tínhamos ingressos para um musical. Fomos para o Dominium Theather assistir ao espetáculo “We Will Rock You”, uma peça baseada nas músicas da banda Queen, que no final vira praticamente o show cover, mas lotado e bem divertido. Os fãs enlouquecem, valeu à pena.  

Esse foi nosso primeiro dia na cidade e as primeiras impressões foram as que todos comentam. Londres é cinza, escura. Chove ou serena bastante. Tem estrangeiros por todo o lado, como se fosse uma Nova York. E tem o metrô mais espremido que eu já vi. Antes de chegar, eu sabia que o metrô de Londres era chamado carinhosamente como The Tube. Mas, só quando a gente chega lá é que entende porquê. O metrô é como se fosse um tubo mesmo, um jogador de basquete, por exemplo, se tiver que ficar em pé perto das portas com certeza ficaria curvado. No início a sensação que se tem é de um local inseguro, por ser apertado e não muito limpo. Depois a gente começa a se acostumar.

Outro fato interessante sobre o metrô é que os acessos com escada rolante são somente os principais, e elas são enormes e profundas. Depois que você está circulando pelos corredores do metrô, quase nenhum acesso tem escadas rolantes. É tudo escada normal e muita escada. Raramente você vê idosos circulando. Já deficiente físico é praticamente impossível. Dizem que Londres é a capital dos jovens, talvez seja por isso. Os mais velhos não conseguem se locomover, a não ser de ônibus ou carro. Haja fôlego para trafegar com malas pesadas!   

Mas num ponto o transporte em Londres é bem positivo. Assim que chegamos ao aeroporto de Stansted, ao norte da capital, fomos a um guichê onde compramos bilhetes para andar por cinco dias na cidade em qualquer meio de transporte. E o preço, se não me falha a memória, foi 18 libras para cada uma. Um valor, em minha opinião, justo, já que poderíamos pegar metrô, trem, ônibus a vontade durante aquele período, dentro daquela região.

 

 

 

 London Eye

 

 

 

No mais, Londres é incrível. Há muita coisa para se ver. Nosso roteiro ficou em London Eye, aquela roda gigante que dá visão para toda a cidade, o Parlamento e o Big Ben, que só estão abertos para visita interna no verão, portanto, só vimos pelo lado de fora e é realmente muito imponente e bonito. Almoçamos e jantamos em um “pub”, termo clássico para os bares de Londres, e adoramos o ambiente. Meio escuro, comida boa, famílias inteiras, ou grupos saindo do trabalho, muito bate-papo com sotaque inglês, televisões e rádios ligados, bom atendimento e ótimo preço!

 

 

 

 

Parlamento Inglês e Big Ben

 

 

Para todo o lugar que íamos pegávamos o metrô ou andávamos um pouco. Os pontos turísticos principais não ficam muito longe um dos outros. Ao lado do Parlamento, do Big Ben, do Rio Tâmisa e bem próximo da London Eye, encontramos a famosa e sinistra Abadia de Westminster.

 

 

Abadia de Westminster merece um capítulo a parte

 

 

Quando chegamos à frente dela, a única coisa que sabíamos sobre o local é que uma parte do filme O Código Da Vinci tinha sido rodado ali. Sabíamos então que lá dentro veríamos o túmulo de Sir Isaac Newton, como aparece no filme. Pagamos 11 libras cada uma para entrar e valeu cada centavo. Este deve ter sido o primeiro e verdadeiro choque cultural e histórico que levamos durante toda a viagem. Até então, como brasileiras, só conhecíamos uma arquitetura recente, de 500 anos para cá. Na Alemanha vimos muita coisa antiga, mas é impressionante o que vimos lá dentro. A Abadia foi fundada em 960. Sim, 960 depois de Cristo. Pelas minhas contas então ela tem 1049 anos.

 

 

 

 Abadia

 

 

Antes de percorrer toda a Abadia, recebemos um aparelho que parecia um telefone celular. Ele era o nosso guia. Bastava apertar a tecla para o idioma, no nosso caso foi o português de Portugal, e seguir os comandos do aparelho para conhecer todos os detalhes de Westminster. Assim a gente ia andando e ouvindo ao nosso tempo, sem precisar seguir um grupo ou ter que ir de um lugar para outro rapidamente.

Sua arquitetura é gótica, muito escura, com vitrais coloridos que deixam a luz do sol entrar e iluminar pontos estratégicos. Muitas esculturas adornam o ambiente, além de madeira e peças em ouro. O seu maior valor são seus túmulos, não só o de Isaac Newton, mas os das rainhas Maria I, a Rainha Mãe Elizabeth I (falecida em 2002), de reis como Henrique VII e Ricardo II, de membros de famílias reais (irmãos, maridos e esposas, sobrinhos, netos, enfim...) e de grandes personalidades da história como Charles Darwin, Martin Luther King e o compositor Handel. Vimos também homenagens a Shakespeare e Winston Churchill.  A cada sepultura o turista contempla arte, riqueza e história.

É na Abadia que os reis e rainhas são coroados e também velados. É possível ver o trono real, da mesma idade da Abadia, esperando o próximo sucessor da coroa inglesa. A princesa Diana também foi velada lá, em 1997, mas não encontramos sua sepultura.

No local não é permitido tirar fotos. E ainda são feitos cultos religiosos em determinadas horas do dia, com direito a um coral de crianças que, por sorte, estava ensaiando no horário de nossa visita. Na saída ainda contemplamos um último túmulo, o do soldado desconhecido. Uma homenagem a todos os soldados que morreram na guerra. Nossa visita levou cerca de 3 horas.

 
 

Turismo: Passeando por Londres - parte 2

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

Charme de contos de fadas

 

 

Fomos duas vezes ao Palácio de Buckingham. No primeiro dia tiramos fotos até enjoar e no segundo, assistimos a troca da guarda real. Um espetáculo que reúne centenas de turistas em frente ao palácio e nosso dia não foi diferente, era gente do mundo inteiro e, logicamente, encontramos brasileiros.

 

 

 

 

Palácio de Buckingham - muitos turistas

 

 

Os soldados da rainha, estejam de cinza ou vermelho, são lindos. Da vontade de sair marchando junto. E eles estão modernos. A pequena banda de soldadinhos tocou trechos da trilha de Piratas do Caribe e clássicos como Além do Arco Íris.

 

 

 

 

Troca da Guarda

 

 

Ao redor do palácio podemos passear por dois parques, Green Park e St. James Park, ambos cercados por portões em preto e dourado enfeitando ainda mais a paisagem. Infelizmente, a visita interna ao palácio também só pode ser feita no verão. Então se você tiver como escolher a época do ano para conhecer Londres, já sabe. O único problema é que no verão chove muito mais na cidade, o que pode atrapalhar n hora das fotos. No meu caso, pegamos apenas alguns chuviscos e um pouco de neve. E com tanta informação, não me senti lesada por não ter entrado nem no palácio nem no parlamento.

Além do palácio visitamos também uma construção medieval chamada Torre de Londres, onde ficavam presos os piores bandidos da cidade lá pelo ano de 1200. Pontes elevadiças, criação de corvos, armaduras de cavaleiros e as jóias da coroa são os pontos altos do local. É de brilhar os olhos ver tantos diamantes e pedras preciosas nas coroas das rainhas e princesas.

 

 

 

 

Soldadinho na Torre de Londres

 

 

Ao lado da Torre de Londres podemos ver e visitar a Tower Bridge, a ponte clássica de Londres adornada em tons de azul e dourado. Muito bonita. Vemos também um contraste entre o antigo e o moderno, pois do alto do castelo, ou da ponte, dá para observar o centro de negócios de Londres, com prédios espelhados e de arquitetura ultra moderna.

 

 

 Tower Bridge

 

 

Fora do guia turístico

 

Até agora comentei sobre os pontos para visitar em Londres que aparecem nos guias turísticos, mas não resisto em contar sobre o que você não vê no guia e não pode deixar de vivenciar e conhecer.

Os carros em Londres são pequenos, os táxis são pretos e tem o formato de carros antigos. As ruas, com a mão invertida, fazem com que o turista dê boas gargalhas enquanto olha para todos os lados na hora de atravessar, mesmo lendo um aviso no chão que diz “olhe pra direita” ou “olhe para a esquerda”. Acredito que os avisos foram feitos para evitar acidentes. Só os ingleses mesmo. Custamos a nos acostumar com os motoristas do lado direito do carro, e quando nos acostumamos já estava na hora de ir embora, e aí, era aprender tudo de novo.  

 

 

 

Cabine de telefone

 

 

 

As cabines de telefone vermelhas saltam os olhos mesmo se o telefone lá dentro não funcionar. A cada parada de metrô ou esquina que vire você vai se deparar com um museu, uma galeria, um parque, um monumento, uma lojinha ou um restaurantezinho, que vai fazer você se sentir um europeu. Existem várias lojas que vendem chás com aromas mais do que diferentes. Louças com cara de “rainha” também são encontradas aos montes.

Uma coisa que você não deve deixar de fazer em Londres é descer na estação de Piccadilly Circus. Lá você vai encontrar a rua Regent Street e também a Oxford Street. Todas as marcas famosas estão nessas ruas. Tome um café com leite do Starbucks mais próximo e faça compras. É maravilhoso! No final do dia, lá mesmo você tem opções de lazer como teatros, cinemas, bares e restaurantes. Diversão não faltará!

 

 

 

 

Regent Street, compras!

 

 

Uma boa dica próximo a Piccadilly é o Hard Rock Café London, perto da estação de Hyde Park Corner. Além de um ambiente e comida deliciosos, você encontra roupas, guitarras e acessórios de Jimmy Hendrix, Bon Jovi, Elton John, John Lennon entre outros.

 

Curioso!

 

- Vimos mais italianos e indianos em Londres do que londrinos.

- O Mc Donald’s é a opção mais barata de refeição, apesar de os preços dos restaurantes não serem tão exagerados. (Esperem até a reportagem sobre Paris!)

- Em quatro dias em Londres, não conseguimos ver o bairro de Notting Hill, a Abbey Road (capa do álbum dos Beatles), o museu Madame Tussauds, o teatro Albert Hall e a St. Paul’s Cathedral. Vai ficar pra próxima.

 

Te aguardo em Paris!

Parabéns para...

 

 

 
 

Saúde: Nunca é tarde para se cuidar

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

O verão já foi. Mas você cuidou bem da sua pele? Assim como de costume, esse ano ele chegou com tudo, atingindo altas temperaturas em quase todo o Brasil. E, é justamente nessa época que devemos nos preocupar com doenças de pele, decorrentes do calor. Pra se ter ume ideia, de acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde, as consultas dermatologistas em ambulatórios aumentam cerca de 20% no período entre janeiro e fevereiro, em comparação com os demais meses do ano.

 

 

 

 

Em primeiro lugar na lista de doenças de pele, características do verão, estão as micoses, responsáveis por metade das consultas médicas. O aumento nas temperaturas e umidade cria o cenário ideal para a infestação da pele por fungos, principalmente entre os dedos dos pés e na virilha.

À primeira vista as micoses podem não parecer perigosas, já que causam inicialmente desconforto e coceira. Mas, não se pode tratar como algo banal. Quando mal cuidada, há o risco de infecção secundária. E esse tipo de lesão pode servir como porta de entrada para bactérias, que se alojam no tecido subcutâneo e levam a uma doença mais grave.

Em segundo lugar vêm as manchas causadas por exposição ao sol, marcando 30% dos atendimentos. Para evitar esse tipo de problema, o ideal é não se expor ao sol das 10h às 16h. Além disso, nunca deixar de utilizar protetor ou bloqueador solar.

Para completar essa lista, não podemos esquecer as queimaduras solares. Responsáveis por 20% das consultas, essas são as lesões mais perigosas nos dias de calor intenso. De acordo com a gravidade da exposição há o risco de evoluírem para melanoma, tipo de câncer de pele.   

 

Dicas:  

 

- Usar filtro solar adequado ao seu tipo de pele mesmo em dias nublados e quando se está debaixo do guarda-sol. Lembre-se: os raios ultravioletas refletem da água e na areia.

- Evitar a exposição ao sol  entre as 10h e às 16h.
- Secar bem os vãos entre os pés e a virilha.
- Permanecer o mínimo de tempo possível com roupas de banho molhadas.

 

 

 

Fungo na virilha pode provocar candidíase

 

 

Em dias mais quentes é comum transpirarmos bastante. Por isso o aconselhável é o uso de roupas frescas e arejadas. Quando se fala na região intima, o perigo aumenta ainda mais para as mulheres. O ideal é que se faça uma boa higiene feminina, com produtos específicos ou não. Além disso, deve-se evitar ficar muito tempo com o biquine molhado, para o caso do surgimento de fungos e bactérias.

Um dos problemas mais comuns nas mulheres, em situações como essas, é o surgimento da Candidose ou Candidíase Vulvovaginal. Ela consiste na proliferação de fungos no meio ambiente vaginal, levando ao aparecimento de sintomatologia.

 

 

 

 

 

Os fungos podem ser encontrados como saprófitas (não causando doença) no ecossistema vaginal. Neste caso estão em equilíbrio com os mecanismos de defesa do hospedeiro. A diminuição de tais mecanismos, ou o afluxo de maior quantidade de fungos pelo relacionamento sexual, pode levar à proliferação e aumento na concentração deles.

Em tal situação passam a ser causadores de patologia, com conseqüente aparecimento de sintomas. O fungo mais encontrado é a Candida Albicans, embora possam surgir outras espécies. O sintoma mais freqüente é o prurido genital, geralmente intenso e acompanhado por corrimento esbranquiçado. Os sintomas exacerbam-se no período pré-menstrual.

O tratamento para combater a candidíase é feito à base de cremes antifúngicos, em geral de 3 a 7 dias. Em casos mais resistentes, deve-se fazê-lo por via oral. Na suspeita de que o parceiro também tenha a doença, este deverá ser tratado.

Além disso, é apropriado tratar as causas da doença para evitar as recidivas. Fazer uma dieta especial, preparada em conjunto com médico e nutricionista, ajuda a recuperar a saúde e reconstruir o sistema imunológico.

 

 

Formas de prevenção

 

- Usar sabonete neutro, em banhos diários, preferencialmente mais de um banho por dia no verão.

- Usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída.

- No contato sexual, usar preservativo. É aconselhável fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.

 

 

Pele Hidratada, pele saudável

 

 

            O verão acabou, mas nem por isso você deve deixar de lado sua pele.  No outono, o tempo costuma ser quente durante o dia e dar uma esfriada à noite. Por isso, nada de deixar de lado hidratantes, naturais ou não. É chegada a hora de preparar sua pele, para quando o inverno chegar.

O uso regular de produtos específicos ajuda a manter a pele macia e hidratada. O banho quente e o excesso de sabonetes acabam removendo excessivamente a barreira protetora da pele, facilitando seu ressecamento. A secura da pele é resultado da diminuição de água na camada córnea (a camada mais superficial) e provoca uma descamação anormal.

 

 

 

 

 

A pele costuma perder água para o meio ambiente, quando em baixa umidade do ar. Esta água é reposta pelas camadas mais profundas da pele. Mas, quando transpiramos muito, não há hidratação. Por isso é tão importante a ingestão de água, em quantidades adequadas, para manter pele e organismo bem hidratados.

O uso de líquidos na pele, como borrifar soro fisiológico para hidratá-la, por exemplo, praticamente não é eficaz. A não ser quando se aplica um produto que impede a evaporação da água para a atmosfera. Geralmente de base oleosa ou siliconada, ele atua como um lubrificante. Por isso é tão recomendado o uso de um bom hidratante, de preferência após o banho.  

Lavar o rosto com água fria antes de deitar, à noite, é super recomendado. Dormindo com a pele limpa, o descanso noturno permite que a secreção natural da pele produza a barreira de gordura que a protege. Se necessário, aplique cremes hidratantes adequados ao tipo de pele para complementar esta hidratação, ao acordar. A maioria dos hidratantes resulta da mistura de água, óleos e um agente emulsificante. Um agente que ajude a manter em equilíbrio esta mistura.

As pessoas com pele mais oleosa, devem preferir hidratantes com óleo em água, mais fluidos e com base livre de óleo. Ou seja, que tenham lubrificante siliconado. Este é encontrado nos produtos comercializados como livres de óleo e /ou não comedogênicos. Eles não causam a formação de cravos. Já as pessoas de pele mais seca devem preferir hidratantes com água em óleo e lubrificante a base de óleo mineral, petrolato (vaselina) ou lanolina.

Os hidratantes podem ter perfumes, preservativos e outras substâncias como os alfa-hidróxi-ácidos (ácido glicólico e lactato de amônio) e também filtros solares. É importante que se escolha um produto adequado ao seu tipo de pele, região do corpo a ser hidratada e clima.

Nas regiões de clima frio e seco, é maior a necessidade de hidratação da pele. Não se pode usar um mesmo hidratante na área da face e dos calcanhares. A face é rica em glândulas sebáceas, que produzem o lubrificante natural da pele. Enquanto que a planta dos pés é desprovida naturalmente destas glândulas.  

O certo é procurar um bom dermatologista, para que ele indique o hidratante ideal. Lembre-se, além da pele hidratada ser agradável aos olhos e ao toque, a hidratação é importante para mantê-la sempre saudável.  

 
 

Malu - Retrato de uma mulher

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br

 

A socióloga Malu é uma mulher que acabou de sair de um casamento frustrado e optou pelo divórcio, em uma época que mulheres separadas sofriam muito preconceito. Na bagagem a filha Elisa, adolescente que viu sua vida sofrer um turbilhão provocado pelo antes e depois da separação dos pais.   

Essa é a sinopse da série Malu Mulher, nosso perfil desse mês, sucesso exibido na TV Globo entre os anos de 79 e 80, que trazia algo novo para a teledramaturgia ao abordar a vida de uma mulher recém separada. No roteiro, suas dificuldades, tristezas e é claro, alegrias, enfrentando um mundo preconceituoso e machista, na virada dos anos 80. Além de polêmicas e novas visões sobre a mulher, a família e a sociedade.

 

 

 

 

 

  

Mas por que ao invés de falar sobre uma pessoa, o escolhido foi uma produção? Porque Malu não apenas revolucionou a televisão brasileira, como uma leva de mulheres que se identificaram com a sua história. E mais, buscaram na Malu da ficção, a Malu na vida real. Aquela que tem medo sim, de errar, amar, dizer não... Mas, mais ainda de não errar, amar e dizer não. 

 

 

Começar de novo

 

 

Criada por Armando Costa, Lenita Plonczynska, Renata Palottini e Euclides Marinho, a série foi exibida entre 24 de maio de 1979 e 22 de dezembro de 1980 e teve direção de Denis Carvalho, Daniel Filho e Paulo Afonso Grisolli.

Em seu episódio de estreia – Acabou-se o que era doce, o tema abordado foi o processo de separação de Malu (Regina Duarte) e Pedro Henrique (Denis Carvalho). Brigas, a insegurança da filha Elisa (Narjara Turetta) e a evidente desarmonia no lar compuseram o episódio. 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro ano do seriado mostra as dificuldades de Malu na tentativa de se virar sozinha, conseguir manter a casa e sustentar a filha. Já no segundo, Malu está mais amadurecida e consegue um trabalho fixo num instituto de pesquisa. Ali se inicia uma nova fase, onde ela está pronta para recomeçar a vida afetiva.  

Malu Mulher foi exportada para 55 países e ganhou vários prêmios internacionais, entre eles o Ondas 79, da Sociedade Espanhola de Radiodifusão e o prêmio Iris 80, da Associação Americana de Programadores de Televisão.

 

 

 

 

 

 

Curiosidades:  

 

- Daniel Filho revelou em seu livro - Antes que me esqueçam, que teve a idéia de fazer o seriado após assistir nos EUA o filme Uma mulher Descasada, de Paul Mazursky.

 

- O nome de Marília Pêra chegou a ser cogitado para o papel principal, mas desde o início Daniel Filho queria que o mesmo fosse de Regina Duarte.

 

- A socióloga Ruth Cardoso, ex-primeira dama do Brasil, participou de uma reunião de criação do seriado e chegou-se a conclusão de que Malu seria socióloga. Por indicação dela, a equipe de pesquisa foi até a Unicamp - Campinas, que na época era o Pólo em Sociologia no Brasil.

 

- Graças ao sucesso da série na TV, a Globo lançou em Dezembro de 79 o especial musical Mulher 80. Com direção de Daniel Filho e apresentação de Regina Duarte, o programa reuniu números musicais e depoimentos de cantoras brasileiras. O foco principal era a atuação feminina na Musica Popular Brasileira.      

 

- A música Começar de Novo foi composta por Ivan Lins e Vítor Martins especialmente para o seriado. Maria Bethania chegou a ser convidada para interpretá-la, mas não aceitou. Coube a Simone, que na época ainda não tinha uma grande projeção, dar voz a canção. Com o sucesso da série no exterior, a música ganhou regravações de Barbara Streisand e Sarah Vaughan.  

 

- O primeiro episódio foi reapresentado no Festival 20 anos, em junho de 85. No Festival 30 anos, alguns episódios foram reprisados durante uma semana, em março de 1995.

 

 

Polêmicas:

 

 

- No episódio De Repente, Tudo Novamente, exibido em 7 de junho de 79,  Malu  protagonizou o primeiro orgasmo da televisão brasileira. Na cena em que se relacionava com Mário (Paulo Figueiredo), a câmera focalizou a mão da personagem abrindo como se estivesse sofrendo espasmo. Na mesma história, Malu ingeriu uma pílula anticoncepcional.

 

- Na semana seguinte, no episódio Ainda não é a hora, a personagem Jô (Lucélia Santos) faz um aborto numa clínica clandestina. Foi o próprio Boni quem autorizou a equipe de produção a ousarem mais nos episódios.

 

- Segundo Daniel Filho o programa começou a sofrer muita censura. Uma dessas foi em Até Sangrar, episódio escrito por Manoel Carlos, que debatia a questão da virgindade. Na ocasião perguntava-se a Malu se doía, e ela respondia: “Dói, mas só até sangrar”. Ainda de acordo com o diretor, devido às constantes mudanças no roteiro, a cada programa Malu acabava assumindo uma personalidade diferente.

 

Fontes: Wikipédia

               Site Teledramaturgia

 
 

Moda indiana à Caminho do Brasil

 

  Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

Quem freqüenta as principais ruas de comércio popular do Rio de Janeiro vê a quantidade de lojas de produtos importados da Índia, e sabe que, não é de agora que temos um grande número de adeptos e simpatizantes dessa cultura mística.

 

 

 

 

           

           

            A forma de vida oriental desperta a atenção por seu colorido, sua força e sua resistência à imposição do nosso modo de vida. A religião, as danças, a meditação já são consagradas por tranqüilizarem e ajudarem a repor a tranqüilidade perdida no stress cotidiano, mas o vestuário até então era visto como um acessório diferente sem compor um traje inteiro.

            A história mudou quando a maior emissora do país resolveu investir na produção de uma novela na qual as principais personagens são indianos. E, até mesmo no núcleo brasileiro, existem as personagens que mesclam suas vidas com a inspiração da cultura indiana.

 

 

 

 

           

           

            O resultado já era previsto, mal a novela foi ao ar e a moda indiana virou febre nacional (tudo bem que a modelagem já vinha se firmando, como é o caso das batas largas, os bordados e as calças saruel). Propagação em massa de informações que antes eram distantes. Agora os deuses têm sentido e são respeitados por quem nem sabia do seu significado.

            Enfim, a cultura indiana é rica e majestosa. Modismos a parte, os centros holísticos, academias com aulas de yoga e dança indiana e principalmente, as lojas de roupas e acessórios estão comemorando o sucesso da telenovela, que além de inserir os trajes e costumes à nossa realidade, também conta com uma história de proibições e paixões que têm cativado os telespectadores e mantido a audiência elevada.

 

 

Vestindo essa moda

 

            Bom, pretendo dar dicas práticas e nada de explicar o que é o como se usa um sári, essas informações estão por toda a parte, e sim explicar como aplicar ao dia-a-dia sem parecer mais uma personagem.

 

 

 

 

           

             

             As calças ou bermudas saruel ficam lindas com regatinhas. Por serem confortáveis, podem ser usadas com sandálias rasteiras e colares grandes. À noite procure as de tecidos mais delicados e brilhosos, que podem ser usadas de salto alto.

            As batas, geralmente ricas em bordados, merecem ser o único de destaque do visual, sendo combinada com calça jeans ou legging, sapatilhas ou sandálias rasteiras.

 

 

 

 

           

           

             As bolsas super coloridas e bordadas, assim como os acessórios mais volumosos, devem ser combinados as composições mais simples, para dar uma alegria ao nosso rotineiro básico de cada dia.

 

 

 

 

           

             Jóias detalhadas e ricas merecem destaque em uma produção para noite, em um elegante vestido ocidental ou em um tubinho clássico.  

 

 

 

 

 

           

           

            Decorar a casa com os adornos indianos também está em alta, mas a minha dica fica para aqueles que consomem o que está em voga, sem pesquisar os significados do que estão levando para si. Antes de sair com uma camisa com a estampa de Ganesh, por exemplo, saiba quem ele foi e se você o reconhece, assim como os indianos, como um deus.

 

 

 

 

 

E mais, ao acender um incenso pense em quais energias você está emanando ou se só quer um aroma no lar. Não sou contrária a ninguém aderir à religião, mas gosto de separar religião. Acho respeitoso com a cultura dos outros e com a nossa.

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