Editorial

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br

 

De volta aos anos 80

Olá,

 

antes de começar a apresentar nossas matérias, não posso deixar de ressaltar o prazer que foi para mim fazer essa edição. Há tempo que estava com vontade de falar sobre o tema, mas ao planejar pautas, pesquisar os assuntos, escrever, editar... Nossa, foi um processo tão gostoso de aprendizado e recordações.

Ao final de tudo, só me resta agradecer o desempenho de toda a equipe e pedir desculpas, pois para mim, como editora, sempre resta a sensação de que algo ficou faltando. E mais, aproveito o espaço para um agradecimento especial. Obrigada ao Fabrício Falcheti, meu editor no site NaTelinha, pelo apoio dado em meus momentos de estresse.

Agora, convido você a mergulhar no tempo e entender um pouco mais o que foi os anos 80. Vamos lá!!!

A década de 80 ficou marcada pela redemocratização, graças ao fim da ditadura. Tais fatos acarretaram mudanças no campo da música, cinema, TV, moda e comportamento. Pensando nisso, o Espetaculosas resolveu voltar no tempo e relembrar o que de melhor nós herdamos dessa geração.

Se vamos homenagear os anos 80, nada mais justo do que traçar o perfi dessa década. E é isso que você vai encontrar no texto divertidíssimo de nossa redatora Fernanda Barbosa.

Já na seção comportamento, Maria Oliveira revela de onde vieram as influências dos jovens dessa geração. Em ah, fala sério.

Uma das marcas dos anos 80 foi a cultuação ao corpo através da dança. Um dos ritmos presentes nas academias era o Jazz. A dança se popularizou, ao ser mostrada nas telonas, através de títulos como Flashdance e Bete Balanço. Eu e Roberta Marassi revelamos um pouco mais sobre essa atividade em mexa-se.

A geração saúde saiu das academias direto para as passarelas. A moda era composta por malhas coloridas, ombreiras, lenços, jeans, tênis e muita maquiagem. Atributos que deram aos jovens “oitentistas” o título de geração cafona. E esse é o tema da coluna de Roseane Marassi, nossa consultora de moda. Confira em Prêt – à – Pôrter.

O Cult essa ideia desse mês está recheado, afinal pode-se dizer que os anos 80 foi a década da cultura. O cinema ficou marcado por lançar uma nova geração de atores e diretores. É dessa época também que vieram líderes de bilheteria, como os títulos destinados ao cinema Teen. Além das trilogias de maior sucesso da história. Entre elas, Star Wars, Indiana Jones e De Volta para o Futuro. Já no campo da música, destaque para a consagração de artistas nacionais e internacionais, com o início do Pop-Rock e do New Wave. E ainda o “Rock in Rio”, o maior festival de rock da década.

Não esqueça de conferir: Apesar de muito novinha, Juju conta o que extraiu da geração 80 para sua vida; A charge de Zé Luiz traz de volta um ícone dessa época e os nascidos no mês de abril. Entre já!

Bjs e até a próxima!

Taty Bruzzi

Editora

 

P.S 1. Em virtude de nossa edição especial, a série de Carolina Andrade à Europa deu uma pausa e volta no próximo mês.

P.S 2. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut. Dá um pulinho lá e faça parte dessa turma. Nós estamos esperando! http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760

P.S 3. Assim como todos os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

Histórinhas da Juju

 

 

Delicioso saudosismo



               Ah, os anos 80! Como é comum toda geração de jovens adultos tende a relembrar com nostalgia a década em que foram crianças ou adolescentes. E atualmente isso está acontecendo com a, um dia já difamada, época.

              Diferente do que possa parecer, isso é algo totalmente fabuloso porque nos faz desenterrar coisas boas que não chegamos a conhecer bem, aprendemos a rir de erros passados (quem não tem uma foto com ombreiras, cabelos armados e maquiagem excessiva?) e nos ajuda a criar boas memórias para podermos contar aos filhos e netos. Podemos até dizer que tudo isso voltou à moda, um tempo depois, e como foi legal.

              Eu particularmente não vivi a época, mas nasci num período em que tudo ainda estava muito latente, portanto adoro toda essa lembrança... Até porque não há como negar que foram anos divertidos, mesmo com os problemas que existiram. Passando do vestuário exagerado e brega, indo pelas músicas dançantes e marcadas pelos sintetizadores, a maior parte das coisas serve como um divertimento sem limites, até mesmo para os mais jovens.

              Muito do que gosto hoje em dia, principalmente na música, foi brutalmente influenciado por esses dez anos, que se estendem até os dias atuais como uma década brilhante, divertida e cafona. Se fosse uma pessoa, certamente a abraçaria e agradeceria por tantos momentos bons que causou e eu tenho certeza de que muitos fariam o mesmo!

              Dica para quem quiser saber mais: Almanaque anos 80, da editora Ediouro, escrito por Luiz Andre Alzer e Mariana Claudino. É um prato cheio de informações!


Até o mês que vem.

Beijos,

Juju.

Charge

 

 Zé Fernandes - chargista warbrj@yahoo.com.br

 

Parabéns para...

 

 
 

A Década de 80 é uma Madonna

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Porque, meu bem, igual a você... não tem!”

 

                Aí, eu suspirei: a chefa me dá a pauta “anos 80” e pede que eu descreva o perfil desta senhorita balzaquiana...sim, pois independente de você ter “estado” com esta moça entre os seus pueris 9 aninhos ou ter saído para a balada com ela quando já estava com seus 20, esta Década teimosinha e cheia de vida é como a nossa performática cantora Madonna: malha daqui, estica e alonga acolá, respira novos ares (mais poluídos, por sinal) e, mesmo achando uma gracinha a nova onda, ainda dá um baita caldo, não pensa em envelhecer tão cedo e nem tão pouco deixar de animar as festinhas mais descoladas da cidade com seus hits (da minha amiga Década, fique claro) carismáticos, engraçados e super populares.

 

 

                Principio dizendo que a Década de 80 foi minha baita amiga de infância, fique bem claro. Brincávamos juntas quando o assunto era Balão Mágico e bonecas Suzi, adorávamos comer gamadinho e o tio-avô dos waffles, o Mirabel (o de limão era meu favorito, mas o da Década era o de morango), jogávamos batalha naval sempre que podíamos e víamos Sítio do Pica-Pau Amarelo com a sensação que nunca veríamos algo mais legal...

 

 

                Para meu irmão e seus amigos, a Década era a parceria perfeita para grandes aventuras: festas americanas regadas a Cebolitos e Baconzitos (e olha que TODO MUNDO pedia para não levar biscoito!), uma azaração bem constrangida de canto de olho e salão, sem contar com o advento do walkman, que embalava a característica mais legal que ela tinha e que seria a mais duradora da Dé (olha a intimidade...): as músicas, xará.

 

              

                 Quem é ser humano, hoje, se não se acabou de dançar com a Dé ao som de “Eu dei, eu dei”(sic) – mais conhecida como “ Domino Dancing”, do Pet Shop Boys (naquela época, eu, Dé e mais um monte de gente não era preconceituosa e nem sabia direito o que era “bicha”, termo feio e pejorativo para a maioria dos maiores amigos musicais da Dé, que ela foi descobrir depois.

 

 

               Atire a primeira pedra quem JAMAIS desejou, junto comigo e com a Dé, seja em que idade fosse, entoar “Será?Só imaginação...Será?... que nada vai acontecer...”Duvido! Hoje tem um monte de gente (incluindo você, chefinha) que acha nosso falecido amigo Re-rê Russo e sua banda um saco, mas que eles foram os MAIORES incentivadores da Dé ter tido alguns primos-irmãos no cenário social e musical atual, sem contar o quanto eles ganharam de dinheiro para eles e para os amigos que se aproveitavam por fora da Dé.

 

 

               E os hits que eram uma sensação só? A Dé A-MA-VA a Blitz, e Armação Ilimitada só era sucesso porque estava na companhia da Dé, esta menina ingênua que ansiava (ainda) por uma liberdade (que mais tarde se mostrou excessiva e fez com que ela acabasse engravidando e parindo uns filhos bem ruinzinhos) maior, porque hoje Juba e Lula não seriam páreo para a “Malhação”(...da vida alheia...).

 

 

               E quem seria Michael, o Jackson number 5, se a Dé não tivesse promovido ele e a careteira pop-“almost-virgin” (alguém acreditou que ela era, no primeiro clip, com vestido cafona de moça de casa de conveniência e pinta sensual no canto da boca?) mais conhecida da atualidade por andar “pegando” uns rapazinhos?

 

  

 

              Tá, a Dé tinha uns tiques nervosos que realmente fizeram bem em ficar para trás (ninguém aguentava mais o jornal O Dia pingando sangue e pornografia em suas páginas e matérias de capa – a nova geração acha mesmo que este jornal sempre foi assim, tão apresentável?- bem como não se suportava mais gravar fita cassete e apagar fita cassete para liberar mais espaço para o som maneiríssmo que rola, assim como era um POOOOOORRE ouvir “isto é Tremendo, isto é Tremendoooo” - sem falar no “Não se reprima, não se reprimaaaa”....ai!!! que irritavam toda santa hora nas rádios Am e Fm, salvo quando eram ou a Rádio Cidade “uuooooo”- hoje você conhece ela como Oi Fm - ou a Transamérica, ou a “maldita” Fluminense Fm).

 

 

               Ela tinha uns defeitinhos, mas é ainda a melhor companheira de lembranças inocentes (podem ser pesadas também), dos sonhos idealistas que um dia a juventude politizada deste país desejou para o futuro (pena que eles desejaram também ganhar dinheirinho às custas destes sonhos e acabaram virando, em sua maioria, uns burocratas corruptos), ainda é a referência musical, teatral, televisiva e emocional de boa parte da galera dos inta, enta e enta II, sem contar que desperta curiosidade e bastante admiração de uns meninos mais novinhos, que tal e qual nosso Jesus brasileiro, ainda babam por esta senhora tão misteriosa, tão mágica, querendo saber como é que ela podia fazer feliz um pessoal que não tinha Orkut, nem MSN, nem computador próprio (nem nenhum PC), nem celular, nem Big Brother, um pessoal que não DAVA beijo de língua no primeiro encontro (o resto, então...uhn!) e que corava só de ouvir falar em gravidez. Como ser feliz sem tanta coisa “boa”?

 

 

               Mas a Dé ficou para trás, como tudo que um dia é bom para uns, ótimo para outros, inesquecível para tantos, ou apenas mais uma para a maioria. Para mim, particularmente, ainda somos baitas amigas, e pretendo que continuemos assim porque ela, de certo modo, me conforta quando penso que com ela de companhia o mundo ainda era mais inocente, se desejava o bem coletivo sem a hipocrisia própria do ser humano, os desajustados continuavam sendo apenas pessoas necessitadas de um pouco mais de atenção, a Educação do país era aplicada por modestas pessoas que pretendiam sorrir com os resultados obtidos, e não lucrar com eles.

              A Década de 80 foi a época em que vislumbramos nossos futuros como Humanidade, mas por alguma razão e por causa de algum misterioso motivo que acelerou a maioria dos desejos em menos de outra década, nossa Atualidade se tornou aquela tia-avó moribunda, incômoda e que nos constrange, que nos faz viver de recordações e saudosismos a cada suspiro dado. 

 
 

E o sonho não acabou...

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br  

 

                    Falar dos anos 80 significa ouvir ecos deixados pelas duas décadas anteriores a esta, para entendermos o que de fato influenciou esse período cultural a que chamam híbrido O termo empregado sintetiza a mistura de conceitos trazidos por movimentos relacionados à música, à moda, ao cinema e às várias manifestações artísticas que caracterizaram essa década.

                    Nos Anos 60, o comportamento hippie e as artes psicodélicas dão o tom da juventude que, aos poucos, adere ao modo de ser soturno e agressivo do punk ou ao estilo colorido, descompromissado e hedonista na onda da discoteca e da música pop.

                    Já os anos 70 trouxeram, além da efervescência da discoteca, os filmes de catástrofe, os primeiros passos do hip-hop e a música eletrônica, o auge e a morte do rock progressivo e um vestuário que deu uma identidade toda particular para a época. Foram fatos, movimentos e estéticas que ajudaram a esquecer definitivamente as utopias da década de 60 e a lançar as bases do que seria a vida a partir dos anos 80.

                    Logo no começo da década de 80, novas tecnologias de comunicação e de entretenimento aproximaram culturas e mudaram estilos de vida e formas de fazer negócios.. Essas inovações tecnológicas, junto principalmente com a música, a moda e o cinema, ajudaram a cultura pop a se consolidar como um fenômeno global e dominante nesse período.

                   No setor de entretenimento, o filme De Volta Para o Futuro, a trilogia que tornou Michael J. Fox um astro, no papel do adolescente Marty McFly que viaja para o passado e para o futuro na tentativa de melhorar sua família, é uma coletânea de símbolos dos anos 80: da moda dos tênis Nike à onda do skate.

 

 

                  O visual do jovem mudou nessa década. Os cabelos encaracolados e longos, tão comuns nos anos anteriores, cedem lugar ao estilo mullet usados pelos cantores e músicos. O corpo ganha importância e a cultura das academias de ginásticas pegam carona no vigor de Madonna. O uso de peças de roupas esportivas entram na moda juntamente com as ombreiras e as sobreposições de peças, um dos subgêneros do pop-rock oitentista, são exemplos dessas características visuais que diferenciaram os anos 80.

                 No Brasil, a onda das trilhas sonoras das novelas enriqueceram indústrias fonográficas (como a Som Livre) lançando vinis, em cujas capas estampavam a foto do ator ou atriz principal da trama. Assim, qual adolescente não gostaria de ter em sua discoteca particular a jovem Cláudia Raia posando de corpo inteiro num minivestido vermelho ( novela Sassaricando), ou aquele homem completamente nu na capa de “Brega e Chique”?

 

 

                 Na carona das capas que vendiam discos vinha o “Xou da Xuxa” e “O Balão Mágico,” embalando a criançada da década de 80 com músicas que se transformaram em clássicos de festas da galera miúda. Quem não se lembra de “Amigos do Peito” cantada por Simony, Jairzinho e com participação especial de Fábio Júnior? Mas a rainha dos baixinhos arrasava com “ Ilariê”, fazendo pequenos e grandinhos sacudirem o corpo sem parar.

                 Nos anos 80 a moda se transformou em profissão lucrativa. Por conta disso, a televisão realizava o imaginário da época e revelava rostos e corpos bonitos em novelas que faziam a cabeça dos espectadores. A novela Top Model (1989), por exemplo, tinha na trilha sonora a música “Passarela Nova Era” que traduz bem o espírito dessa década que se encerra com a abertura política no Brasil.

 
 

Saúde e Esporte: Solte o corpo, a imaginação e deixe a dança fluir

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

                 Havia uma época em que se a criança não havia iniciado no Ballet bem pequena, para compensar o jeito era ir fazer Jazz. Se você se inclui nessa lista e acredita essa ser uma das lembranças mais prazerosas da sua infância e adolescência, eu te convido a tirar aquela velha polaina do armário e dançar.

 

 

                O Jazz era uma atividade muito presente entre a geração anos 80. Estava em evidência nas academias, escolas e principalmente no cinema. Muitos foram os que sonharam em entrar para o musical Fama (por favor não vão confundir o filme com o programa da Globo), roeram as unhas no teste da mocinha de Flashdance, torceram pela heroína Bete Balanço ou ainda deliraram com o corpo todo musculoso de John Travolta em Os Embalos de Sábado a Noite Continuam.  

                 Filmes como esses só aumentaram o interesse das meninas e o número de alunas nas academias. Eu mesma dancei por um bom tempo e confesso, apesar de ter sido uma tentativa frustada de suprir minha não entrada no Ballet, a atividade fez bem ao meu corpo, convívio social e mais ainda, à minha mente. Além de aumentar ainda mais minha paixão pela dança, cinema e musicais.

 

 

                 Essa atividade tem raízes populares e é originada dos Estados Unidos, junto com o próprio ritmo jazz. Considerada uma importante forma de expressão artística, o Jazz recebeu influências de diversos estilos e princípios técnicos do Ballet e dança contemporânea.

                 Algumas de suas variações são chamadas de Modern Jazz Dance, Soul Jazz, Rock Jazz, Jazz de Rua e Free Style, entre outras. Vale lembrar que, o Jazz sempre foi muito divulgado em cinema, televisão e espetáculos da Broadway. Hoje encontram-se facilmente diversas companhias de dança do gênero espelhadas por aí.


No cinema:


- All that Jazz- o show deve continuar
- Billy Eliot
- Carmem
- Dança Comigo
- Dirty Dancing
- Greese
- Fama
- FlashDance
- Hair
- Isadora
- Sob a Luz da Fama

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

A história do Jazz

 

                  A origem do Jazz veio através da cultura africana, já em solo norte-americano, a partir da segunda metade do séc. XVII, quando chegaram os primeiros navios negreiros no Sul dos Estados Unidos. Os primeiros passos foram dados pelo negros. Num movimento de libertação, pintaram os rostos de branco e aos poucos foram se expressando em palcos espalhados pelos Estados Unidos.
                 A dança mesmo só foi descoberta aproximadamente no ano de 1902. Assim como a música jazz e o blues receberam influência dos ritmos africanos, dos cantos religiosos e da música em voga na Europa, na época. O Jazz sofreu inúmeras influências originando muitos estilos que enriqueceram o acervo dessa dança enquanto manifestação corporal do homem.

 

Curiosidades da dança Jazz

 

  • No Jazz, principalmente na fase de aquecimento e parte principal, a técnica clássica é trabalhada com a finalidade de se melhorarem, definirem e ampliarem os movimentos.

  • O Jazz - Dance tem em comum com a dança moderna, a predominância do trabalho na posição de pernas e pés paralelos; Com a africana, especialmente o uso de todo o tronco com movimentos que refletem uma enorme mobilidade das costas;  Já com a dança indiana, o trabalho de isolamento dos diferentes segmentos corporais.

Dicas

                 Ficou interessado e deseja saber mais sobre essa dança? Para que você possa mergulhar cada vez mais nesse universo tão mágico e fascinante, veja abaixo uma lista de livros interessantes sobre o tema. O que você está esperando? Aproveite!

Na estante: 

 

- A Dança. Klaus Viana, Siciliano, 1990.
- A Educação pela Dança. Paulina Ossona, Summus, 1988.
- História da Dança. Maribel Portinari, Ed. Nova Fronteira, 1989.
- História da Dança, evolução cultural. Eliana Caminada, Sprint 1999.

- História da dança no Ocidente. Paul Bourcier. Ed. Livraria Martins Fontes, 1987.
- Os Ritmos da Alma, o movimento como prática espiritual. Gabrielle Roth. Cultrix, 1997.
- Pequena História da Dança. José Faro, Jorge Zahar Ed, 1986.

 
 

Onde está você geração 80?

 

 

  Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

 

                 Acredito que bem guardada para ser devidamente revisitada em doses moderadas. A década de 80 continuou impondo a liberdade dos jovens sendo de forma mais agressiva do que na década anterior. O trio sexo, drogas e rock and roll era o slogan que retratava a forma de diversão daquela juventude. Por outro lado, também vimos à era saúde principalmente nas classes mais altas, se preocupando com cirurgias plásticas e hábitos de fazer exercícios físicos.

               O vestuário, como sempre, acompanhou todas as mudanças da sociedade. Os jovens, em sua maioria roqueiros, trajavam roupas de couro, muitas peças pretas, acessórios prateados, além de itens sensuais e os teoricamente perigosos. As mulheres usavam minissaias e meias arrastão. Um estilo que ficou mundialmente divulgado pela cantora Madonna, com os sutiãs que apareciam mesmo quando eram usados sem blusa para cobri-los. E itens como soco inglês, correntes pontiagudas e pesadas, os jeans propositalmente rasgados e símbolos, como as caveiras, incrementavam o estilo.

 

 

               As mulheres adultas já consideravam que o glamour nessa época estava nas ombreiras e nas mangas bufantes, saias lápis ou calças cintura alta justas. Os acessórios também eram grandes em dourado ou prateado. E o traje de academia ficou popularizado com roupas super justas e bem coloridas, combinações como verde e rosa em nuances forte faziam parte dessa geração. O corte de cabelo também era com volume e produtos para “armá-los” ainda mais.

              Enfim, a década do over passou a ser vista até com certa repulsa quando terminou, principalmente nas lembranças de quem era criança na época e fica com aquela atmosfera em seu álbum de recordações. Mas ainda assim, pontos da moda dos anos 80 estão sempre aparecendo como tendência, basta identificá-los e usá-los situando a década somente para inspiração em trajes atuais.

 
 

Cultura: Os melhores anos do resto de muitas vidas

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

             Quando o Espetaculosas resolveu fazer uma edição em homenagem aos anos 80, logo me veio à cabeça lembranças agradáveis da minha infância e pré-adolescência. Afinal, é dessa década que extraí minhas influências em relação a arte e cultura.

             Cinema, música, TV... O acervo de sucessos que surgiram na década de 80, ou tiveram seu auge nessa época, é tão rico que muitos ainda se mantém no topo, em termos de popularidade. Quantas foram as bandas que fazem sucesso até hoje? Sem contar os filmes que, mesmo sendo produções do século passado, ainda possuem o dom de encantar muita gente. A ponto de ganhar remakes, como foi o caso de Star Wars (1999).

             E ainda as séries e desenhos, que saíram das telinhas para conquistar as telonas, como As Panteras, O Incrível Hulk, Transformers e as trilogias de Batman e Homem Aranha.

             É por isso que agora eu convido você a pegar “carona nessa calda de cometa” em direção a Viagem ao Mundo dos Sonhos e relembrar, ou conhecer, tudo de bom que os anos 80 trouxe para a minha, a sua e muitas gerações. Além de entender porque essa época merece tantas comemorações.  

 

A era de ouro do cinema adolescente

 

              Música, cinema, videogames e a globalização da cultura Pop fazem dos anos 80 uma época nostálgica, mesmo para quem não viveu aqueles tempos. Aos jovens brasileiros a década trouxe ainda um clima de liberdade, conquistada graças ao final da ditadura militar (1985) e todo seu processo de redemocratização. 

               No cinema, a hegemonia dos filmes “teens” rendeu muitos clássicos como Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco (1985) (ambos de Howard Deutch), Os Goonies (Steven Spielberg, 1985), Conta Comigo (Stephen King, 1986) e Negócio Arriscado (Paul Brickman, 1983). Nesse último, o até então desconhecido Tom Cruise interpreta um jovem estudante que aproveita uma viagem dos pais para andar no Porshe da família e faturar uns trocados, transformando sua casa em bordel. O filme é emblemático dos valores que a década trouxe. Uma juventude mais pragmática e menos ideológica, que faz da busca por sexo e dinheiro um ideal de vida sem nenhum constrangimento.

 

 

               Tempos mais tarde, Tom Cruise iria se consagrar definitivamente como o personagem Maverick, em Top Gun – Ases Indomáveis (Tony Scott, 1986). Entre as imagens clássicas dos anos 80, não podemos esquecer do piloto de caça da Marinha norte-americana, com seus óculos escuros (Ray Ban) e jaqueta de couro, em cima de uma moto Kawasaki Ninja 900. Aliás, muitas garotas vão concordar comigo. Nunca se viu Tom Cruise tão gato!!! Destaque ainda para o hit “Take My Breath Away”(Berlin), tema romântico de Maverick e da instrutora Charlie Blackwood, interpretada por Kelly McGillis.

                No mesmo ano o diretor John Hughes faria outro líder de audiência teen denominado A Garota de Rosa-Shocking, O filme, baseado na história de uma garota pobre que se apaixona por um jovem rico, retratou muito bem a moda e o comportamento adolescente da década. E o que é melhor, com direito a uma trilha sonora que incluía composições de New Order e Echo & The Bunnymen.

                Mas, entre os sucessos que simbolizam o espírito da década e mostram a força do cinema para adolescentes, o título de “clássico maior” com certeza pertence ao filme Curtindo a Vida Adoidado (John Hughes, 1986). Nele Mathew Broderick interpreta o adolescente Ferrys Bueller, que mata um dia de aula para vivê-lo como se fosse o último de sua vida. E em grande estilo, já que estava a bordo de uma Ferrari anos 60 e acompanhado do melhor amigo e da namorada. Destaque para a cena da parada na rua, em que ele invade um carro alegórico e comanda o desfile ao som de “Twist and Shout”, dos Beatles.

 

 

 ET telefone minha casa



               A era do cinema para adolescentes que foi os anos 80 também trouxe à tona as superproduções de diretores como Steven Spielberg, Robert Zemeckis e George Lucas. A começar pela saga do arqueólogo, aventureiro e professor nas horas vagas Indiana Jones, que teve os três primeiros episódios na década: Os Caçadores da Arca Perdida (1981), O Templo da Perdição (1984) e A Última Cruzada (1989).

              Entrando na era da ficção, tivemos as idas e vindas no tempo de Marty McFly e do cientista Emmett Brown em De Volta Para o Futuro, que aconteceram entre os anos de 85 e 90. E o grande legado de Guerras nas Estrelas, que também ajudou a consolidar a hegemonia do cinema teen com as seqüências O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno do Jedi (1983), e colocar o inimigo Darth Vaider no clã dos vilões mais temidos da história.

              No começo da década, dois clássicos de Francis Ford Coppola – Vidas Sem Rumo (1982) e Rumble Fish (1983) – abordaram os dramas da adolescência e lançaram uma nova geração de jovens atores como Tom Cruise, Ralph Macchio, Emílio Estevez, Matt Dillon, Nicholas Cage e Rob Lowe.
Como nem só de cinema para adolescentes foi feita a década de 80, a produção de filmes cultuados pelos estúdios de Hollywood nunca esteve tão em alta. Títulos como Blade Runner – O Caçador de Andróides (Ridley Scott, 1982) mudaria o rumo das ficções científicas nas telonas. Além disso, o diretor Brian de Palma lançaria dois clássicos do cinema contemporâneo: Scarface (1983) e Os Intocáveis (1989).

               A onda dos mangás começaria a conquistar o mundo com a animação meio cibernética, meio punk de Akira (Katsuhiro Otomo, 1988). E mais, David Lynch com Veludo Azul (1986), Spike Lee com Faça as Coisas Certas (1989) e Jim Jarmusch com Stranger Than Paradise (1982) e Down By Law (1983) mostraram a força de um cinema independente e alternativo, em relação aos padrões hollywoodianos.

 

 

               Além disso os anos 80 foi a época em que mais se criou personagens populares, seja por sua simpatia, seja pelo medo que causaram. Seguindo a linha de O Exorcista (1973), filme que marcou para sempre a vida de Lynda Blair no papel de Regan MacNeil, quem não se lembra de Carol Anne – Poltergeist (1982), Jason Voorhees - Sexta-Feira 13 (1980), Michael Myers - Halloween (o primeiro filme foi lançado em 78, já o segundo em 82) e Freddie Krueger - A Hora do Pesadelo(1984)?

              Porém, nenhuma personagem caiu mais na graça de crianças e adultos do que o simpático “etezinho” do filme ET – O extraterrestre. Mais uma produção do genial Steven Spielberg, o longa foi lançado em 1982 e entrou para a história do cinema como o primeiro a superar a casa dos 700 milhões de dólares de faturamento, nas bilheterias de todo o mundo.

 

 

               Para finalizar, o Brasil não ficou de fora da onda pop-rock e lançou um cinema também focado no público adolescente. Pelas mãos de Antônio Calmon tivemos Menino do Rio (1981) e Garota Dourada (1984). Já Lael Rodrigues foi o responsável por Bete Balanço (1984) e Rock Estrela (1986). Produções que revelaram o estilo de vida da juventude carioca, embalados pelos sucessos da nova música jovem no país.

 
 

Cutura: Repertório de uma geração que de inútil não tinha nada

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

                 Eles podiam não saber escolher presidente, responder por si próprio e muito menos escovar os dentes, mas se tem algo que a geração de artistas dos anos 80 sabia, era fazer música. A década de 80 foi responsável por uma verdadeira revolução no mundo da música pop-rock-metal-punk-new wave. Isso mesmo, nunca se viu tantos gêneros reunidos de uma só vez. E, no meio de toda essa miscelânea, quem saía ganhando eram os jovens.

                Os ingredientes responsáveis pela diversidade de estilos presente na década de 80 foram a herança do punk e a ascensão comercial da canção pop. No rock, a fase pós-punk trouxe ainda a modernidade da new wave, um dançante rock eletrônico, e as novas variações do heavy metal, que iam do melódico aos rápidos riffs de guitarras do trash metal.

                Já no estilo pop, a versão mais adocicada e suave do rock, Michael Jackson e Madonna reinaram por absoluto. Seus sucessos trouxeram à tona a influência da black music, da nascente cultura hip hop, ecos da disco music (anos 70) e também uma pitada de rock. Nesse mesmo campo, ainda, tivemos o surgimento de nomes como Cindy Lauper, Prince, George Michael e A-HA.

 

 

               A aproximação entre o pop e o rock ficou evidente em vários estilos de sucesso nos anos 80. Bandas como Talking Heads, B-52’s, Blondie, The Police e Devo misturaram elementos presentes no punk, com influências de estilos mais sofisticados e dançantes. Entre eles o reggae, a disco music e a música eletrônica.

               Além da new wave, as influências da música eletrônica alcançaram grupos que fizeram um rock bem mais dançante, como as canções românticas interpretadas por Duran Duran e Culture Club, ou o pop-rock eletrônico de Soft Cell, Depeche Mode e New Order.

 

 

                Mesmo os gêneros mais radicais, como o hard rock e o heavy metal, tiveram uma fase pop nos anos 80. Com um som bem mais meloso que o de costume, Bon Jovi, Van Halen e Poison emplacaram uma mistura de rocks e baladas sentimentais, com um visual “glam rock” (ou glitter rock) dos anos 70. Por outro lado, distantes da influência pop, bandas como Kiss (surgida em 73), Anthrax e Metallica radicalizaram com uma sonoridade cada vez mais acelerada e pesada.

 


No Brasil é chegada a hora de colocar a boca no microfone



                A década de 80 foi muito importante para a música jovem brasileira. Sua renovação ocupou o espaço deixado pelos gêneros Tropicália e MPB, e o pop-rock passou a expressar, através de suas canções, sentimentos referentes a nossa juventude.

               Graças a redemocratização, que proporcionou liberdade de expressão e renovação cultural, novas bandas vindas de grandes cidades como São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre e Salvador, ajudaram a enriquecer o mercado fonográfico nacional.

 

 

                Nascia ali nomes como Legião Urbana, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Capital Inicial, Biquine Cavadão, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens (mais tarde apenas Kid Abelha), Blitz. Lobão e os Ronaldos, Nenhum de Nós, João Penca e seus Miquinhos Amestrados e Ira!, entre muitos. E que revelaram novos e talentosos compositores brasileiro como Cazuza, Renato Russo, Arnaldo Antunes e Leoni.


 

Eu sou Free


                Além das bandas já citadas, onde a maioria permanece no mercado até hoje, outras personalidades da música tiveram mais do que seus 15 minutos de fama. Nomes como Metrô, Dr. Silvana e CIA, Kid Vinil, Sempre Livre e Rádio Táxi, caíram no gosto do público por conta de sua irreverência, e embalaram muitas festinhas.

                Entre as mais escrachadas, destaque para o Ultraje a Rigor. A banda, comandada por Roger, surpreendeu ao intitular sua geração como INÚTIL e revelar que, o que os jovens da época mais queriam na vida era SEXO. Hoje, apesar de nem sempre estar em evidência, de vez em quando reaparece na mídia ou nas chamadas Festa Ploc – eventos em homenagem aos anos 80 que reúne, em um único show, vários artistas da época.



Geração Coca-Cola



                Éramos tão jovens e por isso, consequentemente, livres. E assim se fez o sucesso da música “oitentista”, que sobreviveu graças a nostalgia dos adultos, que curtiram aquela época, e ainda da curiosidade dos jovens que não a vivenciaram.

                 Porém, o principal mérito daquelas canções, comprovada pelas regravações de músicas e redescoberta de artistas dos anos 80, é que tanto o pop-rock nacional, como o internacional, produziram um repertório de canções que continuaram a se identificar com o sentimento das gerações que vieram a seguir.

 
 

Cultura: Anos 80, bem vindos a Cidade do Rock!

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

               No campo musical a década de 80 foi um arraso! Uma mistura de ritmos e culturas invadiu o mundo fazendo a festa para os DJs que já animavam as baladas. E tinha realmente de tudo, de Elba Ramalho e Caetano Veloso, a Michael Jackson (com o hit imbatível de Thriller) e Tina Turner. Bandas de rock de garagem como Legião Urbana, Ultraje a rigor, Engenheiros do Hawaii, Titãs e RPM estavam no seu auge, assim como personalidades extravagantes internacionais como Boy George, Lionel Richie, David Bowie, Whitney Houston, Paula Abdul, Prince e Billy Idol. Bandas importantes tiveram início nos anos 80, como Duran Duran, U2, A-ha e Dire Straits. E o samba também foi homenageado nessa época com a inauguração do sambódromo no Rio de Janeiro, em 1984.

               Pra reafirmar que a diversidade musical pode ter começado nos anos 80, é interessante lembrar que foi nesse período que a música eletrônica entrou em cena. O mundo conhecia a “dance music” e o “hip-hop” pela primeira vez e gostava! E os ritmos ficaram ainda mais populares quando logo no início da década, em 81, foi criado o canal de televisão mais polêmico e divertido da rede Americana, a MTV. Era uma nova era, a era dos vídeo clips.

 

 

               Em meio a toda essa transformação no ramo da música, houve um fato que estremeceu todo o mundo e traz até hoje memórias felizes em muita gente, principalmente àqueles brasileiros que viveram a experiência. Em 1985 o Brasil sediou o maior festival de música até então visto na América Latina. Eram abertos os portões da Cidade do Rock, e tinha início a primeira edição do Rock in Rio!

               As informações sobre esse festival são realmente impressionantes. Uma pena eu ter somente 3 anos de idade quando tudo aconteceu. Ainda bem que pude, pelo menos, participar da terceira edição! (Um pequeno desabafo da autora da coluna!).

 

 

              Mas analisem comigo: o Rock in Rio teve 10 dias de duração, de 11 a 20 de janeiro. O local tinha 250 mil metros quadrados, organizado especialmente para receber o festival, e contava com 50 lojas divididas em dois shoppings centers e duas grandes redes de fast food, além de um palco de 5 mil metros quadrados, o maior até então.

 

 

              E os números continuam na casa dos mil. Para cada dia de apresentação o público variava entre 30, 200 e até 300 mil pessoas. Para os fãs de heavy metal, um dos dias mais esperados foi justamente o que abriu o Rock in Rio. Com o público recorde de 300 mil pessoas, no dia 11 de janeiro subiram ao palco Queen (o show teve transmissão ao vivo da Globo e ainda foi gravado. O resultado você pode conferir hoje em dia, num super DVD ao vivo da banda), Iron Maiden, Whitesnake, Pepeu Gomes e Baby Consuelo, Erasmo Carlos e Ney Matogrosso.

 

 

              Nos dias subseqüentes compartilharam também o mesmo palco astros como James Taylor, Rod Stewart, Rita Lee, Ozzy Osbourne, Scorpions, Nina Hagen, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, AC/DC, Yes, Barão Vermelho, Blitz, George Benson, Al Jarreau, Elba Ramalho e Moraes Moreira, entre outros. Estima-se que o público para todos os dias foi de 1.5 milhão de pessoas. O equivalente a cinco festivais Woodstock de uma vez só.

 

 


Outras curiosidades


- Segundo um site americano de pesquisa, foram consumidos cerca de 1,6 milhões de litros de bebida, servidos em 4 milhões de copos de plástico. Um recorde também foi batido no quesito alimentação, 58 mil hambúrgueres foram servidos pelo Mac Donald’s em apenas um dia de show. No total foram 900 mil hambúrgueres e 500 mil fatias de pizza nos 10 dias.

 

- Curiosidades também no palco! O cantor Bruce Dickinson da banda Iron Maiden cortou a testa depois de jogar a guitarra para o ar. Segundo fontes, o corte foi profundo, mas ele continuou cantando com sangue no rosto como se nada tivesse acontecido. A banda Iron Maiden também fez uma outra “gracinha”. Eles começaram o show à exatamente 2 minutos para a meia noite, numa menção ao sucesso da época “Two minutes to midnight”. Levando os fãs ao delírio.

 

- Disparidades, Nina Hagen não teria recebido um centavo pelo show que fez. Enquanto Queen recebeu cerca de 600 mil dólares pelos dois shows que realizou.

 

- Lembram-se de Carlinhos Brow reclamando do público jogando copinhos de plástico contra ele, na última edição do Rock in Rio no Brasil (em 2001)? Na edição de 85 a banda Kid Abelha sofreu com o público arremessando pedras contra o palco. No dia seguinte ao show deles, Hebert Vianna teria pedido a platéia que comparecesse somente aos shows que realmente gostassem.

 

- Os Rock in Rios foram criados e produzidos pelo empresário Roberto Medina. Além da edição de 85, ele montou edições em 91 e 2001, também no Rio de Janeiro. Em seguida, Roberto Medina resolveu produzir os festivais fora do Brasil. Já houve três em Portugal e um na Espanha. Todos foram de muito sucesso. Uma nova edição em Portugal parece ter sido confirmada para 2010, enquanto isso os fãs do Brasil esperam a promessa de um Rock in Rio 4, em 2014.

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