Editorial

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

Ne me quitte pas 

Olá,

as pautas para essa edição foram definidas em abril. Com a boa aceitação de nossos leitores em relação as edições temáticas, tivemos duas sugestões. “Especial mês das Noivas” e “O ano da França no Brasil”. Como ambas as sugestões eram válidas, e prometiam ótimas edições, optamos por seguir a cronometragem natural. Ou seja, em maio falar sobre as noivas e deixar a França para junho, já que não perderia o “time”.

Com o trágico acidente do Airbus 447, da Air France, chegamos a cogitar descartar a ideia inicial, pois não queríamos parecer mórbidos e muito menos oportunistas. Pensamos muito em relação a isso, a ponto de adiarmos nosso deadline habitual. Mas, acabamos decidindo seguir em frente. E é isso que convido você a fazer agora. Siga-nos e descubra tudo que os franceses trouxeram de bom para a gente. Vamos lá?!

Você sabia que nem só de moda, perfume e Torre Eiffel vive a França? Há mais influências em nossas vidas, vindas das terras francesas, do que podemos imaginar. Pensando nisso, as irmãs Marassi se reuniram e listaram apenas alguns modismos que, segundo elas, vieram para ficar. Em Prêt – à – Pôrter.

 Não dá para falar da França sem falar em seu maior símbolo de poder. Isso mesmo, o perfil escolhido por Maria Oliveira para estampar a edição desse mês é ela, a Torre Eiffel.   

O ano é da França no Brasil, mas você sabe o por quê? De acordo com o “Lado B” de Fernanda Barbosa, tudo começou... Para saber mais e tirar suas próprias conclusões, não deixe de conferir a coluna ah, fala sério.

Com certeza você já deve ter ouvido falar sobre o Kitesurf. Agora surpresa mesmo vai ser descobrir que, quem criou esse esporte foram dois franceses. É o que eu revelo, na seção mexa-se.

Na seção turismo, a série “zooropeando” com Carolina Andrade está de volta! Ela já desvendou os mistérios da Alemanha, apresentou as belezas da Inglaterra e agora, vai te levar para nossa grande homenageada. Vamos dar um pulinho até a França?

Logo depois, em cultura, Fernanda Barbosa conta porque é apaixonada pelo cinema francês. Então, O Cult essa ideia está ou não especial?

E mais: Juju não se esqueceu que em junho comemoramos o dia dos namorados. Confira sua coluna, em que ela ressalta como a França é um dos países mais românticos do mundo; Veja também como temos celebridades nascidas nesse mês. Entre já!

Bjs e até a próxima!

Taty Bruzzi - Editora

P.S 1. Nossa equipe lamenta o ocorrido com o vôo 447 da Air France e se mostra solidária aos familiares das vítimas.  

P.S 2. O chargista e aniversariante do mês, Zé Fernandes, tirou licença. Por isso, não participou dessa edição. Assim como ele, nossa equipe vai entrar em recesso. Estaremos de volta, e com novidades, a partir de agosto. Aguarde!

P.S 3. Não se esqueça de deixar seu recado no blog e entrar em nossa comunidade, no Orkut – http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=45603760   

P.S 4. O Espetaculosas também está no twitter. www.twitter.com/Espetaculosas   

P.S.5. Assim como todos os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

Histórinhas da Juju

 

Sous le ciel de Paris

 

O amor é lindo, não? E ainda mais no Dia dos namorados... Que dirá na França! Tudo bem, por lá a data é comemorada em fevereiro, mas nada nos impede de sonhar em pleno junho, afinal estamos na terrinha verde e amarela.

            Sempre quando vejo filmes ou ouço músicas francesas, é impossível não me imaginar apaixonada, com um lindo conterrâneo de Luis XIV, num café ao ar livre regado a chocolate quente... Vale incluir aí ser na década de 50, pois sou simplesmente louca por Paris dessa década! Talvez essa seja a imagem romântica mais difundida no ocidente e convenhamos, é simplesmente divina!

            Conheço gente que faz planos de lua-de-mel ou viagens aleatórias, em busca do amor pela França. Isso sempre me faz pensar: por que isso? O que tanto atrai o desejo de milhões de pessoas? Até hoje não entendi e acho que nunca descobrirei o real porque disso... Mas, é até melhor assim. Afinal, um bom mistério só intensifica o clima de romance. Um daqueles parisienses e pra lá de chiques, rs.

            Mas caso você não tenha recursos para tal viagem, faça do seu caso de amor um “affair d'amour” por aqui mesmo e seja feliz com sua cara metade, porque o amor é muito mais do que uma imagem idealizada e perfeita até os mínimos detalhes. Aliás, quem foi mesmo que disse: a verdadeira perfeição tem de ser imperfeita? Essa pessoa é um gênio... E um apaixonado, com toda certeza.

 

Beijos e lembrem-se, não importa a língua: "Tout ce qu'il vous faut, c'est l'amour"! (Frances). “All you need is love"! (Inglês). “Tudo o que você precisa, é amor”! (Português). 

 

PS: Sugiro a música que dá nome ao título. Muito bonita e a letra traduz com perfeição a aura maravilhosa da Cidade Luz.

 
 

O modismo que veio da França

 

  Roseane Marassi - Consultora de Moda freakzinha@hotmail.com

    Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

1 - pão francês: baguete

2 - queijos: Camembert e Auvergne

3 - champanhe: Laurrent - perrier

4 - sobremesa: Crème Brulée

5 - perfumes: Chanel nº5 e Bourjois 

6 - prato a base de feijão: Cassoulet

7 - prato a base de abobrinha em conserva: Ratatouille

8 - estilista: Coco Chanel

9 - moda: unha francesinha

 
 

Uma senhora Torre

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br  

 

Para registrar sua passagem pela Terra, o homem foi cada vez mais aperfeiçoando a técnica e a arte de eternizar algum fato historicamente importante. Por conta dessa vontade de materializar suas conquistas, desenvolveu a escrita, a pintura, a escultura, a arquitetura, a fotografia, e por aí vai. Assim, cada povo, a seu modo, foi deixando rastros e monumentos colossais espalhados pelo mundo todo, que acabaram se transformando em  pontos turísticos dos mais visitados. Nesse rol de maravilhas se encontra a Torre Eiffel. 

 

Construída para a exposição universal em comemoração ao centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel foi inaugurada a 31 de março 1889. Coube ao engenheiro Gustave Eiffel a responsabilidade de projetar o monumento em 1884, mas sua edificação só começou em 1887 porque, na época, muitos intelectuais questionaram a finalidade da obra. Por conta disso, apesar de sua estrutura colossal (7.300 toneladas), previa-se sua demolição após a exibição. Graças ao bom senso do povo parisiense, e ao seu uso para estudos meteorológicos e radiofônicos, a Torre não foi ao chão. Totalmente salva, a "Dama de Metal" recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano.

Inicialmente a Torre Eiffel tinha 312,27 metros. A partir da instalação das antenas transmissoras de canais parisienses, no seu topo, a Torre passou a medir 324 metros de altura, com 352 projetores de 1000 watts para iluminá-la. Para manter a centenária Dama em forma, a "Sociedade Nova de Exploração da Torre Eiffel" contrata obreiros acrobatas que, a cada sete anos, pintam sua estrutura metálica usando cerca de 50 toneladas de tinta.

 

 

A Torre possui três plataformas. O acesso pode ser feito por escadas, se o visitante estiver disposto a subir 1652 degraus. Felizmente, um sistema de elevadores também foi instalado, o que democratizou seu uso. Na primeira plataforma se encontra o elegante restaurante Jules Verne, com vista deslumbrante de Paris. Mas, se o turista quiser desfrutar de uma excelente cozinha francesa, é bom ficar atento para o preço das refeições. As porções são calculadas em grama e quando vem a conta, tem-se a ideia de que foi cobrada  em arroba. Mesmo assim, a concorrência por esse lugar é grande, logo é necessário fazer reserva com antecedência.

            Entre as outras atrações da Torre, um pequeno museu de cera em que figura seu criador, o engenheiro francês Gustave Eiffel e um cinema, que relata sua história. Por falar em cinema, a destruição da Torre Eiffel é tema de um filme que leva os Comandos em Ação à telona. O longa tem direção de Stephen Sommers (Van Helsing) e será lançado mundialmente em 7 de agosto, pela Paramount Pictures.

Portanto, ficção ou não, enquanto a senhora Torre estiver erguida majestosamente no Campo de Marte, ao lado do Rio Sena, sempre será interessante visitá-la. Afinal, é o marco da Revolução Francesa, que inspirou a outros países buscarem a Liberdade, Igualdade e Fraternidade tão sonhadas. 

 
 

Lado B: O Ano da França no Brasil

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

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“A França no ano que o Brasil retribui”, “O ano em que a França é celebrada no Brasil”, “O Brasil e a França que não se conhecem”... Diversos títulos me vieram à mente para abrir esta simpática matéria sobre o que se convencionou chamar de “O Ano da França no Brasil”. Não que eu seja hostil à França, au contràire, tenho certeza inabalável que minha última encarnação foi nos dourados campos de alguma cidade florida francesa, que bem poderia ser Avignon ou Bourgogne (não, eu não queria ter nascido em Paris), e amo a cultura, a arte, os perfumes e o cinema franceses... A-M-O.

O propalado “Ano...” corresponde a uma gentileza das políticas internacionais onde em 2005 o Brasil foi o homenageado da vez na França. Portanto, não há como negar a diplomacia agradável e a iniciativa culturalmente simpática no movimento inteiro. Agora, e perdoem-me os mais singelos, nobres e elevados espíritos de leitores, e colegas que acham esta e outras iniciativas “únicas”, como Rio2016, “Anos...” de diversos países aqui no Brasil sendo agendados e programados, e outros eventos que não necessariamente possuem um contexto histórico, e disto infelizmente eu não posso fugir, porque como professora de História sei que o que falta ao brasileiro classe média, alta, baixa, econômica, artística, ou qualquer outra classe, é saber História.

 

As pessoas não perguntam mais: “Mas por quê?” E é esta assustadora passividade sem perguntas e uma indiferença blasé, que escondem uma sincera ignorância dos fatos, é que geram os palhaços do Senado, dos Ministérios, estas pessoas que agem de má-fé e completa indecorosidade, apenas aproveitando o fato de que o brasileiro não se pergunta o motivo de nada, e odeia as aulas de História que tentem ensiná-lo a pensar e questionar os fatos.

Por que fizemos o Pan se nem tentamos reativar de verdade os Pam’s da Saúde? Por que a corrupção virou apenas motivo de bate-papo entre amigos? Por que a violência é assustadoramente imparcial na hora de atingir o cidadão? A História, vos afirmo, teria respondido ANTES suas perguntas. E, para evitar me alongar demais, pois sou prolixa e assumo (outra coisa que eu acredito que, em tempos de agilidade e rapidez, mesmo assim, faz falta- longas explicações. Em alguns casos, evitam certos erros), afirmo aqui, com todo o respeito: Amo a França e seus costumes, tenho absoluta certeza que um dia fui bretã, os seus perfumes me entontecem de tão bons, seus filmes e atores/atrizes são belos e talentosos de fazer corar um dalit, a cidade-luz é tuuuuudo de lindo.

Um espetáculo visual e artístico, quer você seja sensível ou não, quer seja você conhecedor do porque atrás de cada arquitetura ou não, você certamente se emocionará ao avistar a Catedral de MontMarte ou a de Montserrat ou ao ver o correr tranqüilo do Rio Sena e a esplêndida arquitetura do Palácio de Versalhes, com seus bidês de ouro, mas saber a História por trás da construção de tudo aquilo, ou mesmo se indagar porque homenagear a França não é só indispensável, é absolutamente preciso.

 

Cada vez mais as pessoas festejam, se encantam, se comovem. Cada vez mais as pessoas ficam tristes com o coitado do Diego Hypólito, que não tem patrocínio de ninguém (agora tem, ele e a irmã assinaram com o banco mais PAC-gracinha do Brasil, a Caixa Econômica) e cada vez menos pessoas param de se perguntar se o Hypólito já comeu suas “mínimas” três refeições por dia, se ele estudou bem e até que série, se o César Cielo por acaso, coitado, já deixou de ser atendido ou diagnosticado com virose. Ou então cada vez menos se importam em ser tão passivas, com o fato de haver um circuito inteiro para exaltar um país amigo, enquanto o brasileiro do Rio não sabe e nem conhece o que é uma “carpideira”, e nem de que cantão do país vem este termo, a menos que a Andréa “Grande Família” Beltrão, junto com a Marieta”um-dia-fui-srª Buarque” Severo (e não quero demonstrar desrespeito, adoro o talento de ambas) encenem uma peça no Teatro da LAGOA...

Sim. Sou francesa por afinidade. Pudesse falava francês e fazia biquinho todos os dias, e passaria tardes deliciosas admirando os museus. Mas enquanto eu falar EM português-brasileiro DE brasileiros PARA brasileiros e tantos quantos outros queiram ouvir, eu ainda vou preferir saber por que o mundo está acabando e por que todo mundo só lamenta muito?    

 
 

Esporte: A onda que veio da França

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

Quem disse que francês não pega onda, não conhecia o kitesurf. O esporte que consiste num voo do atleta sobre a água, puxado por uma pipa, foi criado por dois franceses e está cada vez mais conquistando adeptos pelo mundo.

O kitesurf é um esporte relativamente novo e sem muito mistério. Uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, que virou opção para os praticantes desses esportes em dias onde as condições do tempo não estão favoráveis.

Seu equipamento é basicamente a pipa, feita do mesmo material utilizado na fabricação da asa-delta, e a prancha, que pode ser tanto uma especial para sua prática, como também a velha conhecida do surf.

 

 

 

 

 

 

 

 

Qualquer pessoa pode se tornar um kiteboarder (nome que se dá a quem pratica essa modalidade), sendo fundamental apenas estar acompanhado de um instrutor. O esporte é praticado no mar, em lagos e até represas. Com ventos fortes ou fracos, pois a aerodinâmica da prancha facilita o voo nas diversas condições de vento. Porém o ideal é seguir a mesma temática do windsurf, quanto mais vento, menor a área. E mais, por se tratar de uma atividade perigosa, na hora de velejar é importante manter a distância de pelo menos 100 m de banhistas e embarcações.  

Em suas competições, cada bateria é composta de dois atletas que disputam, entre si, a classificação para a próxima fase. Aquele que avançar direto da 1ª fase, aguarda o campeão da repescagem para a decisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

As manobras utilizadas no esporte são uma mistura das feitas no surf, wakeboard e windsurf. Quando adaptadas, criam novos conceitos e nomes. Mas, o princípio é o mesmo. Costuma-se apresentar três tipos de manobras: transição, de salto e as feitas na onda. E para cada uma dessas, existem termos e pontuações diferentes.

As de transição consistem nas mudanças de direção feitas pelo atleta. Com uma manobra desse tipo, o kiteboarder muda a direção que estava seguindo.

Já as de salto são feitas no ar, o que as tornam visivelmente mais bonitas. Para se ter ideia, já foram registrados saltos de até sete segundos. Não é a toa que dizem ser nesse tipo de manobra, que o kiteboarder voa literalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim, as manobras feitas na onda. Geralmente essas são adaptadas do surf e o grau de dificuldade costuma ser alto. Há um risco maior de queda, e nesse caso o atleta tende a se enrolar nas linhas da pipa.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil oferece uma grande vantagem aos atletas de kitesurf, graças aos seus 8.000 km de costa e ao clima, que permite a prática do esporte durante o ano todo. Os locais mais procurados por aqui são Nordeste e o litoral paulista, com destaque para o Ceará e Ilhabela. Já tivemos campeonatos em Porto de Galinhas, Porto das Dunas, Praia do Coqueiro e Barra da Tijuca.

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora os principais picos mundiais são Coche Island (Venezuela), Fuerteventura (Ilhas Canárias), Tarifa (Espanha) e Bélgia (República Dominicana).

Em 2000 foi criado o Kiteboard Pro World Tour, primeiro Circuito Mundial de Kitesurf. O campeonato passou por países como Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. O francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble, se tornaram os primeiros campeões mundiais da modalidade. Tinha que ter um francês no meio!  

 

Como surgiu o Kitesurf

 

O kitesurf moderno (que se pratica hoje) foi inventado pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoix, que eram navegadores, surfistas e windsurfistas. Em 1984 eles desenvolveram uma pipa com câmaras de ar. Quando infladas, o ar não escaparia delas, permitindo que fossem erguidas novamente da água toda vez que caíssem, sem precisar da ajuda de ninguém.

A partir do momento que sua criação foi patenteada, eles começaram a participar de regatas internacionais de velocidade com esquis aquáticos.

O invento mesmo só foi desenvolvido entre os anos de 85 e 86. E a partir de 1993, as pipas começaram a ser comercializadas.

Algumas tentativas de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelo, esquis, esquis aquáticos, entre outros, foram surgiram ainda na década de 80. Uma delas pelo suíço Andréas Kuhn, que levantava da água sobre uma prancha similar à de wakeboard, impulsionado por um equipamento de parapente. Ele foi o primeiro a saltar, a grandes alturas, com ventos fracos. O feito foi transmitido pela TV européia. 

 

 

Uma curiosidade

 

 

Dizem que antes da invenção feita pelos irmãos Legaignoix, o kitesurf já existia. Há rumores que apontam a China como o lugar de origem das pipas, há mais de dois mil anos. Elas ajudavam a navegação de barcos e o transporte de materiais pesados de construção.

 
 

Turismo: Ahh... Paris! A terra do romance e do luxo, certo? Uhm... Por pouco, quase não foi!

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

A primeira impressão que tivemos de Paris foi a pior possível. Já tínhamos passado pela Alemanha, onde tudo é limpo e com cara de novo, e em Paris tudo era velho, escuro, havia pichações em muros, me lembrava o Brasil em alguma coisa. O metrô e o trem, a neve que caía forte, as ruas escorregadias, o nosso cansaço da viagem longa, o céu nublado, tudo parecia desmanchar a imagem linda que tínhamos da cidade. Para completar, encaramos a má vontade dos recepcionistas do hotel e da vendedora do ticket para o transporte, que nos fez pagar duas vezes o valor da passagem. Pagamos caro por não falar tão bem o francês. Ou quase nada!

Mas, felizmente, depois de comer o pior crepe da França para matar a fome e de cochilar um pouco para recarregar as baterias, fomos jantar com amigas na Champs Élysées. E aí tudo mudou. A neve tinha parado, o metrô que era estranho passou a ser cultural.

Pegamos a linha amarela, a mais antiga da Europa, que passa por pontos como o Arco do Triunfo e o Louvre. Descemos na estação George V sem saber o que iríamos encontrar. E quando estávamos nos últimos degraus da escada (haja pernas!), tivemos a visão mais linda e sentimos pela primeira vez o clima francês. Eram as árvores iluminadas da Champs Élysées. Elas brilhavam em azul e branco, e a extensão da avenida era enorme. Terminei o último degrau da escada, olhei em frente e lá estava o arco do triunfo. “Estamos em Paris!”, eu e minha irmã dissemos quase juntas!

 

 

 Arco do Triunfo - Champs Élysée

 

Daí em diante foi só alegria. Andar pela Champs Élysées, mesmo sem dinheiro, é um luxo só. As calçadas são largas e as vitrines das lojas são maravilhosas, tais quais a Regent Street, em Londres. Jantamos num restaurante italiano chamado Bistrô Romain e comemos o que pra nós vai sempre ser o melhor Creme Brulee da frança.

Nessa mesma noite, depois do jantar, voltamos para o hotel onde planejamos rapidamente o que faríamos no dia seguinte. Afinal, eram apenas mais dois dias em Paris. Tínhamos que ser estratégicas. 

 

O primeiro dia!

 

Depois de um café da manhã delicioso, com panquecas, queijos e manteigas francesas, fomos para a Sacré Coeur, a igreja do Sagrado Coração, que fica no alto do bairro de Montmartre. Para chegar nela você tem que subir uma escadaria fora do comum, ou pegar um elevador que mais parece um bondinho. Com neve e escorregando, não dá pra subir a pé, certo?! Como nosso ticket do transporte pagava a entrada do bondinho, subimos.  

 

 

 Vista da Sacré Coeur

 

 

A basílica é maravilhosa, por dentro e por fora. A vista de Paris, lá de cima, também é incrível. Não é permitido tirar fotos no interior da igreja, mas conseguimos, discretamente, gravar o áudio das freiras cantando durante a missa. Celestial!

Da basílica, descemos algumas ruazinhas para pegar o metrô e andar mais uma, ou duas estações, a caminho do Moulin Rouge. Tínhamos que pelo menos ver o teatro. O espetáculo custava 90 euros pra cada uma, no assento mais barato. Então ficou para uma próxima. Mas, não deixamos de comprar suvenirs na lojinha ao lado do teatro.

 

 

 Moulin Rouge

 

 

Almoçamos por lá mesmo e partimos em direção a outra igreja, a famosa Catedral de Notre Dame. A arquitetura é totalmente diferente da Sacré Coeur, mas é tão maravilhosa quanto. A quantidade de turistas também é grande e obviamente encontramos brasileiros. Nessa hora, são fotos pra todo lado, e acabamos trocando ideia com pessoas de várias partes do mundo.

A Notre Dame é a maior igreja que vimos em toda a viagem. Ao contrário da Sacré Coeur, pudemos tirar fotos dentro da Catedral. O interessante das duas igrejas é que ambas tem um altar central grande, com os bancos à frente, mas em volta existem corredores que levam a outros pequenos altares e capelas. A mais impressionante delas, em minha opinião, é a capela de Nossa Senhora, logo atrás do altar da Notre Dame.

 

 

 Notre Dame

 

 

Uma dica interessante é visitar a área paga da Notre Dame, onde estão expostos “riquezas da igreja”. São apenas 3 euros e podemos ver ostensórios de ouro e brilhante, roupas de Papas, peças usadas nas cerimônias, entre outras coisas. Muito interessante!

Por fim, depois de andar muito, era hora de ir pra Champs Élysées fazer compras e jantar.

 
 

Turismo: parte 2

 

O segundo dia!

Por Carolina Andrade

 

Em Paris tudo é distante, nosso roteiro no primeiro dia valeu muito porque conseguimos fazer coisas perto uma das outras. No segundo dia, nossa primeira parada foi a Torre Eiffel. Demos muita sorte. O céu estava azul e o sol brilhando. Porém, um gelo.

 

 

 A Torre 

 

 

Ficamos esperando pouco mais de 30 minutos para subir apenas até o 1º andar da torre, por conta da neve e manutenção. Mas era suficiente para sentir muito frio. Não havia nenhum café aberto lá em cima, então apreciamos a vista, tiramos muitas fotos e descemos para tirar mais lá embaixo e partir para nosso segundo ponto do dia, talvez o mais importante para nós, o Louvre.

Não estou desmerecendo a torre. Ela é, sem dúvida, muito bonita, muito alta e um símbolo de poder na França. É possível ver o holofote que fica no alto dela, brilhar a noite em diversos pontos da cidade. Só para gente não esquecer que ela está lá. Mas, mais do que a torre, uma coisa que me emocionou muito foi ver o rio Senna. Lá de cima, conseguimos ver os contornos do rio e as várias pontezinhas que o cortam.

 

 

 Estudantes dentro do Louvre, deu vontade de estudar também

 

 

Enfim chegamos ao Louvre. Reservamos a tarde toda para ele, pois sabíamos que demoraria. E vale a pena! Na grande área que abriga o Louvre vemos o seguinte: são três prédios enormes e clássicos que se encontram formando uma letra “C”. No meio dos prédios existe um pátio com fontes e a grande pirâmide de vidro, que se tornou a entrada principal para o museu. Lembram-se do Código Da Vinci?

Entrando na pirâmide, descemos as escadas e vemos um saguão (como se fosse um piso subsolo) que dá acesso a todos os prédios do museu. Não existem guichês com vendedores para comprar a entrada. É tudo feito em máquinas, como num metrô. Tem áreas do museu que visitamos e que ninguém nos pediu o ticket. Mas todos o compram direitinho, mesmo sem a fiscalização. Ponto pros Europeus e para os turistas que respeitam a lei.

Passamos quatro horas lá dentro. Vimos obras famosas como a Monalisa. Mas também nos encantamos com esculturas e pinturas por todos os lados. O teto do Louvre, que antes era um palácio, é uma obra de arte por si só. Cada cômodo um teto diferente. Impressionante!

 

 

 Dentro do Louvre, apartamento do Napoleão

 

 

Ao contrário do que eu imaginava, é possível fotografar, filmar e até tocar nas obras. O que torna o museu muito mais interessante. Uma área que eu não conhecia e que agora aviso a todos para visitarem, é uma parte que eles chamam de “Apartamentos do Napoleão”. É um pedaço do que restou da casa do Napoleão que, em algum momento, foi dentro do que hoje é o Louvre.  Maravilhoso!

 

Cuidados e curiosidades:

 

- Em busca de uma refeição mais em conta, olhávamos o cardápio na porta dos restaurantes e lanchonetes, mas sempre dando mais atenção ao prato do que a bebida. Numa dessas, pedimos uma pizza (muito boa) que era barata, mas o refrigerante saiu a 5 euros uma garrafinha. E nós tínhamos bebido três. Vacilo!

- Cada ticket para o Louvre custou 9 euros. Compara com o refrigerante!

- Comprar o serviço de internet do hotel vale a pena. Eram 10 euros por 3 horas de uso, que podiam ser interrompidos. Usamos a net para acessar o Google Map e pegar localizações, além de nos comunicar com a família.

- É sempre bom iniciar uma conversa em francês e depois passá-la para o inglês. Eles vão te receber melhor. É fácil dizer “Bonjour” ou “Excuse moi”.

- Nossos recepcionistas eram tão chatos que nem boa viagem, na hora de ir embora, eles desejaram.

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