Editorial

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Andanças e mudanças

Olá,

O tempo passou e já não aguentávamos mais de tantas saudades. Essa edição tem mais do que um gostinho especial. Representa o adeus a algumas de nossas espetaculosas redatoras, a correspondente Carolina Andrade e nossa querida Juju. Apesar das diferenças, ambas buscam o mesmo objetivo. Traçar caminhos próprios. A saudade vai ser grande, mas só nos resta desejar-lhes sucesso em tudo o que fizer daqui para frente.

Além delas, as irmãs Marassi encontram-se de licença. Roberta devido ao seu recente casamento (parabéns, amiga).  Já nossa consultora, por conta do trabalho. Enquanto isso, o Espetaculosas segue e torce para que a equipe volte a ficar completa logo.  

Antes de dar início aos assuntos que tratamos aqui, gostaria de deixar claro uma coisa. Criei a Juju para retratar histórias de leitores ou de nós, as redatoras. No início quase todas da equipe escreveram algo. Até encontrar a que estava com a gente. Juju criou uma personalidade e hoje, não acho justo continuar sendo assinada por outras pessoas. Sendo assim, essa é a última edição com a coluna. Ou até nossa colunista secreta puder voltar. Ok?!  

           

A edição de outubro começa com minha matéria sobre o cineasta John Hughes, pai de Ferris Buller, que faleceu em agosto desse ano. Conheça mais sobre esse cara, que soube como ninguém falar a linguagem teen dos anos 80. Em  Perfil.  

Sabe aquelas fraternidades e irmandades retratadas em filmes e séries sobre universitários norte-americanos? Esse é o tema que Fernanda Barbosa escolheu para abordar na seção cultura. Veja em Cult essa ideia.

Depois, convidamos você a dar uma conferida na seção mexa-se.  Em saúde o assunto é linfoma, doença que ganhou às páginas dos jornais nos últimos tempos. Já na seção esporte, o tema não poderia ser outro que não Rio 2016. Confira!

            Em comportamento, Maria Oliveira traça, de forma brilhante, o perfil da mulher balzaquina. Em ah, fala sério             

            E mais: não deixe de conferir os aniversariantes do mês (eu...) e a despedida emocionante de Juju. Entre já!

 

Bjs e até a próxima!

 

Taty Bruzzi – Editora

 

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P.S.3. Assim como todos os brasileiros, ainda estamos nos adaptando à nova reforma ortográfica. Sendo assim, peço desculpas caso algum erro tenha passado despercebido.

 

 

 

Peixe grande 2009

Selo peixe Grande 2009

Olá,

o Espetaculosas está concorrendo ao Peixe Grande 2009 - categoria blog.

Ajude-nos a faturar esse prêmio. Entre no site e vote!

Att. Equipe Espetaculosas

Histórinhas da Juju

 

 

Aquele abraço



            Então, como tudo na vida, meu tempo por aqui chegou a um fim. Digo isso com muita tristeza, porque aprendi de verdade com esse blog, seja lendo ou participando como colunista, afinal sempre tive um deadline e muitas vezes um tema específico. Coisas como essas me ensinaram sobre responsabilidade e espírito de equipe e serei eternamente grata à editora do Espetaculosas, Tatiana, por isso.

            Mas nem tudo é tristeza, o motivo de deixar minha coluna anônima é estar começando a faculdade nesse período. E devo dizer: já estou amando muito. Também espero voltar um dia aqui e poder usar tudo que aprenderei dentro do curso de Letras. Enquanto isso vou apenas com boas lembranças e a esperança de um dia, poder retornar tudo que me foi oferecido no campo intelectual e pessoal.

            Desejo toda sorte do mundo para o blog Espetaculosas e todos os que dele participam, assim como um grande beijo aos leitores e aos que apoiaram o projeto.

Espero que o texto não tenha ficado muito formal, pois disse tudo de coração, rs.  

 

Beijos já saudosos,

 

Juju!

 
 

Salve John Hughes

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Por que John Hughes? Porque mesmo não sendo reconhecido de cara, “esse cara” foi simplesmente responsável pelas principais comédias teens dos anos 80. E algumas delas entraram para a lista dos “novos clássicos do cinema”, como nada menos que Curtindo a Vida Adoidado.                    

            O cineasta nasceu em 1950 - Michigan. Iniciou sua carreira como publicitário em Chicago. Nos anos 70, escreveu textos cômicos e trabalhou em revista de humor, chegando a publicar em 1979 a novelinha Vacation 58, inspirada nas suas viagens em família quando ainda era criança.  

 

"John Hughes, o homem que falou para geeks de uma maneira que ninguém havia feito antes" - Kevin Smith, cineasta

 

 

 

            Sua carreira cinematográfica ficou marcada pelas produções voltadas ao público jovem, na década de 80. A começar por Gatinhas & Gatões - 1984, que deu fama a ruivinha Molly Ringwald. Trabalhou com ela também em Clube dos Cinco (1985) e A Garota de Rosa Shoking (1986).

Na sequência tivemos ainda Mulher Nota 1000 (1985) e Curtindo a Vida Adoidado (1986). Nesse último, resgatou os Beatles para toda uma nova geração ao colocar Ferris Bueller cantando Twist and Shout nas ruas de Chicago. Até hoje considerada uma das melhores passagens do filme.      

 

"Você pode ser um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa ou um criminoso” – The Breakfest Club

 

Através de seus trabalhos, Hughes não apenas descobriu uma forma de se comunicar com o público teen como também alavancou a carreira de jovens promissores. Afinal, foi pelas suas mãos que nomes como Matthew Broderick e Emilio Estevez tiveram sua chance em Hollywood.

Sem contar veteranos como Chevy Chase - Férias Frustadas (1983) e o saudoso John Candy, com quem trabalhou em Quem vê cara não vê coração (1989) e Esqueceram de Mim (1990). É, minha gente. Além de dirigir, ele roteirizou e produziu filmes que a gente, até então, nem imaginava.

John Hughes não dirigia filmes desde 1991, pois se dizia decepcionado com a forma com que a indústria cinematográfica tratava suas obras. Parece que a gota d’água foi com relação ao filme Ela Vai ter um Bebê (1988).

Diferente de seus trabalhos anteriores, esse era focado num casal jovem (Elizabeth McGovern e Kevin Bacon) que, a espera de seu primeiro filho, se vê diante das dificuldades comuns na vida adulta. Apesar do fracasso nas bilheterias, o filme é apontado por nomes como Chris Columbus e Kevin Smith como o melhor de Hughes.

O cineasta John Hughes morreu de um ataque cardíaco esse ano, no dia 06 de agosto, enquanto fazia uma caminhada matinal por Manhattan. Casado, pai de dois filhos e avô de quatros netos, ele tinha apenas 59 anos. E nunca as palavras ditas por Ferris Bueller pareceram fazer tanto sentido quanto agora, após sua partida.

 

 

 
 

As Fraternidades e o american way of life

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

As tão popularizadas fraternidades americanas, que já eram populares por filmes como Porky’s (esse é para os amantes da década de 80) e American Pie, e sendo figurante constante em mais meia dúzia de filmes de Hollywood, tem uma criação tão curiosa quanto sua própria estrutura de funcionamento.

Na segunda metade do século XVIII estudantes universitários, para “classificar” seus heterogêneos grupos estudantis, os dividiram pelas aptidões de seus colegas. Surgiram diversas organizações como grupos literários, sociedades secretas (explicitado no filme Sociedade dos Poetas Mortos), times de futebol, clubes sociais, bem como fraternities (fraternidades), e estas últimas se constituíam em grupos fechados de estudantes, que residiam juntos em casas localizadas dentro ou na periferia dos campi e que, até hoje, podem ser identificadas por letras gregas nas suas fachadas.

 

As primeiras fraternidades eram apenas para estudantes do sexo masculino. Depois de alguns anos são fundadas as sororities (sóror significa irmã) para estudantes do sexo feminino. As várias fraternities e sororities, espalhadas por todo o país, formam o Greek system, ou seja, o sistema grego, que as une nacionalmente para que tenham maior organização. O sistema funciona como uma rede de apoio e contatos sociais, quase uma maçonaria juvenil com regras explícitas, algumas bizarras e muitas lendas. Mediante ele os estudantes contam com apresentações e/ou recomendações, que podem facilitar a busca de estágios, empregos, empréstimos e outras facilidades. Contam também com uma identidade que os diferencia.

Para pertencer a uma fraternity não basta pagar mensalidade, é preciso se candidatar e ser escolhido. Mas há também critérios de família, como algumas tradicionais fraternidades que elegem seus membros pela tradição de seus parentes que já pertenceram a elas. O candidato preenche uma ficha com fotografia, dados pessoais, e especificam as razões pelas quais elegeu tal fraternidade para pertencer. Quem escolhe os novos sócios são os antigos residentes. Não sem antes fazer uma bateria de trotes e “testes”, capazes de corar os estudantes veteranos da Unicamp que andam por aí matando um e outro novato...

 

 

 

A Phi Beta Kappa foi a primeira sociedade de cultura grega, fundada em 1776 no College of William and Mary. Até hoje ainda é uma sociedade literária, lugar para debates intelectuais. O sigilo e os rituais das fraternidades sociais modernas começaram com ela.

O interessante, como foi citado anteriormente, é que um inscrito que tenha alguém da família que pertence ou pertenceu a uma fraternity, possui chance maior de ser escolhido, graças ao legacy, ou seja, seu legado.

Existem alguns rituais referentes à passagem da condição de candidato a membro da organização, ou seja, brother (irmão). Ele deve enfrentar desafios que lhe são impostos para mostrar ser merecedor de fazer parte da organização. A cada um dos novos membros selecionados é designado um irmão mais velho, que já mora na residência, para orientar o novato em termos de adaptação à vida no college e na fraternity. Existe todo um ritual de acolhimento aos novos sócios.

Uma vez irmão, se é irmão por toda a vida. Que o digam Obama, Bill Clinton, Nicholas Cage, Sandra Bullock, entre outras tantas celebridades americanas O pertencer a uma fraternidade exige lealdade, pois a ligação com ela não se encerra com a obtenção do diploma do college (que aqui equivale ao nosso Curso Superior). Ela, de fato, continua e se deve expressar de várias maneiras, desde o apoio a obras sociais, a ajuda para a construção de residências universitárias para novos membros até o apoio financeiro ao college.

No Brasil, não há equivalentes para fraternidades e irmandades. Os grupos poderiam ser definidos como um misto de repúblicas e centros acadêmicos, mas nem de longe reproduzem a verdadeiras seitas que se tornaram certas fraternidades.

A série Greek, que é exibida no Universal Channel, tenta aproximar outros países e desmistificar o ambiente das fraternidades. Os grupos, como se apresenta na série, são sediados em mansões onde moram os integrantes mais antigos. As casas são palcos de festas, regadas a muito álcool e sexo (pelo menos é o que mostra a série de uma maneira bem leve).

Algumas fraternidades sociais são bem diferenciadas - existem as judaicas, cristãs, negras e até as gays. Além dessas, existem também as fraternidades profissionais, as acadêmicas e de serviços. Essas fraternidades são de escolas mistas. Dependendo do tipo, podem ser limitadas pela maior nota ou pela sua média.

Muitos ex-alunos permanecem ativos e envolvidos nas reuniões de sua fraternidade, voltando aos jogos de futebol e eventos de iniciação e agito. Alguns continuam dando dinheiro para os reparos na casa e outras necessidades da fraternidade.

Algumas representações políticas americanas, inclusive, são fortemente fundamentadas nas representações sócias que marcam perenemente os irmãos e irmãs das “Fraternidades”.

 
 

Saúde: Linfoma: palavra que assaltou (e assustou) o noticiário

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Neste ano quem não leu sobre linfoma ou procurou no pai dos googles, ops, no pai dos burros, sobre Linfoma, é mentiroso ou mentirosa. Duas mulheres poderosas e em evidência na mídia lutaram contra esse problema este ano: a autora Glória Perez (que chegou a se afastar por um tempo de roteirizar a novela Caminho das Índias) e a ministra imPACtante Dilma Roussef (que de certa forma teve sua pré-candidatura à presidência da República para 2010 enfraquecida pela doença). Pois cá estamos, imbuídos de genuína curiosidade para esclarecer (para quem não leu sobre ela) sobre esta doença tão silenciosa quanto perigosa.

 

 

 

 

Linfoma é um câncer que tem origem no sistema linfático, uma rede complexa de tubos (vasos linfáticos), nódulos (ou linfonodos) e outros órgãos como o baço. A doença se desenvolve nos linfonodos, encontrados em várias partes do corpo, principalmente na axila, pescoço e virilha.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra a infecção, o chamado sistema imunológico, e funciona como esgotos, eliminando resíduos e líquidos em excesso no corpo. Os vasos linfáticos e glândulas transportam um fluido claro chamado linfa, que contém células brancas do sangue (ou linfócitos), que o organismo usa para combater infecções.

Na maioria dos casos, a origem do linfoma não é conhecida. Uma das causas pode ser quando os linfonodos crescem como resultado de mudanças nos genes de células ou DNA. Esta alteração nos genes poderia interferir na divisão ou morte celular. O crescimento de linfomas também pode ocorrer devido a alguns tipos de infecções virais (minoria dos casos), afetando o sistema imunológico. Como os demais tipos de câncer, o linfoma não é contagioso.

Existem vários subtipos de linfomas específicos, mas muitos oncologistas agrupam as variações de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença, como de baixo ou alto grau, levando em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B). Os mais comuns são o Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin. Ambas tiveram a forma do linfoma de Não-Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin é uma forma de cancro que se origina nos gânglios do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. Já os linfomas não–Hodgkin incluem todas as doenças malignas do sistema linfático em que as células cancerígenas típicas de linfoma de Hodgkin não são evidentes.

A maioria dos linfomas é do tipo Linfoma Não-Hodgkin.  Em adultos, o Linfoma Não-Hodgkin  afeta mais os homens que as mulheres, aparecendo frequentemente entre as idades de 60 e 70 anos. Pessoas da raça branca são mais afetadas que as de outras raças. A desordem atinge 16 em cada 100.000 pessoas. A taxa de incidência deste câncer está crescendo por razões desconhecidas.

Em um linfoma não-Hodgkin as células têm aparência e comportamento diferente das células da doença de Hodgkin. É importante saber exatamente que forma de linfoma não-Hodgkin um paciente tem, qual a rapidez de seu desenvolvimento, onde ele se localiza no corpo e até onde se espalhou.

 

Para definir esses parâmetros a doença é subdividida por:

 

  • Classificação ou graduação  – que informa aos médicos se o linfoma não-Hodgkin é indolente (de baixo grau e crescimento lento) ou agressivo (de alto grau e desenvolvimento rápido). 
  • Tipo – dentro das categorias de indolente ou agressivo, a doença ainda é subdividida em mais de 30 tipos, dependendo da aparência das células colhidas em amostras, geralmente por biópsia, ao microscópio. Essa definição é também conhecida como ‘grau’.
  • Estádio ou Estágio – conforme o local do linfoma no corpo e até onde ele se espalhou, a doença é classificada em estágios I, II, III e IV. Junto com a história clínica do paciente e de seu exame físico, o estadiamento envolve testes como  Raios X, TC, PET, biópsias de medula óssea e exames de sangue.

 

 

 

 

O tratamento indicado prevê a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença. A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais. O paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos frequência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que, mesmo após recidiva, pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

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