Mexa-se

 
 

Esporte: Circuito Petrobrás de Surf Feminino

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Mulheres invadem a praia da Barra em busca das ondas

 

 

 

            Em plena primavera a praia da Barra serviu de palco para a última etapa do Circuito Petrobrás de Surf Feminino 2009, campeonato que premiou as melhores atletas nas categorias Grommets (até 12 anos), Mirim (até 16 anos), Junior (até 18 anos), Open (aberta a todas as idades) e profissional.

            A última etapa dividiu a competição em dois dias. No sábado (24/10) a seqüência de baterias começou às 08h30min e só terminou às 16h30min. Das cinco categorias, quatro entraram na água tendo finalistas já definidas entre as amadoras.

            Além disso, o evento contou com uma clínica de Beach Tennis, oficina de fibras naturais e informações a respeito do Projeto Outubro Rosa – prevenção quanto ao câncer de mama -, incluindo um bate papo com a Dra. Mônica Travassos, da Sociedade Brasileira de Mastologia.  

            No domingo (25/10) aconteceram as finais das cinco categorias em disputa. Logo na primeira bateria foi disputada a final da categoria Junior. A paulista Natalie Paola confirmou seu favoritismo. A capixaba Bárbara Segatto ficou com o segundo lugar, enquanto que terceiro e quarto ficaram com as cariocas Isabela Lima e Luana Braga, respectivamente. Já na categoria Mirim, Isabela Lima ficou com a primeira colocação, seguida de Bárbara Segatto e das paulistas Letícia Freitas e Caca Rampa.

 

 

 

A categoria Grommets começou com o título já definido a favor de Sandrinha Maria (SP). O segundo e terceiro lugar ficaram com as atletas Karol Ribeiro e Luara Thompson, ambas do Rio de Janeiro.  

A final Open começou com o título indefinido, já que a líder das duas etapas anteriores, Nayara Silva, havia perdido no sábado e estava fora da competição. Mas o dia era mesmo de Bárbara Segatto. A atleta dominou a segunda metade do confronto contra Luana Braga, Natalie Paola e Ana Ceccarelli. Ela venceu a bateria e faturou o troféu revelação da temporada, além de uma passagem da GOL. Nessa decisão Ana ficou com a segunda colocação, seguida de Luana e Natalie. 

 

Final profissional valeu prêmios no valor de R$ 15 mil

 

Fechando o Circuito Petrobrás de Surfe Feminino 2009, a disputa final da categoria profissional começou com o título já garantido a Diana Cristina. Além dela, participaram do confronto Luana Coutinho, Suelen Naraísa e Juliana Quint.

Como a temporada foi marcada por ondas pequenas, na busca pelo ranking mundial valeu o talento das quatro competidoras. Quem mais brilhou foi Luana Coutinho, que subiu ao pódio como vencedora da última bateria. Na sequência Diana Cristina ficou com o vice-campeonato, seguida de Suelen Naraísa e Juliana Quint.   

Para fechar o circuito, quem foi à Barra da Tijuca conferiu uma aula de cidadania e um show do Grupo Chegando de Surpresa, formado por funcionários da Comlurb. A apresentação contou com muito samba e informações aos que insistem em achar que lugar de lixo é na rua.  

 
 

Saúde: Linfoma: palavra que assaltou (e assustou) o noticiário

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Neste ano quem não leu sobre linfoma ou procurou no pai dos googles, ops, no pai dos burros, sobre Linfoma, é mentiroso ou mentirosa. Duas mulheres poderosas e em evidência na mídia lutaram contra esse problema este ano: a autora Glória Perez (que chegou a se afastar por um tempo de roteirizar a novela Caminho das Índias) e a ministra imPACtante Dilma Roussef (que de certa forma teve sua pré-candidatura à presidência da República para 2010 enfraquecida pela doença). Pois cá estamos, imbuídos de genuína curiosidade para esclarecer (para quem não leu sobre ela) sobre esta doença tão silenciosa quanto perigosa.

 

 

 

 

Linfoma é um câncer que tem origem no sistema linfático, uma rede complexa de tubos (vasos linfáticos), nódulos (ou linfonodos) e outros órgãos como o baço. A doença se desenvolve nos linfonodos, encontrados em várias partes do corpo, principalmente na axila, pescoço e virilha.

O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra a infecção, o chamado sistema imunológico, e funciona como esgotos, eliminando resíduos e líquidos em excesso no corpo. Os vasos linfáticos e glândulas transportam um fluido claro chamado linfa, que contém células brancas do sangue (ou linfócitos), que o organismo usa para combater infecções.

Na maioria dos casos, a origem do linfoma não é conhecida. Uma das causas pode ser quando os linfonodos crescem como resultado de mudanças nos genes de células ou DNA. Esta alteração nos genes poderia interferir na divisão ou morte celular. O crescimento de linfomas também pode ocorrer devido a alguns tipos de infecções virais (minoria dos casos), afetando o sistema imunológico. Como os demais tipos de câncer, o linfoma não é contagioso.

Existem vários subtipos de linfomas específicos, mas muitos oncologistas agrupam as variações de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença, como de baixo ou alto grau, levando em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B). Os mais comuns são o Linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin. Ambas tiveram a forma do linfoma de Não-Hodgkin.

O linfoma de Hodgkin é uma forma de cancro que se origina nos gânglios do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo. Já os linfomas não–Hodgkin incluem todas as doenças malignas do sistema linfático em que as células cancerígenas típicas de linfoma de Hodgkin não são evidentes.

A maioria dos linfomas é do tipo Linfoma Não-Hodgkin.  Em adultos, o Linfoma Não-Hodgkin  afeta mais os homens que as mulheres, aparecendo frequentemente entre as idades de 60 e 70 anos. Pessoas da raça branca são mais afetadas que as de outras raças. A desordem atinge 16 em cada 100.000 pessoas. A taxa de incidência deste câncer está crescendo por razões desconhecidas.

Em um linfoma não-Hodgkin as células têm aparência e comportamento diferente das células da doença de Hodgkin. É importante saber exatamente que forma de linfoma não-Hodgkin um paciente tem, qual a rapidez de seu desenvolvimento, onde ele se localiza no corpo e até onde se espalhou.

 

Para definir esses parâmetros a doença é subdividida por:

 

  • Classificação ou graduação  – que informa aos médicos se o linfoma não-Hodgkin é indolente (de baixo grau e crescimento lento) ou agressivo (de alto grau e desenvolvimento rápido). 
  • Tipo – dentro das categorias de indolente ou agressivo, a doença ainda é subdividida em mais de 30 tipos, dependendo da aparência das células colhidas em amostras, geralmente por biópsia, ao microscópio. Essa definição é também conhecida como ‘grau’.
  • Estádio ou Estágio – conforme o local do linfoma no corpo e até onde ele se espalhou, a doença é classificada em estágios I, II, III e IV. Junto com a história clínica do paciente e de seu exame físico, o estadiamento envolve testes como  Raios X, TC, PET, biópsias de medula óssea e exames de sangue.

 

 

 

 

O tratamento indicado prevê a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença. A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais. O paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos frequência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que, mesmo após recidiva, pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

 
 

Esporte: Porque eu quero as olimpíadas de 2016

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

             Recentemente o Rio de Janeiro foi escolhido sede das Olimpíadas de 2016. Mas é válido dizer que nada veio fácil. Antes dessa candidatura, a cidade já havia tentado outras duas vezes. Todas em vão. Organização, espírito esportivo e de equipe foram essenciais para essa conquista. 

            A campanha pelos jogos olímpicos precisou de muito empenho por parte de seus dirigentes. Melhorias para a cidade em termos de segurança, transporte e comodidade, fizeram parte do projeto lançado. Assim como a promessa de novas instalações e equipamentos. Era preciso mostrar que um país humilde tem capacidade de realizar grandes eventos como outro qualquer.

            Após a confirmação favorável a cidade brasileira, surgiu opiniões adversas. De um lado, há os que se sentiram orgulhosos pela conquista. Brasileiros, cariocas ou não. De outro, os que acreditam ser um investimento momentâneo e desnecessário. Investimento esse que deveria ir para outras modalidades, como saúde e educação.            

            O sonho de sediar uma olimpíada começou a ser lapidado graças ao Pan de 2007, realizado aqui. A competição, que requer muitos investimentos como qualquer outra do gênero, nos proporcionou subir alguns degraus rumo ao pódio. Tendo segurança, organização e voluntariado como pontos favoráveis. Também foi graças ao Pan-americano, que entramos na briga pela Copa de 2014. Briga essa que vencemos. E quem agradece é o nosso Maracanã, que abrigará a final.  

            Diante disso, e levando em consideração a pequena polêmica que se criou em cima do Rio 2016, sou obrigada a levantar uma questão. Quando se falou na Copa do Mundo em terras brasileiras, não vi ninguém questionando a respeito da defasagem no campo educacional, muito menos da saúde. Não se falou em segurança, nem na falta de transporte. Desemprego então, passou longe. Mas é claro que temos uma justificativa plausível. Somos o país do futebol.

            O investimento para se realizar uma olimpíada é grande, ninguém duvida. Nosso país vai precisar desembolsar um bom dinheiro, se quiser arcar com todas as promessas. Mas antes de pensar em desperdício, é preciso creditar nas melhorias a longo prazo.

            O projeto original prevê extensão nas linhas de transporte, aumento do policiamento nas ruas, crescimento da rede hoteleira, mudanças na grade curricular da rede pública, além de obras feitas nos locais de competições.

            A princípio muitos vão achar que tudo isso não passa de desperdício do dinheiro público, quando na verdade são investimentos significativos. Mudanças que contribuem para o lado estético e habitacional proporcionam crescimento e desenvolvimento. Já que melhorias na qualidade de vida em cidades turísticas representam aumento de visitantes e, consequentemente, movimento de dinheiro.

            Outro fator favorável será a geração de empregos, que também virá a longo prazo. Principalmente nos setores de construção civil e hoteleiro. E esse reflexo já está sendo observado, com mudanças e adaptações de empresas e profissionais da área de turismo.  

            Por fim, mas não menos importante, a geração de novos atletas. Chega de talentos desperdiçados. Quantos já deixaram de ir a uma olimpíada por falta de patrocínio? Sendo realizada aqui o passaporte fica muito mais fácil.

            É chegada à hora de se conscientizar que o esporte não é somente futebol. Acreditar em nossos jovens, descobrir novos talentos e levá-los da rua direto para as quadras, pistas, tatames, piscinas e também gramados. O lance foi feito, a nós só resta cobrar.     

 
 

Saúde: Influenza A – H1N1

 

  Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

O surgimento e aumento nos casos da nova gripe têm deixado a população apreensiva. Tal apavoramento acaba levando as pessoas a se confundirem em relação aos sintomas da gripe suína. Às vexes, basta uma tosse para os mais apavorados procurarem às salas de emergências hospitalares. O que não é recomendado, já que além de contribuir para uma superlotação, o que acaba atrasando o atendimento, o aconselhável é evitar aglomeração de pessoas.

O inverno é a época em que gripes e resfriados se tornam freqüentes, por conta das baixas temperaturas e aumento na umidade do ar. É por isso que alguns médicos procuram listar indícios que podem nos ajudar a identificar o tipo de gripe, evitando assim conclusões precipitadas.  

Sendo assim, destaquei os principais sintomas das gripes, comum e suína, para que você possa ter uma ideia das diferenças entre ambas. E ainda, confira também alguns links com mais informações sobre a Gripe A. 

 

Principais Sintomas

 

Gripe Comum:

 

- Febre abaixo de 38%

- Dor de cabeça leve

- Fraqueza

- Suor e calafrio esporádico

- Catarro e congestão nasal

- Espirros

- Tosse menos intensa

- Dores musculares, principalmente nas costas

- Dor de garganta acentuada

- Coriza

 

Gripe Suína:

 

- Febre repentina acima de 39%

- Dor de cabeça intensa

- Dores musculares e nas articulações

- Dor de garganta e ardor nos olhos

- Calafrios

- Vômito e diarréia

- Falta de ar

- Falta de apetite

- Tosse seca e contínua

- Coriza 

  

Leia também:

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Entenda as fases da pandemia


Quiz: O que é gripe suína?

 
 

Esporte: A onda que veio da França

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

Quem disse que francês não pega onda, não conhecia o kitesurf. O esporte que consiste num voo do atleta sobre a água, puxado por uma pipa, foi criado por dois franceses e está cada vez mais conquistando adeptos pelo mundo.

O kitesurf é um esporte relativamente novo e sem muito mistério. Uma mistura de surfe, windsurf e wakeboard, que virou opção para os praticantes desses esportes em dias onde as condições do tempo não estão favoráveis.

Seu equipamento é basicamente a pipa, feita do mesmo material utilizado na fabricação da asa-delta, e a prancha, que pode ser tanto uma especial para sua prática, como também a velha conhecida do surf.

 

 

 

 

 

 

 

 

Qualquer pessoa pode se tornar um kiteboarder (nome que se dá a quem pratica essa modalidade), sendo fundamental apenas estar acompanhado de um instrutor. O esporte é praticado no mar, em lagos e até represas. Com ventos fortes ou fracos, pois a aerodinâmica da prancha facilita o voo nas diversas condições de vento. Porém o ideal é seguir a mesma temática do windsurf, quanto mais vento, menor a área. E mais, por se tratar de uma atividade perigosa, na hora de velejar é importante manter a distância de pelo menos 100 m de banhistas e embarcações.  

Em suas competições, cada bateria é composta de dois atletas que disputam, entre si, a classificação para a próxima fase. Aquele que avançar direto da 1ª fase, aguarda o campeão da repescagem para a decisão.

 

 

 

 

 

 

 

 

As manobras utilizadas no esporte são uma mistura das feitas no surf, wakeboard e windsurf. Quando adaptadas, criam novos conceitos e nomes. Mas, o princípio é o mesmo. Costuma-se apresentar três tipos de manobras: transição, de salto e as feitas na onda. E para cada uma dessas, existem termos e pontuações diferentes.

As de transição consistem nas mudanças de direção feitas pelo atleta. Com uma manobra desse tipo, o kiteboarder muda a direção que estava seguindo.

Já as de salto são feitas no ar, o que as tornam visivelmente mais bonitas. Para se ter ideia, já foram registrados saltos de até sete segundos. Não é a toa que dizem ser nesse tipo de manobra, que o kiteboarder voa literalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim, as manobras feitas na onda. Geralmente essas são adaptadas do surf e o grau de dificuldade costuma ser alto. Há um risco maior de queda, e nesse caso o atleta tende a se enrolar nas linhas da pipa.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil oferece uma grande vantagem aos atletas de kitesurf, graças aos seus 8.000 km de costa e ao clima, que permite a prática do esporte durante o ano todo. Os locais mais procurados por aqui são Nordeste e o litoral paulista, com destaque para o Ceará e Ilhabela. Já tivemos campeonatos em Porto de Galinhas, Porto das Dunas, Praia do Coqueiro e Barra da Tijuca.

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora os principais picos mundiais são Coche Island (Venezuela), Fuerteventura (Ilhas Canárias), Tarifa (Espanha) e Bélgia (República Dominicana).

Em 2000 foi criado o Kiteboard Pro World Tour, primeiro Circuito Mundial de Kitesurf. O campeonato passou por países como Cabo Verde, República Dominicana, França e Rio de Janeiro. O francês Christopher Tasti e a neo-zelandesa Stephanie Gamble, se tornaram os primeiros campeões mundiais da modalidade. Tinha que ter um francês no meio!  

 

Como surgiu o Kitesurf

 

O kitesurf moderno (que se pratica hoje) foi inventado pelos irmãos franceses Bruno e Dominique Legaignoix, que eram navegadores, surfistas e windsurfistas. Em 1984 eles desenvolveram uma pipa com câmaras de ar. Quando infladas, o ar não escaparia delas, permitindo que fossem erguidas novamente da água toda vez que caíssem, sem precisar da ajuda de ninguém.

A partir do momento que sua criação foi patenteada, eles começaram a participar de regatas internacionais de velocidade com esquis aquáticos.

O invento mesmo só foi desenvolvido entre os anos de 85 e 86. E a partir de 1993, as pipas começaram a ser comercializadas.

Algumas tentativas de combinar pipas com canoas, patins, patins de gelo, esquis, esquis aquáticos, entre outros, foram surgiram ainda na década de 80. Uma delas pelo suíço Andréas Kuhn, que levantava da água sobre uma prancha similar à de wakeboard, impulsionado por um equipamento de parapente. Ele foi o primeiro a saltar, a grandes alturas, com ventos fracos. O feito foi transmitido pela TV européia. 

 

 

Uma curiosidade

 

 

Dizem que antes da invenção feita pelos irmãos Legaignoix, o kitesurf já existia. Há rumores que apontam a China como o lugar de origem das pipas, há mais de dois mil anos. Elas ajudavam a navegação de barcos e o transporte de materiais pesados de construção.

 
 

Saúde/Esporte: Day of the Bride

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

               Estarem lindas no dia do casamento! Essa é a apenas a primeira etapa para o “grande dia” ser perfeito. Depois disso vem: cerimônia, festa, noite de núpcias e... a lua de mel, claro.

              O dia da noiva é assim, a estrela da cerimônia passa por uma verdadeira maratona de beleza, muito bem pensada e com um único objetivo. Deixá-la bela e relaxada para o momento do sim.

 

 

              Os meses que antecedem o grande dia, são cheios de compromissos e providências a serem tomadas. Isso, somado a ansiedade comum aos noivos, gera muito estresse. Por isso foi necessário a criação de um ritual, visando preparar corpo e espírito, para um dos dias mais felizes na vida do casal.

              Para alcançar a perfeição no grande dia, profissionais capacitados indicam uma preparação antecipada. O ideal é que a noiva visite centros estéticos com antecedência e assim, escolha serviços de relaxamento, cabelo, maquiagem, corpo e toda a produção que desejar. Dessa forma, é possível montar um programa especial de serviços específicos, e individuais, a cada cliente.

 

 

              A tradição do “dia da noiva”, somada a preocupação da mulher com beleza e bem estar, tomou uma proporção tão grande que é comum, nos dias de hoje, encontrar profissionais que estenderam a ideia do grande dia e passaram a oferecer serviços semelhantes à jovens debutantes e formandas. Vale tudo para deixá-la despreocupada no dia da festa e linda, no momento tão especial.


Dia da noiva tem mais de 24 horas


              Ser protagonista do grande dia não é fácil. A noiva tem que estar linda da cabeça aos pés. Para isso, o “dia da noiva” não dura mais 24 horas, como antigamente. Para se ter uma ideia, no Walter’s Coiffeur a produção começa uma semana antes. A noiva tem direito a limpeza de pele, hidratação facial e corporal, depilação, massagem, esfoliação, tratamento para mãos e pés com argila, banho de chocolate, manicure, pedicure, penteado e maquiagem. Tudo isso fica em torno de R$ 400,00.

              Já na clínica de estética Vip Clinique, o pacote completo sai por R$ 575,00. A novidade é que lá, a noiva ainda pode levar uma acompanhante. Ótima pedida para a madrinha ou mãe. Não acha?

 

 

              Recentemente uma novidade entrou no mercado piauiense e promete conquistar muita gente. É a Suíte da Noiva. A idéia da suíte é proporcionar um atendimento exclusivo, onde todas as atenções são voltadas para a noiva. Chique, não?

              Além dessa, uma outra novidade pode começar a dar certo. Estou falando no “dia do noivo”, que começa a ser oferecido em alguns centros de beleza. Afinal, não é de hoje que muitos homens vaidosos aderiram aos tratamentos estéticos e com a onda do metrossexual, essa tendência só teve a aumentar. Lá oferecem: sala reservada com serviço reduzido (a atenção especial ainda é dela). Faz-se maquiagem leve, manicure e pedicure, barba, cabelo e uma máscara relaxante. Uau! Assim, que noiva resistiria a hora do sim?


Dia da noiva - Uma tradição indiana


              O dia da noiva surgiu de uma viagem à Índia, realizada há trinta anos, por Janine Gossens, proprietária da rede de salões Jacques Janine. Naquele país as noivas passavam por um ritual que dura mais de um mês, no qual aprendem coisas sobre o casamento, tem seus corpos pintados com hennas e festejavam muito a ocasião (do jeitinho como tem mostrado a novela global). Como aqui as mulheres só tinham a ajuda das mães e madrinhas, não dava tempo de relaxar. Daí surgiu a idéia de tirar a noiva de casa, para um dia bem calmo e desestressante.

 
 

Saúde e Esporte: Solte o corpo, a imaginação e deixe a dança fluir

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

                 Havia uma época em que se a criança não havia iniciado no Ballet bem pequena, para compensar o jeito era ir fazer Jazz. Se você se inclui nessa lista e acredita essa ser uma das lembranças mais prazerosas da sua infância e adolescência, eu te convido a tirar aquela velha polaina do armário e dançar.

 

 

                O Jazz era uma atividade muito presente entre a geração anos 80. Estava em evidência nas academias, escolas e principalmente no cinema. Muitos foram os que sonharam em entrar para o musical Fama (por favor não vão confundir o filme com o programa da Globo), roeram as unhas no teste da mocinha de Flashdance, torceram pela heroína Bete Balanço ou ainda deliraram com o corpo todo musculoso de John Travolta em Os Embalos de Sábado a Noite Continuam.  

                 Filmes como esses só aumentaram o interesse das meninas e o número de alunas nas academias. Eu mesma dancei por um bom tempo e confesso, apesar de ter sido uma tentativa frustada de suprir minha não entrada no Ballet, a atividade fez bem ao meu corpo, convívio social e mais ainda, à minha mente. Além de aumentar ainda mais minha paixão pela dança, cinema e musicais.

 

 

                 Essa atividade tem raízes populares e é originada dos Estados Unidos, junto com o próprio ritmo jazz. Considerada uma importante forma de expressão artística, o Jazz recebeu influências de diversos estilos e princípios técnicos do Ballet e dança contemporânea.

                 Algumas de suas variações são chamadas de Modern Jazz Dance, Soul Jazz, Rock Jazz, Jazz de Rua e Free Style, entre outras. Vale lembrar que, o Jazz sempre foi muito divulgado em cinema, televisão e espetáculos da Broadway. Hoje encontram-se facilmente diversas companhias de dança do gênero espelhadas por aí.


No cinema:


- All that Jazz- o show deve continuar
- Billy Eliot
- Carmem
- Dança Comigo
- Dirty Dancing
- Greese
- Fama
- FlashDance
- Hair
- Isadora
- Sob a Luz da Fama

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

A história do Jazz

 

                  A origem do Jazz veio através da cultura africana, já em solo norte-americano, a partir da segunda metade do séc. XVII, quando chegaram os primeiros navios negreiros no Sul dos Estados Unidos. Os primeiros passos foram dados pelo negros. Num movimento de libertação, pintaram os rostos de branco e aos poucos foram se expressando em palcos espalhados pelos Estados Unidos.
                 A dança mesmo só foi descoberta aproximadamente no ano de 1902. Assim como a música jazz e o blues receberam influência dos ritmos africanos, dos cantos religiosos e da música em voga na Europa, na época. O Jazz sofreu inúmeras influências originando muitos estilos que enriqueceram o acervo dessa dança enquanto manifestação corporal do homem.

 

Curiosidades da dança Jazz

 

  • No Jazz, principalmente na fase de aquecimento e parte principal, a técnica clássica é trabalhada com a finalidade de se melhorarem, definirem e ampliarem os movimentos.

  • O Jazz - Dance tem em comum com a dança moderna, a predominância do trabalho na posição de pernas e pés paralelos; Com a africana, especialmente o uso de todo o tronco com movimentos que refletem uma enorme mobilidade das costas;  Já com a dança indiana, o trabalho de isolamento dos diferentes segmentos corporais.

Dicas

                 Ficou interessado e deseja saber mais sobre essa dança? Para que você possa mergulhar cada vez mais nesse universo tão mágico e fascinante, veja abaixo uma lista de livros interessantes sobre o tema. O que você está esperando? Aproveite!

Na estante: 

 

- A Dança. Klaus Viana, Siciliano, 1990.
- A Educação pela Dança. Paulina Ossona, Summus, 1988.
- História da Dança. Maribel Portinari, Ed. Nova Fronteira, 1989.
- História da Dança, evolução cultural. Eliana Caminada, Sprint 1999.

- História da dança no Ocidente. Paul Bourcier. Ed. Livraria Martins Fontes, 1987.
- Os Ritmos da Alma, o movimento como prática espiritual. Gabrielle Roth. Cultrix, 1997.
- Pequena História da Dança. José Faro, Jorge Zahar Ed, 1986.

 
 

Saúde: Nunca é tarde para se cuidar

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

O verão já foi. Mas você cuidou bem da sua pele? Assim como de costume, esse ano ele chegou com tudo, atingindo altas temperaturas em quase todo o Brasil. E, é justamente nessa época que devemos nos preocupar com doenças de pele, decorrentes do calor. Pra se ter ume ideia, de acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde, as consultas dermatologistas em ambulatórios aumentam cerca de 20% no período entre janeiro e fevereiro, em comparação com os demais meses do ano.

 

 

 

 

Em primeiro lugar na lista de doenças de pele, características do verão, estão as micoses, responsáveis por metade das consultas médicas. O aumento nas temperaturas e umidade cria o cenário ideal para a infestação da pele por fungos, principalmente entre os dedos dos pés e na virilha.

À primeira vista as micoses podem não parecer perigosas, já que causam inicialmente desconforto e coceira. Mas, não se pode tratar como algo banal. Quando mal cuidada, há o risco de infecção secundária. E esse tipo de lesão pode servir como porta de entrada para bactérias, que se alojam no tecido subcutâneo e levam a uma doença mais grave.

Em segundo lugar vêm as manchas causadas por exposição ao sol, marcando 30% dos atendimentos. Para evitar esse tipo de problema, o ideal é não se expor ao sol das 10h às 16h. Além disso, nunca deixar de utilizar protetor ou bloqueador solar.

Para completar essa lista, não podemos esquecer as queimaduras solares. Responsáveis por 20% das consultas, essas são as lesões mais perigosas nos dias de calor intenso. De acordo com a gravidade da exposição há o risco de evoluírem para melanoma, tipo de câncer de pele.   

 

Dicas:  

 

- Usar filtro solar adequado ao seu tipo de pele mesmo em dias nublados e quando se está debaixo do guarda-sol. Lembre-se: os raios ultravioletas refletem da água e na areia.

- Evitar a exposição ao sol  entre as 10h e às 16h.
- Secar bem os vãos entre os pés e a virilha.
- Permanecer o mínimo de tempo possível com roupas de banho molhadas.

 

 

 

Fungo na virilha pode provocar candidíase

 

 

Em dias mais quentes é comum transpirarmos bastante. Por isso o aconselhável é o uso de roupas frescas e arejadas. Quando se fala na região intima, o perigo aumenta ainda mais para as mulheres. O ideal é que se faça uma boa higiene feminina, com produtos específicos ou não. Além disso, deve-se evitar ficar muito tempo com o biquine molhado, para o caso do surgimento de fungos e bactérias.

Um dos problemas mais comuns nas mulheres, em situações como essas, é o surgimento da Candidose ou Candidíase Vulvovaginal. Ela consiste na proliferação de fungos no meio ambiente vaginal, levando ao aparecimento de sintomatologia.

 

 

 

 

 

Os fungos podem ser encontrados como saprófitas (não causando doença) no ecossistema vaginal. Neste caso estão em equilíbrio com os mecanismos de defesa do hospedeiro. A diminuição de tais mecanismos, ou o afluxo de maior quantidade de fungos pelo relacionamento sexual, pode levar à proliferação e aumento na concentração deles.

Em tal situação passam a ser causadores de patologia, com conseqüente aparecimento de sintomas. O fungo mais encontrado é a Candida Albicans, embora possam surgir outras espécies. O sintoma mais freqüente é o prurido genital, geralmente intenso e acompanhado por corrimento esbranquiçado. Os sintomas exacerbam-se no período pré-menstrual.

O tratamento para combater a candidíase é feito à base de cremes antifúngicos, em geral de 3 a 7 dias. Em casos mais resistentes, deve-se fazê-lo por via oral. Na suspeita de que o parceiro também tenha a doença, este deverá ser tratado.

Além disso, é apropriado tratar as causas da doença para evitar as recidivas. Fazer uma dieta especial, preparada em conjunto com médico e nutricionista, ajuda a recuperar a saúde e reconstruir o sistema imunológico.

 

 

Formas de prevenção

 

- Usar sabonete neutro, em banhos diários, preferencialmente mais de um banho por dia no verão.

- Usar roupa íntima de algodão, evitando produtos sintéticos, inclusive meia calça, para que a pele possa respirar e a umidade ser diminuída.

- No contato sexual, usar preservativo. É aconselhável fazer a higiene genital com muito cuidado, evitando o uso de duchas vaginais.

 

 

Pele Hidratada, pele saudável

 

 

            O verão acabou, mas nem por isso você deve deixar de lado sua pele.  No outono, o tempo costuma ser quente durante o dia e dar uma esfriada à noite. Por isso, nada de deixar de lado hidratantes, naturais ou não. É chegada a hora de preparar sua pele, para quando o inverno chegar.

O uso regular de produtos específicos ajuda a manter a pele macia e hidratada. O banho quente e o excesso de sabonetes acabam removendo excessivamente a barreira protetora da pele, facilitando seu ressecamento. A secura da pele é resultado da diminuição de água na camada córnea (a camada mais superficial) e provoca uma descamação anormal.

 

 

 

 

 

A pele costuma perder água para o meio ambiente, quando em baixa umidade do ar. Esta água é reposta pelas camadas mais profundas da pele. Mas, quando transpiramos muito, não há hidratação. Por isso é tão importante a ingestão de água, em quantidades adequadas, para manter pele e organismo bem hidratados.

O uso de líquidos na pele, como borrifar soro fisiológico para hidratá-la, por exemplo, praticamente não é eficaz. A não ser quando se aplica um produto que impede a evaporação da água para a atmosfera. Geralmente de base oleosa ou siliconada, ele atua como um lubrificante. Por isso é tão recomendado o uso de um bom hidratante, de preferência após o banho.  

Lavar o rosto com água fria antes de deitar, à noite, é super recomendado. Dormindo com a pele limpa, o descanso noturno permite que a secreção natural da pele produza a barreira de gordura que a protege. Se necessário, aplique cremes hidratantes adequados ao tipo de pele para complementar esta hidratação, ao acordar. A maioria dos hidratantes resulta da mistura de água, óleos e um agente emulsificante. Um agente que ajude a manter em equilíbrio esta mistura.

As pessoas com pele mais oleosa, devem preferir hidratantes com óleo em água, mais fluidos e com base livre de óleo. Ou seja, que tenham lubrificante siliconado. Este é encontrado nos produtos comercializados como livres de óleo e /ou não comedogênicos. Eles não causam a formação de cravos. Já as pessoas de pele mais seca devem preferir hidratantes com água em óleo e lubrificante a base de óleo mineral, petrolato (vaselina) ou lanolina.

Os hidratantes podem ter perfumes, preservativos e outras substâncias como os alfa-hidróxi-ácidos (ácido glicólico e lactato de amônio) e também filtros solares. É importante que se escolha um produto adequado ao seu tipo de pele, região do corpo a ser hidratada e clima.

Nas regiões de clima frio e seco, é maior a necessidade de hidratação da pele. Não se pode usar um mesmo hidratante na área da face e dos calcanhares. A face é rica em glândulas sebáceas, que produzem o lubrificante natural da pele. Enquanto que a planta dos pés é desprovida naturalmente destas glândulas.  

O certo é procurar um bom dermatologista, para que ele indique o hidratante ideal. Lembre-se, além da pele hidratada ser agradável aos olhos e ao toque, a hidratação é importante para mantê-la sempre saudável.  

 
 

Denúncia: Fenômeno da natureza ou descuido humano?

 

 Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br     

 

Biólogos dizem que a combinação dos dois causou a mortandade de peixes na Lagoa

de Araruama

Em plenas férias de janeiro, eu, querendo curtir o sol da região dos lagos (RJ) e caminhar na orla no final da tarde, mas esses “sonhos” ficaram mal-cheirosos. Tudo por conta da mortandade de peixes na região. Mais de duzentas toneladas de pescados foram encontrados mortos na orla de Araruama até Cabo Frio.

 

  

Tinha várias qualidades de peixes, literalmente fora d água: espada, dourado, arraia. Até siri, foi encontrado na areia. Pescadores afirmam que o despejo de esgoto na lagoa foi o culpado, já as autoridades acusaram a chuva.  

 

 

 O presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins, afirma que o motivo da morte foi o excesso de chuva. Segundo ele, choveu nos últimos dois meses o esperado para um ano.

 

  

 

 Enquanto a lagoa não se recupera, a preocupação de quem vive da pesca é como manter a renda. Segundo a colônia de pescadores, duas mil famílias dependem da atividade em São Pedro D’Aldeia.

 

  

  

A concessionária Pró-Lagos informou que o esgoto só é tratado com o tempo seco. Quando chove as comportas são abertas e os resíduos liberados in natura. De acordo com a concessionária, esse sistema foi aprovado há sete anos por órgãos ambientais, pelo poder público e pelos próprios pescadores.

 

  

  

Para evitar nova mortandade a dragagem, com a retirada de areia e detritos que assoreavam o canal de Itajuru (Cabo Frio), deve continuar. Com isso, espera-se diminuir a falta de oxigênio na lagoa de Araruama.

 

 

 

Resta esperar os resultados e torcer para que o “fenômeno” não se repita, afinal de contas, além das famílias que dependem do pescado para viver, os comerciantes podem sofrer com a queda de turistas.  

Fotos: Roberta e Roseane Marassi

 
 

Saúde: Pisca alerta para mulheres

 

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br    

 

Em janeiro, o drama da capixaba Mariana Bridi, de 20 anos, ganhou manchete em jornais e sites de notícias no mundo inteiro. A modelo, que foi finalista por duas vezes no concurso Miss Mundo Brasil, teve as mãos e os pés amputados,  devido a um choque séptico causado por bactérias Estafilococos e Pseudonomas aeruginosa, tendo como provável foco uma infecção urinária. Embora a infecção urinária seja uma doença comum, especialmente nas mulheres, a morte da modelo chamou a atenção para a incidência da sepse como uma das principais causas de morte hospitalar.   

 

 

 Pseudo Aeruginosa 

  

 

Segundo o Instituto Latino-Americano de Sepse, no Brasil, a morte por infecção generalizada está em torno de 60%. Embora qualquer infecção potencialmente possa evoluir para sepse, as que mais frequentemente apresentam esta complicação são as infecções do pulmão, abdômem e, principalmente, das vias urinárias.  A infecção do trato urinário (ITU) é a infecção bacteriana mais comum no ser humano. A segunda mais frequente, perdendo apenas para a gripe, que é de origem virótica.  

Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostra que as infecções urinárias são responsáveis por mais de sete milhões de consultas por ano nos Estados Unidos e por cerca de 100 mil hospitalizações. Embora as ITUs, em geral sejam fáceis de diagnosticar e curar, uma série de fatores devem ser levados em conta para se conseguir a melhor forma de tratamento. As recomendações para o diagnóstico, e para a terapia, variam com a idade, sexo, comorbidades - doenças já existentes em outros órgãos -, risco de patógenos resistentes, prévia resposta ao tratamento, uso de cateter e gravidez.

Pelas informações do Guia Prático da SBU, as opções de tratamento com agentes antimicrobianos têm aumentado muito nos últimos anos, assim como a utilização cada vez maior de probióticos. Por outro lado, como um fator negativo, a resistência bacteriana também está aumentando progressivamente. Os fatores que predispõem a evolução, de uma infecção localizada para generalizada, são a agressividade da bactéria e o grau de imunidade do paciente. 

 

  

  

 

 

Segundo o médico urologista, Luiz Carlos Gonçalves de Oliveira, a mulher é mais suscetível à contaminação bacteriana devido à própria anatomia periuretral: uretra curta, reta, concomitante com o canal vaginal e proximidade com o ânus. Para o médico, a roupa apertada na mulher, como a calça jeans, não causa infecção urinária. Entretanto, adverte: “roupa apertada pode dar irritação na uretra e na vagina e, consequentemente, poderá ou não evoluir para uma infecção”.

Portanto, a infecção urinária, como qualquer outra, deve ser tratada precoce e adequadamente por um médico. Como dizia a vovó: “o mal deve ser cortado logo pela raiz”. Mas, atenção!  Não estamos falando da raiz dos chás caseiros ensinados pelos nossos antepassados e indicados para quebrar cálculos. Ao pressentir algum sintoma, a atitude correta é procurar um especialista que dirá quais procedimentos adequados e remédios específicos podem curar nossas cistites, uretrites e todas as “ites” que surgirem pelo caminho.

Esporte: Uma nova forma de entrar em forma

 

   Roberta Marassi - Redatora robertamarassi@yahoo.com.br

“Hoje tem marmelada? Hoje tem bananada?” Todo mundo sabe que para emagrecer um dos caminhos mais fáceis é fechar a boca. É por isso que frases como essas não ajudam em nada e muito menos tem alguma graça. A não ser que a pessoa resolva praticar atividades circenses, ideais para quem deseja perder peso, melhorar postura e ainda definir músculos.

 

 

 

           

    Quem resolve encarar a lona de um circo, descobre que lá não há somente palhaçadas. É possível perder peso e ganhar massa muscular brincando como criança, através de acrobacias e saltos. Em pouco tempo dá para perceber que o caminho para conquistar um corpo bonito e saudável não está somente relacionado à musculação, esteira ou spinning. E mais, a técnica ajuda também o praticante a se alongar melhor, dá mais flexibilidade e ainda define o corpo, resultados que se percebe com pelo menos um mês de prática.

 

 

 

            Depois que o programa Domingão do Faustão colocou no ar o quadro Circo do Faustão, o número de pessoas que saíram das academias e correram para escolas de circo, aumentou consideravelmente.  E, segundo os professores de educação física, dá para fazer a troca sem medo. Os exercícios no picadeiro têm mil e uma utilidades, pois trabalham os músculos das pernas, bumbum, costas, barriga e braços ao mesmo tempo em que treina alongamento, flexibilidade, agilidade e coordenação motora. Dá para mexer o corpo inteiro e ainda ganhar um melhor condicionamento físico. Além disso, as aulas são dinâmicas, divertidas e não deixam de ser uma ótima oportunidade para fazer amigos, já que a maioria dos exercícios são feitos em dupla.

 

 

 

            Proporcionar um corpo ágil e firme não é apenas o que se consegue com a prática dos exercícios circenses. Eles também contribuem para a perda de peso. Para se ter uma idéia, com cerca de uma hora e meia é possível queimar, em média, pelo menos 600 calorias. Os praticantes confessam que no começo chega a dar uma canseira, mas depois de um tempo vai se adquirindo força e se tornando prazeroso, pois alivia as tensões do dia-a-dia.

 

 

Diversão garantida, mas da pesada

 

Apesar de a malhação parecer passatempo, é preciso ter força de vontade para não abandonar a atividade depois das dores no corpo ou quedas ao chão. É comum acumular dores nas mãos ao segurar a barra do trapézio, ou queimar o braço quando o mesmo passar rapidamente pelo tecido. É aí que entra a persistência, fator fundamental para se aprender as técnicas e dominar um movimento antes considerado impossível.  

 

 

 

 

 

Onde ir:

 

Além das escolas de circo, hoje já é possível praticar essas atividades em academias localizadas nas principais cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Também há escolas como a Academia Brasileira de Circo e a Central do Circo que é uma cooperativa sediada em São Paulo. E ainda o Club Med, com sede em diversos lugares.  

 

 

 

 

 

São Paulo - Na Academia Formula a mistura de ginástica e artes circenses recebeu o nome de “Fitness Acrobático” e vem conquistando a turma, cansada da malhação tradicional. Os alunos fazem ginástica de solo, cama elástica, malabares, trapézio, tecido e trave de equilíbrio.

 

Rio de Janeiro - os interessados podem procurar informações na academia Rio Sport Center – Barra e Recreio.

 

 

Brincando como criança

 

 

Conheça um pouquinho sobre cada número do espetáculo, em que você também pode fazer parte:

 

Tecido: São dois pedaços de pano presos no alto da lona ou teto da academia que chegam ao chão. Com eles a pessoa faz movimentos em que os enrola no corpo, e uma vez no alto fazem acrobacias, sendo necessário um condicionamento físico muito bom para utilizar tal aparelho.

Trapézio: o aparelho se posiciona próximo ao solo e o aluno faz uma série de movimentos chamados de figuras. O aluno pratica até quase a perfeição, para só então passar ao próximo. Outra forma de utilização do trapézio e a mais conhecida, ocorre quando o aparelho fica preso bem alto e os trapezistas saltam de um trapézio para o outro dando um show de acrobacias aéreas.

Solo: alguns movimentos são utilizados para fazer o aquecimento do corpo antes do treino propriamente dito. São cambalhotas, paradas de mão, pontes, estrelas, entre tantos outros movimentos realizados no chão.

 

Malabarismo: pode-se utilizar bolinhas, arcos, tochas e objetos que parecem garrafas para fazer os movimentos que exigem concentração e coordenação motora. Em média, com cerca de dois meses de treino o aluno já consegue fazer os exercícios com destreza.

 

Monociclo: é a arte de andar sobre uma roda, o qual exige muita coordenação, equilíbrio e força, principalmente nas pernas e abdômen. Com duas semanas de treino diário o aluno já consegue andar para frente e para trás.

 

OBS: Devido à diversidade de movimentos, espaço e descontração das aulas de circo as crianças se identificam muito com elas. Os exercícios iniciais são os de solo e rolamentos, que estimula o equilíbrio, coordenação e noção espacial, combate a timidez, controla a ansiedade, melhora a capacidade respiratória, valoriza o trabalho em equipe, o cooperativismo, a solidariedade, entre tantas outras qualidades, além de não deixar desaparecer a arte e a alegria do circo.

Saúde: TPM: Se você não teve, ainda está em tempo de acontecer com você

 

  Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

A Tensão Pré-Menstrual, também conhecida como TPM, é uma antiga vilã na vida de 90% das mulheres. Os outros 10% já tiveram TPM, mas não souberam discernir os sintomas, portanto responderam “não” alguma vez na vida quando perguntadas em enquetes ou consultórios se já tiveram ou tem TPM. Os sintomas variam de mulher para mulher, e se por acaso se apresentem níveis elevados de gravidade dos sintomas, pode-se tratar de outra doença: a Síndrome Disfórica Pré-Menstrual (SDPM). Mas vamos falar (e mal) da TPM.

 

 

 

 

 

Segundo informações médicas, a TPM está diretamente ligada à ovulação, mas não se sabe ao certo por que ela acontece. O impulsionador podem ser hormônios sexuais produzidos durante o ciclo menstrual ou transmissores químicos que controlam impulsos nervosos do apetite, do sexo e da agressividade. E as sensações variam bastante: antes da velha e boa menstruação, você começa a sentir uma vontade incontrolável de chorar pela manhã quando lê no jornal que o marido da Suzana Vieira traiu ela de novo. Solidariza-se tanto que começa a se imaginar no papel dela, e, ao fim do dia, ou está querendo cortar os pulsos com a faca de pão ou está querendo espancar o salafrário de seu marido/amigo/namorado, que pode um dia te deixar nesta situação deprimente.

 

 

 

 

 

Uma amiga liga e você começa a gritar ou então acaba por chorar incontrolavelmente. Isto sem contar com seu corpo dolorido e um cansaço que a impede até de querer levantar da cama, para dar aquela caminhada ou mesmo trabalhar. Suas pernas estão tão inchadas e a sensação de fadiga é tão grande que a possibilidade de sair de casa não existe ou, se não der pra escapar, a sensação é de que o dia se arrasta. Isto, cara leitora ou leitor solidário, são apenas alguns dos mais de 150 sintomas que a medicina já diagnosticou da infame.

 

 

 

 

Ninguém nos entende, ninguém nos é justo, todo mundo nos odeia ou está nos olhando, e pior, ainda ironizam este período particularmente irritante do mês. Esta visão do inferno está relacionada à segunda metade do ciclo feminino. É quando entra em cena a progesterona, o hormônio que prepara o corpo para a fecundação e para a gravidez, que os problemas começam. Isso porque ela também diminui os níveis de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Daí esta roleta russa de emoções incompreensíveis, que já terminou muito namoro e abalou muito casamento e até mesmo algumas amizades – no trabalho, então, se os colegas e aqueles com quem você lida diretamente não souberem compreender... Adeus sossego!

 

 

 

Resultados não cientificamente comprovados mostram que a vitamina B6 (Piridoxina), a vitamina E, o cálcio e o magnésio podem ser usados com melhora dos sintomas, que podem ser classificados em físicos e emocionais:

 

1. Sintomas físicos:

 

Cefaléia - A famosa "dor de cabeça" é o sintoma mais freqüente.
Mastalgia - Sensação de mamas doloridas e inchadas. Dor ou inchaço em pernas, pés e abdome - As pernas, além de inchadas, apresentam sensação de peso e dor constante. O abdome aumenta de tamanho.

Dor nas costas - A dor pode aparecer do pescoço até a região lombar.

Alterações do apetite e vontade de comer determinados tipos de alimento – Ingestão de alimentos calóricos ou perda de apetite. Outra característica é o desejo por determinados tipos de alimentos, como doces, em especial chocolate.

Acne - As espinhas em geral aparecem na fase pré-menstrual por alterações hormonais. Ondas de calor - Sensação de calor, não importa a temperatura externa.

Insônia - Noites mal-dormidas, com sono que não vem ou vem “picado”.

Sonolência - Sono incontrolável em horários em que normalmente estamos ativos.
Cansaço - Muitas vezes está associado a todo o desconforto que os demais sintomas causam.

 

2. Sintomas emocionais:  

 

Irritabilidade - Sai do sério por qualquer coisinha; é o famoso “pavio curto”.
Agressividade - Vontade de brigar e até agredir fisicamente.

Ansiedade - Sensação de que algo ruim vai acontecer; um aperto no peito, uma angústia impossível de definir.

Tensão - Sensação de que todos os músculos do corpo estão contraídos.

Depressão - Tristeza profunda, falta de vontade de viver, desânimo.

Sensação de culpa e insignificância - Percepção de que tudo o que dá errado no mundo é nossa responsabilidade. Sentimento profundo de não ter importância para nada nem ninguém.

Choro fácil – Choro sem motivo nas situações mais simples.

Esquecimento - Falta de concentração nas atividades; esquece datas, prazos, telefonemas, compromissos.

Confusão - Troca informações, comete erros, fala a coisa errada para a pessoa errada, troca endereços, telefones, etc.

Labilidade emocional - Emoções à flor da pele; chora por qualquer motivo. Um simples comentário pode provocar uma discussão absurda. O humor se altera com muita facilidade, passando de euforia a tristeza profunda.

Isolamento - Desejo de se manter longe de pessoas e do convívio social.

Falta de iniciativa - Vontade de não fazer nada, de ficar parada olhando o infinito; desmotivação para as atividades diárias.

Compulsão por doces - Desejo incontrolável e compulsivo de comer coisas doces.
Aumento de apetite - Vontade de comer muito e o tempo todo.

Diminuição da libido - Falta de desejo sexual.

 

Ou seja, não é fácil ser mulher. Ainda mais em um mundo onde as pessoas estressadas por natureza são ironicamente saudadas com o bordão “tá de TPM?” Agora, leitor/leitora solidário (a), imagine uma pessoa já normalmente elétrica e estressada entrando na TPM? Então, é melhor afastar-se de mim, pois me torno um purgante depressivo- implicante- irritado e (mais ainda) cheio de enxaqueca!   

 

 

  

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