Perfil

 
 

Jerry Lewis - O Comediante que de aloprado não tem nada

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

           Joseph Levitch nasceu na cidade de Newark, em Nova Iorque, no dia 16 de março de 1926. Considerado um dos maiores comediantes de todos os tempos, sua carreira teve início através de uma parceria com o também ator Dean Martin (já falecido). Juntos formaram uma dupla cômica, responsável por grandes sucessos no cinema norte-americano, até meados dos anos 50.

 

 

 

Por conta de divergências na concepção dos filmes e ciúme profissional, a dupla se desfez 1956. A partir daí Jerry Lewis tomou controle de sua carreira e, além de ator, trabalhou como diretor, produtor e escritor, alcançando êxitos de bilheteria e se mantendo como um dos principais astros de Hollywood até 1966.

Após essa data, sua carreira cinematográfica sofreu um declínio. Sendo assim, nos anos 70 o ator passou a se dedicar aos programas de televisão, sempre com grande sucesso.

Em 1976 Jerry Lewis e Dean Martin se reencontraram, por iniciativa de Frank Sinatra, em um programa beneficente. Mais tarde, em entrevista a Larry King Jerry contou, orgulhoso, que conseguiu contornar a surpresa perguntando a Dean se ele estava trabalhando.

Nos anos 80 o ator voltou ao cinema em O Rei da Comédia, de Martin Scorsese. Ele também participou da série de televisão Wiseguy (O Homem da Máfia). Já em 1993, fez uma participação no filme Arizona Dream, ao lado de Johnny Depp.

Esse ano Jerry Lewis ganhou o Prêmio Jean Hersholt, Oscar Humanitário, por ter contribuído para a criação da “Associação de Distrofia Muscular”, no início dos anos 50. Até hoje o ator continua envolvido em trabalhos assistenciais, sendo inclusive um dos fundadores do Teleton.

 

Na Telona:

 

           Jerry Lewis é mais lembrado pela comédia O Professor Aloprado, de 1963. Na versão original o personagem desastrado de Jerry se transformava em um conquistador de mulheres, uma paródia de seu antigo/parceiro Dean Martin. O filme teve uma refilmagem em 1996, desta vez com Eddie Murphy no papel principal.

          Já eu, como fã de seu trabalhos, destaco Bancando a Ama-Seca – 1958 e o Terror das Mulheres - 1961.

 
 

Salve John Hughes

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

Por que John Hughes? Porque mesmo não sendo reconhecido de cara, “esse cara” foi simplesmente responsável pelas principais comédias teens dos anos 80. E algumas delas entraram para a lista dos “novos clássicos do cinema”, como nada menos que Curtindo a Vida Adoidado.                    

            O cineasta nasceu em 1950 - Michigan. Iniciou sua carreira como publicitário em Chicago. Nos anos 70, escreveu textos cômicos e trabalhou em revista de humor, chegando a publicar em 1979 a novelinha Vacation 58, inspirada nas suas viagens em família quando ainda era criança.  

 

"John Hughes, o homem que falou para geeks de uma maneira que ninguém havia feito antes" - Kevin Smith, cineasta

 

 

 

            Sua carreira cinematográfica ficou marcada pelas produções voltadas ao público jovem, na década de 80. A começar por Gatinhas & Gatões - 1984, que deu fama a ruivinha Molly Ringwald. Trabalhou com ela também em Clube dos Cinco (1985) e A Garota de Rosa Shoking (1986).

Na sequência tivemos ainda Mulher Nota 1000 (1985) e Curtindo a Vida Adoidado (1986). Nesse último, resgatou os Beatles para toda uma nova geração ao colocar Ferris Bueller cantando Twist and Shout nas ruas de Chicago. Até hoje considerada uma das melhores passagens do filme.      

 

"Você pode ser um cérebro, um atleta, uma pirada, uma princesa ou um criminoso” – The Breakfest Club

 

Através de seus trabalhos, Hughes não apenas descobriu uma forma de se comunicar com o público teen como também alavancou a carreira de jovens promissores. Afinal, foi pelas suas mãos que nomes como Matthew Broderick e Emilio Estevez tiveram sua chance em Hollywood.

Sem contar veteranos como Chevy Chase - Férias Frustadas (1983) e o saudoso John Candy, com quem trabalhou em Quem vê cara não vê coração (1989) e Esqueceram de Mim (1990). É, minha gente. Além de dirigir, ele roteirizou e produziu filmes que a gente, até então, nem imaginava.

John Hughes não dirigia filmes desde 1991, pois se dizia decepcionado com a forma com que a indústria cinematográfica tratava suas obras. Parece que a gota d’água foi com relação ao filme Ela Vai ter um Bebê (1988).

Diferente de seus trabalhos anteriores, esse era focado num casal jovem (Elizabeth McGovern e Kevin Bacon) que, a espera de seu primeiro filho, se vê diante das dificuldades comuns na vida adulta. Apesar do fracasso nas bilheterias, o filme é apontado por nomes como Chris Columbus e Kevin Smith como o melhor de Hughes.

O cineasta John Hughes morreu de um ataque cardíaco esse ano, no dia 06 de agosto, enquanto fazia uma caminhada matinal por Manhattan. Casado, pai de dois filhos e avô de quatros netos, ele tinha apenas 59 anos. E nunca as palavras ditas por Ferris Bueller pareceram fazer tanto sentido quanto agora, após sua partida.

 

 

 
 

Rock Estrela

 

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

              

           Cazuza disse um dia: “meus heróis morreram de overdose”. Assim como seus heróis, o de muitos fãs do bom e velho Rock 'n' Roll também se despediram do palco muito cedo, e foram brilhar em meio às estrelas. Inclusive o próprio Cazuza.

Pensando nisso, e aproveitando que em julho comemoramos o dia mundial do rock, eu escolhi não apenas um, mas alguns perfis de celebridades da música que se foram e deixaram, em meio à saudade, obras eternizadas em nossos corações. 

 

Viver intensamente como se fosse o último dia

 

Seria essa a sina de todos os astros da música? Parece que sim, já que desde os anos 50 o máximo que eles chegaram foi, em média, aos 42 anos. De acordo com dados de uma pesquisa realizada na Inglaterra e publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, essas celebridades geralmente morrem, no auge de suas carreiras, por motivos decorrentes do uso de bebidas e drogas, desde 1956.

Mas, vale lembrar que nem sempre álcool e narcóticos estão ligados a morte de nossos astros, já que a vida desregrada da maioria acaba levando-os a problemas comportamentais e de saúde, como mudanças de humor e depressão.  

 

 

Adeus cedo demais       

        

No final dos anos 70 e início dos 80, o mundo do showbiz se despediu cedo demais de três grandes nomes do rock. Em 1979, Sid Vicious - baixista do Sex Pistols – morreu aos 21 anos, vitima de overdose. O astro era viciado em heroína.

Um ano depois foi a vez de perdermos John Bonhan, baterista do Led Zeppelin. O roqueiro morreu aos 32 anos. Embora a autopsia não tenha revelado uso de drogas, há rumores de que ele tenha tomado 40 doses de vodka antes de falecer.

 

 

 

Nesse mesmo ano, a morte de um dos maiores nomes da música chocou o mundo. Era hora de dizer adeus a John Lennon, ex-integrante dos Beatles - uma das melhores bandas de rock da história. No dia 8 de dezembro de 1980, Lennon foi assassinado em frente ao seu apartamento – edifício Dakota (Central Park) -, por um fã que havia lhe pedido autógrafo horas antes. Após perder 80% de seu sangue, o astro faleceu aos 40 anos de idade. Um memorial chamado Strawberry Fields Forever, foi criado no local em sua homenagem.

Já na década de 90, outras duas perdas entristeceram os amantes do rock. Em 91 Freddie Mercury, líder da banda Queen, faleceu devido a complicações decorrentes do vírus HIV. O músico, que tinha 45 anos, morreu em casa. Como o corpo do cantor foi cremado, não há túmulo. Sendo assim, até hoje fãs deixam buquês de flores em frente a sua antiga casa, doada à ex-namorada Mary Austin.   

 

 

 

 

 

 

Em 97 a notícia de que Michael Hutchence, vocalista do Inxs, estava morto pegou de surpresa toda uma legião de fãs da banda. O cantor foi encontrado enforcado por um cinto, aos 37 anos de idade, em um quarto do hotel Ritz-Carlton - Sydney.        

O fim precoce de nomes do rock atravessou o oceano e deixou sua marca por aqui também. Entre os artistas brasileiros estão Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo.

            “Raulzito”, como era conhecido o cantor baiano, morreu em 1989, aos 44 anos, devido ao uso de álcool agravado pela diabetes. Um ano depois era a vez de Cazuza dar adeus aos palcos. O cantor, que começou sua história como líder do Barão Vermelho e fez sucesso em carreira solo, morreu aos 32 anos vitima do vírus da AIDS.

Em 1996 a geração “coca-cola” se despedia de Renato Russo, vocalista da banda Legião Urbana. O cantor morreu aos 36 anos também em conseqüência da AIDS, doença que nunca chegou a admitir.

 

Por que aos 27?

 

            Você já ouviu falar na maldição dos 27? Recém editado, o livro The 27s: The Greatest Myth of Rock And Roll, de Eric Segalstada e Josh Hunter, lista nomes do rock e blues que morreram “curiosamente” com essa idade.

            A maldição dos 27 teve início lá pelo final dos anos 60 e começo dos 70. Primeiro foi Brian Jones, guitarrista da primeira formação dos Rolling Stones, a ser encontrado afogado na piscina, em 1969. A causa da morte nunca foi esclarecida. 

 

 

 

Em 1970, dois grandes nomes do rock se despediram da gente. Jimi Hendrix e Janis Joplin. Ele foi encontrado morto na cama de um hotel. A causa? Engasgamento com o próprio vômito, após ingerir nove pílulas para dormir. Já ela, morreu graças a uma overdose de heroína.

O último grande nome da geração que sonhava em mudar o mundo foi Jim Morrison, líder do The Doors. Considerado um dos primeiros poetas do rock, foi encontrado morto na banheira do quarto de um hotel em Paris, em 1971. Segundo versão oficial, a causa da morte foi ataque do coração. E a lista não parou por aí...

Tivemos também: Alan Wilson - vocalista da banda de blues Canned Heat (overdose de heroína, 1970); Kurt Cobain - líder do Nirvana (suicídio, 1994); Ron Mckerman - Fundador do Grateful Dead (hemorragia gastrointestinal, 1973); Pete Ham - guitarrista e vocalista da banda Badfinger (se enforcou na garagem de sua casa, 1975); Chris Bell – líder do Big Star (colidiu com seu carro em um poste, 1978); D Boon - vocalista e guitarrista do trio punk californiano Minutemen. (seu corpo foi jogado acidentalmente para fora de uma Van, 1985); Pete de Freitas - baterista do Echo & The Bunnymen (acidente de moto, 1989). Robert Johnson – “bluesman” (morreu envenenado pela mulher, 1985). Uma curiosidade: ele era conhecido por ter supostamente vendido sua alma ao demônio.  

 

 
 

Uma senhora Torre

 

 Maria Oliveira - redatora mariinhaoliveira@yahoo.com.br  

 

Para registrar sua passagem pela Terra, o homem foi cada vez mais aperfeiçoando a técnica e a arte de eternizar algum fato historicamente importante. Por conta dessa vontade de materializar suas conquistas, desenvolveu a escrita, a pintura, a escultura, a arquitetura, a fotografia, e por aí vai. Assim, cada povo, a seu modo, foi deixando rastros e monumentos colossais espalhados pelo mundo todo, que acabaram se transformando em  pontos turísticos dos mais visitados. Nesse rol de maravilhas se encontra a Torre Eiffel. 

 

Construída para a exposição universal em comemoração ao centenário da Revolução Francesa, a Torre Eiffel foi inaugurada a 31 de março 1889. Coube ao engenheiro Gustave Eiffel a responsabilidade de projetar o monumento em 1884, mas sua edificação só começou em 1887 porque, na época, muitos intelectuais questionaram a finalidade da obra. Por conta disso, apesar de sua estrutura colossal (7.300 toneladas), previa-se sua demolição após a exibição. Graças ao bom senso do povo parisiense, e ao seu uso para estudos meteorológicos e radiofônicos, a Torre não foi ao chão. Totalmente salva, a "Dama de Metal" recebe cerca de 6 milhões de visitantes por ano.

Inicialmente a Torre Eiffel tinha 312,27 metros. A partir da instalação das antenas transmissoras de canais parisienses, no seu topo, a Torre passou a medir 324 metros de altura, com 352 projetores de 1000 watts para iluminá-la. Para manter a centenária Dama em forma, a "Sociedade Nova de Exploração da Torre Eiffel" contrata obreiros acrobatas que, a cada sete anos, pintam sua estrutura metálica usando cerca de 50 toneladas de tinta.

 

 

A Torre possui três plataformas. O acesso pode ser feito por escadas, se o visitante estiver disposto a subir 1652 degraus. Felizmente, um sistema de elevadores também foi instalado, o que democratizou seu uso. Na primeira plataforma se encontra o elegante restaurante Jules Verne, com vista deslumbrante de Paris. Mas, se o turista quiser desfrutar de uma excelente cozinha francesa, é bom ficar atento para o preço das refeições. As porções são calculadas em grama e quando vem a conta, tem-se a ideia de que foi cobrada  em arroba. Mesmo assim, a concorrência por esse lugar é grande, logo é necessário fazer reserva com antecedência.

            Entre as outras atrações da Torre, um pequeno museu de cera em que figura seu criador, o engenheiro francês Gustave Eiffel e um cinema, que relata sua história. Por falar em cinema, a destruição da Torre Eiffel é tema de um filme que leva os Comandos em Ação à telona. O longa tem direção de Stephen Sommers (Van Helsing) e será lançado mundialmente em 7 de agosto, pela Paramount Pictures.

Portanto, ficção ou não, enquanto a senhora Torre estiver erguida majestosamente no Campo de Marte, ao lado do Rio Sena, sempre será interessante visitá-la. Afinal, é o marco da Revolução Francesa, que inspirou a outros países buscarem a Liberdade, Igualdade e Fraternidade tão sonhadas. 

 
 

Luz, vestido, suspiros, ação!

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com 

 

              Ok! Vamos lá! Verdade seja dita. Qual a mulher que nunca suspirou diante de um vestido de noiva? Qual a mulher que nunca teve vontade de experimentar um, mesmo que não estivesse de casamento marcado? Qual a mulher que nunca quis vestir um, para ver se arrancava suspiros dos outros? Se você disser que não pertence a este grupo, não vou acreditar. Deixe-me explicar porque cheguei a essa conclusão.

 

 

              Minha pauta para o Espetaculosas deste mês era relembrar com vocês, filmes que fizeram sucesso contando histórias de noivas. Eu sei, eles são vários. Mas ficamos entre antigos e novos sucessos como Sete noivas para sete irmãos, Noiva em Fuga, A noiva de Frankenstein, Casamento Grego, O Pai da Noiva, Noivas em Guerra, Mamma Mia e alguns outros.

 

 Cenas de O pai da noiva, Sex and the City e O Melhor amigo da Noiva 

 

             Iniciei então uma pequena pesquisa, pois já tinha visto a maioria deles. Baixei sinopses, fotos e acessei o You Tube para assistir trechos e recordar. E eles têm muitas coisas em comum. Os vestidos longos, as igrejas, a família, os padres e celebrantes, as flores, as grandes ou pequenas festas, e enfim, os suspiros! Ah... É batata! Basta a noiva aparecer deslumbrante com seu vestido branco e pronto, um suspiro acontece, do lado de lá e do lado de cá da telinha.

 

 Casamento Grego

 

             Exemplos. Em O Pai da Noiva, é impossível não se emocionar quando George Banks (Steve Martin) vê a filha Annie (Kimberly Williams) pronta para o casamento. Assim como é difícil não se envolver com o clima da história de Mamma Mia, quando Donna (Maryl Streep) apronta sua única filha para a cerimônia. Mesmo A Noiva de Frankenstein (filme de terror de 1934) arranca suspiros de seu noivo monstro, quando ele a vê pela primeira vez. Daí, cheguei a conclusão que até a pessoa com o coração mais gelado, vez ou outra, vai acabar suspirando. Sim, eu vi A Noiva de Chucky e Noiva Cadáver também. Mas, é o amor. Fazer o quê? Eles suspiram mesmo! Nem eles resistem!

 

 Noivas em Guerra

 

              É claro que, não só de suspiros vivem casamentos cinematográficos. Eles vivem também de muitas lágrimas e gargalhadas. Prefiro comentar a segunda opção. Imagine uma cena da noiva linda, entrando pelo corredor da igreja, enquanto seus convidados cospem em seu vestido! Isso acontece em Casamento Grego. E a noiva, que no final das contas foge de suas cerimônias de casamento? Julia Roberts estava fantástica em Noiva em Fuga.

 

 Noiva em Fuga

 

            Já Noivas em Guerra, o mais recente entre os filmes dentro do tema, as protagonistas faltam se matar, lembrando como as noivas podem virar Godzilas se as coisas não acontecem do jeito que elas querem. Mais uma vez uma “semelhança” com a realidade, mas não tentem me matar por dizer isso!

 

Noiva Cadáver  e A Noiva de Chuck

 

            Da telona para a telinha, uma cena que marcou fãs no mundo inteiro foi ver Mônica, Rachel e Phoebe do seriado Friends, passando um dia inteiro vestidas de noiva, só para sentirem um pouquinho dessa sensação de ser uma. Ai, ai... realmente, só sendo uma para saber como é! Suspirou né?!

Links interessantes:


Trechos desse episódio de Friends e as três noivas: http://www.youtube.com/watch?v=-jReYu4BL_c


O momento em que Frankenstein vê sua noiva reação dela a ele (imperdível): http://www.youtube.com/watch?v=CiFfUnimUH4


Trailer de Mamma Mia – excelente filme, cenário espetaculoso! Vale a pena: http://www.youtube.com/watch?v=FKx_14vJNZg


                  Para vocês responderem: Qual foi o pedido de casamento cinematográfico que você gostaria de protagonizar? Escrevam para espetaculosas@oi.com.br Ou, deixe sua mensagem aqui.

 
 

A Década de 80 é uma Madonna

 

 Fernanda Barbosa - redatora nandarj73@yahoo.com.br

 

Porque, meu bem, igual a você... não tem!”

 

                Aí, eu suspirei: a chefa me dá a pauta “anos 80” e pede que eu descreva o perfil desta senhorita balzaquiana...sim, pois independente de você ter “estado” com esta moça entre os seus pueris 9 aninhos ou ter saído para a balada com ela quando já estava com seus 20, esta Década teimosinha e cheia de vida é como a nossa performática cantora Madonna: malha daqui, estica e alonga acolá, respira novos ares (mais poluídos, por sinal) e, mesmo achando uma gracinha a nova onda, ainda dá um baita caldo, não pensa em envelhecer tão cedo e nem tão pouco deixar de animar as festinhas mais descoladas da cidade com seus hits (da minha amiga Década, fique claro) carismáticos, engraçados e super populares.

 

 

                Principio dizendo que a Década de 80 foi minha baita amiga de infância, fique bem claro. Brincávamos juntas quando o assunto era Balão Mágico e bonecas Suzi, adorávamos comer gamadinho e o tio-avô dos waffles, o Mirabel (o de limão era meu favorito, mas o da Década era o de morango), jogávamos batalha naval sempre que podíamos e víamos Sítio do Pica-Pau Amarelo com a sensação que nunca veríamos algo mais legal...

 

 

                Para meu irmão e seus amigos, a Década era a parceria perfeita para grandes aventuras: festas americanas regadas a Cebolitos e Baconzitos (e olha que TODO MUNDO pedia para não levar biscoito!), uma azaração bem constrangida de canto de olho e salão, sem contar com o advento do walkman, que embalava a característica mais legal que ela tinha e que seria a mais duradora da Dé (olha a intimidade...): as músicas, xará.

 

              

                 Quem é ser humano, hoje, se não se acabou de dançar com a Dé ao som de “Eu dei, eu dei”(sic) – mais conhecida como “ Domino Dancing”, do Pet Shop Boys (naquela época, eu, Dé e mais um monte de gente não era preconceituosa e nem sabia direito o que era “bicha”, termo feio e pejorativo para a maioria dos maiores amigos musicais da Dé, que ela foi descobrir depois.

 

 

               Atire a primeira pedra quem JAMAIS desejou, junto comigo e com a Dé, seja em que idade fosse, entoar “Será?Só imaginação...Será?... que nada vai acontecer...”Duvido! Hoje tem um monte de gente (incluindo você, chefinha) que acha nosso falecido amigo Re-rê Russo e sua banda um saco, mas que eles foram os MAIORES incentivadores da Dé ter tido alguns primos-irmãos no cenário social e musical atual, sem contar o quanto eles ganharam de dinheiro para eles e para os amigos que se aproveitavam por fora da Dé.

 

 

               E os hits que eram uma sensação só? A Dé A-MA-VA a Blitz, e Armação Ilimitada só era sucesso porque estava na companhia da Dé, esta menina ingênua que ansiava (ainda) por uma liberdade (que mais tarde se mostrou excessiva e fez com que ela acabasse engravidando e parindo uns filhos bem ruinzinhos) maior, porque hoje Juba e Lula não seriam páreo para a “Malhação”(...da vida alheia...).

 

 

               E quem seria Michael, o Jackson number 5, se a Dé não tivesse promovido ele e a careteira pop-“almost-virgin” (alguém acreditou que ela era, no primeiro clip, com vestido cafona de moça de casa de conveniência e pinta sensual no canto da boca?) mais conhecida da atualidade por andar “pegando” uns rapazinhos?

 

  

 

              Tá, a Dé tinha uns tiques nervosos que realmente fizeram bem em ficar para trás (ninguém aguentava mais o jornal O Dia pingando sangue e pornografia em suas páginas e matérias de capa – a nova geração acha mesmo que este jornal sempre foi assim, tão apresentável?- bem como não se suportava mais gravar fita cassete e apagar fita cassete para liberar mais espaço para o som maneiríssmo que rola, assim como era um POOOOOORRE ouvir “isto é Tremendo, isto é Tremendoooo” - sem falar no “Não se reprima, não se reprimaaaa”....ai!!! que irritavam toda santa hora nas rádios Am e Fm, salvo quando eram ou a Rádio Cidade “uuooooo”- hoje você conhece ela como Oi Fm - ou a Transamérica, ou a “maldita” Fluminense Fm).

 

 

               Ela tinha uns defeitinhos, mas é ainda a melhor companheira de lembranças inocentes (podem ser pesadas também), dos sonhos idealistas que um dia a juventude politizada deste país desejou para o futuro (pena que eles desejaram também ganhar dinheirinho às custas destes sonhos e acabaram virando, em sua maioria, uns burocratas corruptos), ainda é a referência musical, teatral, televisiva e emocional de boa parte da galera dos inta, enta e enta II, sem contar que desperta curiosidade e bastante admiração de uns meninos mais novinhos, que tal e qual nosso Jesus brasileiro, ainda babam por esta senhora tão misteriosa, tão mágica, querendo saber como é que ela podia fazer feliz um pessoal que não tinha Orkut, nem MSN, nem computador próprio (nem nenhum PC), nem celular, nem Big Brother, um pessoal que não DAVA beijo de língua no primeiro encontro (o resto, então...uhn!) e que corava só de ouvir falar em gravidez. Como ser feliz sem tanta coisa “boa”?

 

 

               Mas a Dé ficou para trás, como tudo que um dia é bom para uns, ótimo para outros, inesquecível para tantos, ou apenas mais uma para a maioria. Para mim, particularmente, ainda somos baitas amigas, e pretendo que continuemos assim porque ela, de certo modo, me conforta quando penso que com ela de companhia o mundo ainda era mais inocente, se desejava o bem coletivo sem a hipocrisia própria do ser humano, os desajustados continuavam sendo apenas pessoas necessitadas de um pouco mais de atenção, a Educação do país era aplicada por modestas pessoas que pretendiam sorrir com os resultados obtidos, e não lucrar com eles.

              A Década de 80 foi a época em que vislumbramos nossos futuros como Humanidade, mas por alguma razão e por causa de algum misterioso motivo que acelerou a maioria dos desejos em menos de outra década, nossa Atualidade se tornou aquela tia-avó moribunda, incômoda e que nos constrange, que nos faz viver de recordações e saudosismos a cada suspiro dado. 

 
 

Malu - Retrato de uma mulher

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br

 

A socióloga Malu é uma mulher que acabou de sair de um casamento frustrado e optou pelo divórcio, em uma época que mulheres separadas sofriam muito preconceito. Na bagagem a filha Elisa, adolescente que viu sua vida sofrer um turbilhão provocado pelo antes e depois da separação dos pais.   

Essa é a sinopse da série Malu Mulher, nosso perfil desse mês, sucesso exibido na TV Globo entre os anos de 79 e 80, que trazia algo novo para a teledramaturgia ao abordar a vida de uma mulher recém separada. No roteiro, suas dificuldades, tristezas e é claro, alegrias, enfrentando um mundo preconceituoso e machista, na virada dos anos 80. Além de polêmicas e novas visões sobre a mulher, a família e a sociedade.

 

 

 

 

 

  

Mas por que ao invés de falar sobre uma pessoa, o escolhido foi uma produção? Porque Malu não apenas revolucionou a televisão brasileira, como uma leva de mulheres que se identificaram com a sua história. E mais, buscaram na Malu da ficção, a Malu na vida real. Aquela que tem medo sim, de errar, amar, dizer não... Mas, mais ainda de não errar, amar e dizer não. 

 

 

Começar de novo

 

 

Criada por Armando Costa, Lenita Plonczynska, Renata Palottini e Euclides Marinho, a série foi exibida entre 24 de maio de 1979 e 22 de dezembro de 1980 e teve direção de Denis Carvalho, Daniel Filho e Paulo Afonso Grisolli.

Em seu episódio de estreia – Acabou-se o que era doce, o tema abordado foi o processo de separação de Malu (Regina Duarte) e Pedro Henrique (Denis Carvalho). Brigas, a insegurança da filha Elisa (Narjara Turetta) e a evidente desarmonia no lar compuseram o episódio. 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro ano do seriado mostra as dificuldades de Malu na tentativa de se virar sozinha, conseguir manter a casa e sustentar a filha. Já no segundo, Malu está mais amadurecida e consegue um trabalho fixo num instituto de pesquisa. Ali se inicia uma nova fase, onde ela está pronta para recomeçar a vida afetiva.  

Malu Mulher foi exportada para 55 países e ganhou vários prêmios internacionais, entre eles o Ondas 79, da Sociedade Espanhola de Radiodifusão e o prêmio Iris 80, da Associação Americana de Programadores de Televisão.

 

 

 

 

 

 

Curiosidades:  

 

- Daniel Filho revelou em seu livro - Antes que me esqueçam, que teve a idéia de fazer o seriado após assistir nos EUA o filme Uma mulher Descasada, de Paul Mazursky.

 

- O nome de Marília Pêra chegou a ser cogitado para o papel principal, mas desde o início Daniel Filho queria que o mesmo fosse de Regina Duarte.

 

- A socióloga Ruth Cardoso, ex-primeira dama do Brasil, participou de uma reunião de criação do seriado e chegou-se a conclusão de que Malu seria socióloga. Por indicação dela, a equipe de pesquisa foi até a Unicamp - Campinas, que na época era o Pólo em Sociologia no Brasil.

 

- Graças ao sucesso da série na TV, a Globo lançou em Dezembro de 79 o especial musical Mulher 80. Com direção de Daniel Filho e apresentação de Regina Duarte, o programa reuniu números musicais e depoimentos de cantoras brasileiras. O foco principal era a atuação feminina na Musica Popular Brasileira.      

 

- A música Começar de Novo foi composta por Ivan Lins e Vítor Martins especialmente para o seriado. Maria Bethania chegou a ser convidada para interpretá-la, mas não aceitou. Coube a Simone, que na época ainda não tinha uma grande projeção, dar voz a canção. Com o sucesso da série no exterior, a música ganhou regravações de Barbara Streisand e Sarah Vaughan.  

 

- O primeiro episódio foi reapresentado no Festival 20 anos, em junho de 85. No Festival 30 anos, alguns episódios foram reprisados durante uma semana, em março de 1995.

 

 

Polêmicas:

 

 

- No episódio De Repente, Tudo Novamente, exibido em 7 de junho de 79,  Malu  protagonizou o primeiro orgasmo da televisão brasileira. Na cena em que se relacionava com Mário (Paulo Figueiredo), a câmera focalizou a mão da personagem abrindo como se estivesse sofrendo espasmo. Na mesma história, Malu ingeriu uma pílula anticoncepcional.

 

- Na semana seguinte, no episódio Ainda não é a hora, a personagem Jô (Lucélia Santos) faz um aborto numa clínica clandestina. Foi o próprio Boni quem autorizou a equipe de produção a ousarem mais nos episódios.

 

- Segundo Daniel Filho o programa começou a sofrer muita censura. Uma dessas foi em Até Sangrar, episódio escrito por Manoel Carlos, que debatia a questão da virgindade. Na ocasião perguntava-se a Malu se doía, e ela respondia: “Dói, mas só até sangrar”. Ainda de acordo com o diretor, devido às constantes mudanças no roteiro, a cada programa Malu acabava assumindo uma personalidade diferente.

 

Fontes: Wikipédia

               Site Teledramaturgia

 
 

Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina

 

Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br     

 

Basta o carnaval se aproximar para começarmos a pensar com que roupa vamos desfilar nos blocos de rua, ou pular em um clube tradicional da cidade. Afinal, quem nuca se vestiu de bailarina, cigana, odalisca, pirata e bate-bola, que atire a primeira fantasia, num folião.

 

 

 

 

A propósito, você sabe qual são as figuras carnavalescas mais conhecidas da folia? Isso depende muito da época. Se formos buscar pela memória recente, aqui no Brasil com certeza será o Clóvis (popularmente conhecido como bate-bola).

A imagem daquele palhaço, com macacões largos e bem coloridos, chupeta na boca e uma bexiga fedida (substituída há alguns anos por bolas coloridas) já fez a alegria de muitas crianças e se mantém no topo entre as “10 mais” queridas, pela garotada.

 

 

 

 

Agora se resgatarmos os antigos carnavais, como os requintados bailes de máscaras, originários de Veneza, com certeza vamos nos deparar com talvez o primeiro triângulo amoroso da história. Estou falando de Pierrô, Colombina e Arlequim, claro.

Essas três figuras carnavalescas são personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Os três papéis representam serviçais, envolvidos em um triângulo amoroso, que integram uma trama recheada de sátira social. O estilo surgiu como alternativa à chamada “Commedia Erudita”, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas.

A história do trio enamorado sempre serviu de entretenimento popular, influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos da região. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.   

 

Do lado dos patrões havia um comerciante extremamente avarento (Pantaleão), um intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais. Apesar de obedecerem a um enredo já definido, as peças costumavam apresentar improvisações como ingrediente principal, exigindo talento cômico por parte dos atores, que precisavam responder rapidamente às novas piadas e situações criadas pelos colegas.

            Um detalhe interessante é que sempre havia, no meio do espetáculo, um intervalo chamado lazzo. Ele continha mais comédia e apresentava acrobacias, ou sátiras políticas, sem qualquer relação com o enredo. Terminado o lazzo, a história continuava do ponto em que havia sido interrompida.

Com esse estilo único, a Commedia dell’Arte influenciou a arte dramática de toda a Europa e até hoje é utilizada como método para aprendizado e treinamento do ator. 

  

 

 

Conheça o perfil das personagens que viviam entre tapas e beijos

 

 

Pierrô: Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado na França (no século XIX) como Pierrot, e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco (com uma lágrima em apenas um lado) e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, vestimenta e maquiagem, influenciaram todos os palhaços de circo.

 

Arlequim: Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra marca registrada era a roupa de losangos.

 

Colombina: Criada de uma filha do patrão Pantaleão, era tão bela e refinada quanto sua ama. Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo. De um lado, o apaixonado Pierrô. Do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente durante o espetáculo.

 
 

Garfield completa 30 anos

  

 Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br  

 

            Se formos pensar em personagens importantes no mês de Dezembro, com certeza iremos lembrar do Papai Noel e toda sua trupe de ajudantes, além das renas e os bonecos de neve. Mas neste mês, não posso me esquecer que o gato mais preguiçoso e guloso dos quadrinhos completa 30 primaveras.

 

 

           Há 30 anos Garfield era criado pelo americano Jim Davis. Preguiçoso, gordo, ranzinza e completamente fanático por lasanha, foi inspirado na infância de "Jim Davis", que cresceu em meio a 25 bichanos. Seu nome foi dado em homenagem a seu avô, "James Garfield Davis". Já o dono de Garfield no desenho, "Jon Arbuckle", é inspirado nas ações que Jim tinha durante sua juventude.  

 

 

           Antes de ir para as telinhas Garfield ficou conhecido através das tirinhas publicadas periodicamente nos jornais, publicadas em 11 países. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o gato laranja fatura cerca de US$ 5 bilhões por ano em produtos patenteados, sendo 20% somente no mercado nacional.

 

 

          Garfield chegou aqui no Brasil em 1985. Atualmente tem duas tiras publicadas diariamente na Folha de S.P. Além disso, as histórias também saem em outros 2.500 jornais pelo mundo e seu desenho é vinculado nos canais a cabo e aberto.

 

 

          Agora, responda rápido: qual seria o segredo, para tanto sucesso, do personagem que tem suas histórias lidas por 260 milhões de pessoas todos os dias? De acordo com Jim Davis, é porque ele não passa de um come e dorme. "Com características nada simpáticas, Garfield conquista uma legião de fãs por ser gordo, preguiçoso, mal-humorado e cruel".     

 

Comemoração em alto nível  

 

         Para comemorar seus 30 anos, o gato que odeia a segunda-feira vai ganhar um livro. Garfield - 30 Years of Laughs & Lasagna: The Life & Times of a Fat, Furry Legend (Garfield - 30 anos de Gargalhadas e lasanha) é uma série de animação, que será exibida pelo canal Cartoon Network. Vale lembrar que, infelizmente, a atração não tem data de lançamento prevista por aqui. Snif!!!

 

 

        Além disso, em março de 2009 o personagem estréia nos cinemas com mais um longa de animação, que irá simular seu aniversário, chamado "A Festa do Garfield". Eba!!!

Uma mulher de raça

 

 Carolina Andrade - Redatora  carol_andrade@hotmail.com  

 Tatiana Bruzzi - editora tatibruzzi@yahoo.com.br 

 

"Sou o que sou porque era obrigada a ler todos os dias e me agarrei aos estudos. Daí vem a minha força” (Revista Raça Brasil). Mulher de fibra, corajosa e excelente apresentadora, no mês em que os EUA elegeram o primeiro negro como presidente, o perfil não poderia ser mais adequado já que falamos de uma personalidade que conquistou respeito e admiração da sociedade.

 

 

Da vida complicada a apresentadora Oprah Winfrey guarda na lembrança violência sofrida e envolvimentos com homens que não lhe fizeram bem, além da falta de dinheiro, briga com a balança e batalhas em busca do peso ideal. Sem nenhum dinheiro no bolso, porém com muitos sonhos na cabeça, um dia decidiu ir em busca de seus objetivos. E conseguiu.   

  

 

 

 

Apontada hoje como uma das personalidades mais influentes do século 20, ao lado de Martin Luther King, Charles Chaplin e Pablo Picasso, Oprah Winfrey se tornou diva da sociedade norte americana e foi eleita a terceira celebridade mais rica do mundo, perdendo apenas para Mel Gibson e o jogador de golfe Tiger Woods. Tudo isso graças ao seu programa The Oprah Winfrey Show, onde a apresentadora trata de assuntos hora polêmicos, outros banais, como se estivesse num grande bate papo. Distribuído em mais de cem países, inclusive o Brasil, o programa é líder de audiência no mundo todo, há mais de vinte anos.

 

Com Bono Vox - U2

 

Oprah Gail Winfrey nasceu em 1954, no Estado do Mississipi. Criada pela avó paterna, a menina precoce aos três anos já recitava versos na igreja e aprendeu a ler sozinha. Rejeitada pelas crianças, por ser obesa e ter uma inteligência acima da média, sempre buscou alento na Bíblia. Um dia, entediada com o jardim de infância, escreveu à professora para passar a uma fase mais adiantada. E foi assim que pulou da pré-escola, à terceira série primária.

 

Ao lado de Barack Obama

 

Quando estava com nove anos, sua mãe reapareceu querendo sua guarda. Como não aceitava a seriedade militar do pai, e tinha receio da vida que levaria com a mãe, fugiu de casa e foi morar com uma tia. Lá, foi molestada e estuprada pelo primo. Engravidou aos 14 anos e por isso voltou a morar com a mãe. Perdeu a criança, morta uma semana após o nascimento. Sem saber o que fazer da vida, passou a cometer pequenos furtos, o que acabou provocando sua ida para um reformatório.

  Após ser expulsa de lá, resolveu dar um rumo a sua vida. Levou a sério os estudos e acabou ganhando uma bolsa em um colégio da alta sociedade, freqüentados por brancos. Sofreu muito com o preconceito, mas respondia às provocações a altura, através de seus conhecimentos. Simpática e determinada, tornou-se popular graças as sua notas altas. Nessa mesma época, venceu um concurso e como prêmio, recebeu o convite para visitar uma famosa rádio local. Os diretores ficaram tão encantados com sua voz que resolveram lhe dar uma chance.  

 

Nasce uma estrela

 

   

Virou repórter de rádio, aos 17 anos, em Nashville. Estudou Comunicação Social e Artes Performáticas. Tornou-se a primeira apresentadora negra a comandar um telejornal, quando foi parar na TV no papel de âncora, em um noticiário. Em 1976, passou a co-apresentadora de um quadro de entrevistas, em Baltimore, e criou seu estilo próprio de entrevistar.

 

 

 

Dez anos mais tarde, recebeu um convite de uma grande emissora para tentar salvar o programa AM Chicago da baixa audiência. Fez tanto sucesso que, em menos de um ano, o canal mudou o nome da atração para The Oprah Winfrey Show e passou a veiculá-lo em rede nacional.  

Hoje, 20 anos depois, ninguém duvida do poder de Oprah como formadora de opinião. Conhecida por falar o que vem à cabeça, numa viagem para Forsyth Country, cidade da Geórgia que não permitia a entrada de negros, discutiu com os envolvidos na reportagem e acabou desencadeando manifestos anti-segregacionistas no mundo inteiro. E nos anos 90, um especial sobre a Ku Klux Klan impulsionou a luta pelos direitos civis.

 

 

 

 

Dizem que, basta ela comentar gostar de determinado livro, para a obra esgotar nas lojas. Durante a crise da vaca louca, a apresentadora disse que tinha medo de comer carne bovina contaminada e, por isso, passaria a consumir apenas frango. Milhares de americanos deixaram de comprar hambúrgueres, provocando uma queda nas vendas. A indústria do gado moveu um processo contra Oprah, que acabou ganhando a causa.

Entre as passagens mais engraçadas no seu sofá, destaque para a indagação sobre a suposta virgindade de Michael Jackson, se Whitney Houston apanhava do marido e ainda, como Hillary Clinton se sentia em relação à traição do, então presidente, Bill Clinton.

Assim como os convidado, Oprah também faz revelações no seu programa. Durante um debate sobre drogas, ela confessou que já foi viciada em craque. Já em outro episódio, confidenciou comer compulsivamente a ponto de devorar 12 hot-dogs de uma só vez.

Ganhadora de inúmeros prêmios, entre eles o Emmy de melhor apresentadora, a jornalista sempre gostou de atuar. Chegou a ser convidada por Steven Spielberg para participar do filme A Cor Púrpura, onde brilhou no papel da sofredora Sofia.   

 

 

Oprah em números:

 

 

- Fortuna pessoal - está avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

- Faturamento anual - em torno de US$ 700 milhões.
- Prêmios: recebeu 39 Emmy Awards e pediu que seu nome fosse retirado das futuras indicações.
- Sucesso da revista - O - The Oprah Magazine faturou mais de US$ 200 milhões em 2004. Atualmente, é uma das principais do segmento feminino.

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